Agro
Brazilian Cattle: ABCZ e ApexBrasil renovam e ampliam convênio com investimento de R$ 6 milhões
A Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ) e a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) anunciaram nesta terça-feira, durante a 3ª ExpoLeite, a renovação e ampliação do convênio do programa Brazilian Cattle, que passa a contar com um investimento de R$ 6 milhões para os próximos dois anos.
O programa setorial visa fortalecer a presença da genética zebuína brasileira no mercado internacional, refletindo o crescente interesse global pelas raças Zebu na pecuária tropical.
Ampliação do convênio fortalece Brazilian Cattle
O anúncio foi feito no Salão Internacional do Parque Fernando Costa, em Uberaba (MG), durante encontro com empresários participantes do projeto. O Diretor de Relações Internacionais da ABCZ, Bento Mineiro, destacou que o convênio não apenas foi renovado, como também teve seu valor ampliado, passando de R$ 4,7 milhões para R$ 6 milhões.
“O ciclo encerrado agora mostrou ao mundo o verdadeiro potencial da pecuária tropical brasileira. O futuro do Zebu está consolidado, acompanhado pelo crescimento das empresas participantes e pela expansão do melhoramento genético das raças zebuínas globalmente”, afirmou Bento Mineiro.
Resultados do Brazilian Cattle nos últimos três anos
Durante a reunião, a equipe apresentou os resultados do programa entre 2023 e 2025, evidenciando o crescimento contínuo do projeto desde sua fundação, há mais de 20 anos. A Supervisora de Relações Internacionais da ABCZ, Raquel Dal Secco Borges, destacou a importância do programa para a internacionalização da pecuária zebuína:
“Cada renovação da parceria representa uma oportunidade de planejar novas ações e fortalecer a presença do Zebu brasileiro no exterior”, disse Raquel, que conduziu o encontro ao lado do Gerente do Departamento Internacional, Juan Lebrón.
Expansão global e abertura de novos mercados
Entre 2023 e 2025, o Brazilian Cattle contribuiu para a abertura de 40 novos mercados internacionais. Somente no último ano, o programa firmou novas conexões comerciais em países como Camarões, Etiópia, Gabão, Indonésia, Nigéria, Paquistão e Rússia. Atualmente, o projeto possui 74 mercados em fase de negociação.
A Consultora do Brazilian Cattle, Izabelle Jardim, apresentou resultados das ações regulatórias e da expansão internacional, enquanto a Analista de Comunicação, Yasmin Perissê, destacou a participação do programa em eventos globais.
Exportações e impacto econômico
Desde 2023, as exportações viabilizadas pelo programa movimentaram USD 278,22 milhões, apoiando um total de 128 empresas em 2025, mais que o dobro do resultado registrado em 2020.
O Gerente de Projetos Setoriais da ApexBrasil, Anderson Dib, reforçou o valor do programa:
“Parabéns a toda a equipe do Brazilian Cattle e aos empresários que acreditam no nosso trabalho. Esse é um momento muito especial para o Zebu brasileiro no mundo”, concluiu.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
Boi gordo inicia semana com mercado travado, mas exportações de carne bovina disparam e podem bater recorde em maio
O mercado físico do boi gordo começou esta semana com negociações lentas e preços estáveis nas principais praças pecuárias do país. Em São Paulo, frigoríficos atuaram de forma cautelosa ao longo do pregão, avaliando estratégias de compra diante de escalas de abate mais confortáveis e da pressão exercida sobre as cotações da arroba.
Apesar do ritmo mais travado no mercado interno, o setor segue sustentado pelo forte desempenho das exportações brasileiras de carne bovina, que continuam avançando em maio e podem levar o país a um novo recorde histórico de embarques e faturamento.
Mercado do boi gordo opera com pouca movimentação em São Paulo
Segundo análise da consultoria Scot Consultoria, divulgada no informativo “Tem Boi na Linha”, parte dos frigoríficos permaneceu fora das compras durante a terça-feira, limitando o volume de negócios no mercado paulista.
As indústrias que estiveram ativas tentaram pressionar os preços logo na abertura do mercado, mas encontraram resistência dos pecuaristas, que evitaram negociar em patamares menores. Com isso, as cotações permaneceram estáveis na maior praça pecuária do Brasil.
O mercado segue condicionado ao alongamento das escalas de abate. Em São Paulo, as programações dos frigoríficos atendiam, em média, cerca de 10 dias úteis, fator que reduz a urgência das indústrias na aquisição de novos lotes de animais terminados.
No Rio de Janeiro, entretanto, houve ajuste negativo nas cotações. A arroba registrou queda diária de R$ 2,00 em todas as categorias monitoradas pela consultoria.
Exportações de carne bovina seguem aquecidas e sustentam o setor
Enquanto o mercado físico apresenta menor dinamismo, as exportações brasileiras de carne bovina continuam sendo o principal fator de sustentação do setor pecuário em 2026.
Até a segunda semana de maio, o Brasil embarcou 141,3 mil toneladas de carne bovina in natura, com média diária de 14,1 mil toneladas. O volume representa crescimento expressivo de 36,2% em relação à média registrada no mesmo período de maio do ano passado.
Além do avanço nos embarques, o preço médio pago pela carne bovina brasileira também segue em forte valorização no mercado internacional. A tonelada exportada foi negociada, em média, a US$ 6,4 mil, alta de 24,2% na comparação anual.
O cenário reforça o aumento da competitividade da proteína brasileira no mercado externo, principalmente diante da forte demanda da Ásia, do Oriente Médio e de mercados estratégicos da América do Norte.
Maio pode registrar recorde histórico para a carne bovina brasileira
Caso o ritmo atual seja mantido, maio de 2026 poderá se consolidar como o melhor maio da série histórica em volume exportado de carne bovina.
Além disso, o setor também poderá atingir o maior faturamento mensal do ano. Com apenas 10 dias úteis contabilizados até o momento, a receita acumulada das exportações já representa 80,5% de todo o faturamento registrado em maio de 2025.
A expectativa do mercado é que o Brasil possa superar US$ 1,8 bilhão em receita com exportações de carne bovina ao longo do mês, estabelecendo um novo recorde histórico para o período.
Mercado acompanha consumo interno, dólar e demanda internacional
Os próximos dias devem continuar sendo marcados por cautela nas negociações do boi gordo no mercado físico, principalmente em função das escalas de abate mais alongadas e do comportamento do consumo doméstico.
Por outro lado, o cenário externo permanece amplamente favorável à pecuária brasileira. O dólar em patamar elevado, a demanda internacional aquecida e a valorização da proteína bovina no mercado global seguem oferecendo suporte às exportações e ajudando a equilibrar o mercado interno.
Analistas do setor avaliam que o comportamento das exportações continuará sendo decisivo para definir o rumo das cotações da arroba nas próximas semanas, especialmente diante do avanço da oferta de animais terminados em algumas regiões produtoras do país.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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