Brasil
Turismo doméstico impulsiona aviação e consolida 2025 como o melhor ano da história do setor no Brasil
Com mais de 100 milhões de passageiros viajando dentro do país, o turismo doméstico foi o grande motor do desempenho recorde da aviação brasileira em 2025. Ao todo, os aeroportos do Brasil movimentaram 129,6 milhões de passageiros em voos nacionais e internacionais, o maior volume já registrado desde o início da série histórica, superando pela primeira vez a marca de 120 milhões de viajantes em um único ano.
Somente no mercado interno, foram transportados 101,2 milhões de passageiros, número inédito que representa crescimento de 8,4% em relação a 2024 e de 5,3% na comparação com o recorde anterior, de 2015. O resultado evidencia a força do turismo doméstico e o papel estratégico da conectividade aérea para integrar o país, movimentar economias locais e ampliar o acesso da população aos destinos turísticos brasileiros.
Quando observado o mês de dezembro, tradicionalmente um dos meses de maior movimento, o desempenho também foi expressivo. O mercado doméstico registrou 9,1 milhões de passageiros, crescimento de 9,2% em relação ao mesmo mês de 2024.
O balanço dos dados consta na atualização do relatório de demanda e oferta da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e confirmam o bom momento do setor aéreo e do turismo brasileiro, impulsionado principalmente pela força das viagens dentro do país.
INTERNACIONAL – No segmento internacional, 28,4 milhões de passageiros circularam pelos aeroportos brasileiros durante o ano, alta de 13,4% em relação a 2024, mantendo a trajetória de crescimento observada desde 2021 e reforçando a atratividade do Brasil no cenário global. Apenas no mês de dezembro 2,6 milhões de viajantes fizeram rotas internacionais, alta de 10,7%.
Os números positivos refletem diretamente no fortalecimento do turismo como vetor de desenvolvimento. O aumento do fluxo de passageiros estimula a cadeia produtiva do setor — que envolve mais de 50 atividades, como transporte, hotelaria, alimentação, eventos, comércio e serviços — e contribui para a geração de emprego e renda em todas as regiões do país, especialmente nos destinos turísticos.
Por Fábio Marques
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo
Fonte: Ministério do Turismo
Brasil
Em Brasília, Ministério da Saúde abre exposição inédita sobre a memória da Covid-19
Cinco anos após o auge da maior crise sanitária do século, o Brasil inaugurou uma exposição que convida o público a transformar as memórias da pandemia em uma experiência coletiva de reflexão, escuta e reconstrução social. “A Infinita Memória da Pandemia: a história da Covid-19 por todos nós, brasileiros” foi aberta nesta terça-feira (26), no Shopping Conjunto Nacional, em Brasília. Com entrada gratuita, a mostra reúne dez estações imersivas que transformam registros digitais em uma experiência sensorial e coletiva.
A abertura contou com a presença do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, familiares de vítimas, pesquisadores e profissionais de saúde. Durante o lançamento, Padilha destacou o fortalecimento do Programa Nacional de Imunizações (PNI) e a retomada da vacinação no país. O ministro também criticou o negacionismo durante a pandemia. “Todos os estudos mostram que pelo menos metade das mortes seriam evitadas se o Brasil não tivesse sido tão irresponsável na oferta da vacina para o povo brasileiro. Se não houvesse também o negacionismo e o desmonte de políticas públicas na época da pandemia, a tragédia teria sido menor”, afirmou.
Essa é a primeira exposição itinerante após a reinauguração do Centro Cultural do Ministério da Saúde (CCMS), que hoje é gerido em parceria com a Fiocruz através da Sociedade de Promoção Sociocultural da Fiocruz (SOCULTFio). A mostra nasce de um acervo construído colaborativamente: o Memorial Digital da Pandemia de Covid-19, desenvolvido pelo Ministério da Saúde em parceria com a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), o Centro Latino-Americano e do Caribe de Informação em Ciências da Saúde (Bireme) e o Centro de Humanidades Digitais da Unicamp.
Com projeto expográfico assinado pelo Estúdio Bijari, a exposição adota uma abordagem multimídia e interativa, reunindo relatos, fotografias, vídeos, cartas, diários, mensagens e testemunhos de pessoas de diferentes regiões, classes sociais, culturas e realidades do país. O conjunto forma um grande mosaico da experiência brasileira durante a pandemia, percorrendo temas como isolamento social, luto, ciência, desinformação, solidariedade e memória coletiva, e revela o papel central das tecnologias digitais na construção da memória contemporânea.
Após a abertura, foi iniciado um seminário com duração de dois dias, reunindo representantes de arquivos comunitários e da equipe responsável pelo Memorial Digital para discutir políticas de preservação, infraestruturas compartilhadas e salvaguarda da memória da pandemia. O seminário também está aberto ao público.
Concebida em formato modular e itinerante, a exposição pode ser visitada gratuitamente em Brasília até 28 de junho, de acordo com os horários de funcionamento do Shopping Conjunto Nacional. Na sequência, seguirá para São Paulo, Fortaleza, Manaus e Porto Alegre, antes de se tornar parte permanente do CCMS no Rio de Janeiro.
Dia Nacional em Memória das Vítimas da Covid-19
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou neste mês o Projeto de Lei nº 2.120/2022, que institui o Dia Nacional em Memória das Vítimas da Covid-19, com a participação do ministro Alexandre Padilha. A data escolhida, 12 de março, faz referência ao registro da primeira morte por Covid-19 no Brasil, homenageando as mais de 700 mil vidas perdidas na pandemia.
Em 7 de abril, Dia Mundial da Saúde, o Ministério inaugurou o Memorial da Pandemia no Centro Cultural do Ministério da Saúde, no Rio de Janeiro. O espaço reúne uma instalação digital com os nomes das vítimas, o monumento “Lembrar para Aprender”, criado a partir de concurso público pelo artista Danilo Andrade, a escultura “Ciranda da Vida”, de Darlan Rosa, em homenagem ao Zé Gotinha, e um parquinho temático voltado ao público infantil, com foco na promoção da vacinação.
Defesa da ciência e da vida
Em três anos, a atual gestão do Ministério da Saúde reverteu a queda nas coberturas vacinais, ampliou o acesso à imunização e intensificou o combate à desinformação, com impacto direto na recuperação da confiança nas vacinas no país. Em 2025, o Brasil registrou aumento no número de crianças vacinadas, interrompendo a sequência de quedas observada até 2022 e alcançando o melhor resultado dos últimos nove anos.
Atualmente, a vacina integra o calendário nacional de imunização para crianças de seis meses a menores de cinco anos, gestantes e idosos a partir de 60 anos. Para maiores de cinco anos, a imunização é indicada apenas a quem ainda não recebeu nenhuma dose. Pessoas com condições clínicas especiais devem receber doses anuais, com intervalo de seis meses para imunocomprometidos.
Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde
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