Agro
Lindsay apresenta TowerWatch e novo pneu para irrigação na Expodireto Cotrijal
A Lindsay, líder global em tecnologia de irrigação, apresentará duas novas soluções durante a Expodireto Cotrijal, que acontece em Não-Me-Toque até 13 de março. O evento, com mais de 600 expositores e visitantes de 80 países, é referência em inovação para o agronegócio e celebra 25 anos de história.
TowerWatch: monitoramento inteligente de torres
A principal novidade é o TowerWatch, sistema de monitoramento de alinhamento de torres que identifica falhas rapidamente, reduzindo o tempo de inatividade do pivô central e evitando prejuízos operacionais. Conectado às demais tecnologias da Lindsay, o sistema envia alertas precisos sobre a localização da falha, permitindo que o produtor solucione o problema de forma mais eficiente.
Segundo Cristiano Trevizam, diretor comercial e de marketing da Lindsay Brasil, “o TowerWatch transforma a eficiência operacional em algo tangível, devolvendo previsibilidade à rotina no campo. O principal desafio do agricultor não é apenas a falha do pivô, mas as horas gastas para detectá-la manualmente. Nossa solução elimina esse esforço e maximiza o tempo produtivo.”
Estudos de campo indicam que o uso do sistema pode reduzir em até 75% o tempo necessário para resolver problemas de alinhamento, aumentando a produtividade e diminuindo perdas.
Pneu NDRT Zimmatic: eficiência em solos desafiadores
Além do TowerWatch, a Lindsay apresentará o Pneu NDRT Zimmatic, desenvolvido para reduzir rastros no solo e prevenir atolamentos de pivôs, especialmente em áreas de solo argiloso, arenoso ou com alta umidade.
O pneu possui estrutura radial exclusiva, aumentando em 20% a área de contato com o solo, reduzindo compactação e formação de trilhas, além de oferecer maior tração, estabilidade, durabilidade e capacidade de carga.
Trevizam destaca que “o NDRT foi criado a partir das necessidades reais do produtor, oferecendo uma solução concreta para os desafios do solo e os prejuízos causados por pneus convencionais, tanto em tempo quanto em manutenção de equipamentos.”
Produtores que testaram o NDRT relatam desempenho superior. Segundo Jefferson Possel, gerente da fazenda Vô João em Alegrete (RS), “o pneu é mais largo e radial, garantindo melhor base no solo e desempenho superior ao pneu agrícola convencional, mesmo em solos arenosos.”
Inovação e produtividade em foco na Expodireto
Com essas novidades, a Lindsay reforça seu compromisso em oferecer tecnologias que aumentam eficiência, segurança e previsibilidade na irrigação. O TowerWatch e o pneu NDRT Zimmatic representam avanços significativos para produtores que buscam maximizar produtividade e reduzir riscos operacionais.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
Café brasileiro terá que comprovar origem e rastreabilidade para manter espaço no mercado europeu
O avanço do acordo entre Mercosul e União Europeia pode ampliar oportunidades comerciais para o café brasileiro, mas também inaugura uma nova etapa de exigências para exportadores e produtores nacionais.
Mais do que qualidade, produtividade e competitividade, o mercado europeu deve passar a exigir comprovação detalhada da origem do café, rastreabilidade completa da cadeia produtiva e evidências concretas de conformidade socioambiental.
O alerta é da especialista em ESG e vice-presidente da Sustentalli, Eliana Camejo, que aponta uma mudança estrutural na forma como compradores europeus irão avaliar fornecedores brasileiros.
ESG deixa de ser diferencial e passa a ser requisito comercial
Segundo Eliana Camejo, parte da cadeia cafeeira ainda pode estar subestimando o impacto das novas regras europeias sobre exportações agrícolas.
Na avaliação da especialista, ESG não deve mais ser tratado apenas como pauta reputacional ou ferramenta institucional. Para o setor cafeeiro, a agenda passa a representar condição estratégica para manutenção de mercados, mitigação de riscos comerciais e agregação de valor ao produto.
A tendência é que compradores europeus exijam informações cada vez mais detalhadas sobre a produção, incluindo localização da área produtiva, regularidade ambiental, histórico de desmatamento, segregação de lotes, documentação comprobatória e governança dos dados.
Mesmo empresas já consolidadas no comércio internacional podem precisar ampliar seus sistemas de controle e monitoramento para atender ao novo padrão regulatório europeu.
EUDR aumenta exigências para café exportado à Europa
A pressão sobre a cadeia produtiva tem como base o Comissão Europeia Regulamento Europeu Antidesmatamento, conhecido como EUDR.
A legislação inclui o café entre os produtos sujeitos às novas exigências de rastreabilidade e comprovação de que não possuem relação com áreas desmatadas após o marco regulatório estabelecido pela União Europeia.
Pelas regras divulgadas pela Comissão Europeia, a aplicação ocorrerá em duas etapas:
- 30 de dezembro de 2026 para grandes e médios operadores;
- 30 de junho de 2027 para micro e pequenos operadores.
Na prática, importadores europeus passarão a responder legalmente pela chamada diligência devida, exigindo de fornecedores brasileiros informações robustas sobre toda a cadeia produtiva.
Isso deve impactar diretamente produtores rurais, cooperativas, armazéns, exportadores, transportadoras, beneficiadores e indústrias ligadas ao café.
Cadeia cafeeira precisará investir em governança e rastreabilidade
De acordo com Eliana Camejo, o diferencial competitivo do café brasileiro tende a migrar da qualidade isolada do produto para a capacidade de comprovação das práticas adotadas ao longo da cadeia.
Segundo ela, empresas que conseguirem demonstrar origem, rastreabilidade, regularidade ambiental e governança terão vantagem na manutenção de contratos e no fortalecimento da confiança junto ao mercado europeu.
Por outro lado, agentes que mantiverem estruturas frágeis de controle documental e gestão socioambiental podem enfrentar perda de valor comercial justamente em um momento de maior abertura internacional.
O cenário reforça a necessidade de modernização da cadeia cafeeira brasileira, especialmente em sistemas de monitoramento, integração de dados, compliance ambiental e transparência das operações voltadas à exportação.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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