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Brasil

Wellington César Lima e Silva e Hugo Motta firmam compromisso pelo avanço da PEC da Segurança no Congresso

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Brasília, 28/01/2026 – O ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, realizou, nesta quarta-feira (28), uma visita de cortesia ao presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, na residência oficial da Presidência da Casa. O encontro marcou o início do diálogo institucional entre o novo titular da pasta e o Parlamento para o avanço das pautas de segurança pública no Congresso Nacional.

A agenda integra a série de visitas institucionais do ministro desde sua posse, com o objetivo de fortalecer a articulação entre os Poderes e promover a construção conjunta de soluções estruturantes para o enfrentamento da criminalidade no País. Durante a reunião, Wellington César Lima e Silva e Hugo Motta reafirmaram o compromisso de atuação coordenada em torno da PEC da Segurança Pública, que busca fortalecer o Sistema Único de Segurança Pública (Susp) e ampliar a cooperação federativa.

Ao receber o ministro, o presidente da Câmara destacou a relevância do diálogo e o papel do Legislativo na condução da proposta. “O Congresso está analisando a PEC da Segurança. Hoje realizamos a reunião de líderes, inclusive com a participação do relator da PEC, o deputado Mendonça Filho, que terá, nas próximas semanas, a tarefa de continuar dialogando com o Governo e com as lideranças para fechar o texto e tratarmos da votação da matéria após o Carnaval”, afirmou Motta.

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O presidente da Câmara também ressaltou a disposição da Casa em contribuir para o avanço da proposta. “Seja sempre bem-vindo e conte com a Câmara dos Deputados para que estejamos juntos nessa pauta”, completou.

Para o ministro Wellington César Lima e Silva, o encontro simboliza o início de uma construção institucional baseada no diálogo e na convergência de esforços em torno de um tema sensível e estratégico para a sociedade brasileira. “É muito importante para a nossa pasta as visitas que estamos realizando para alinhar os temas da segurança pública, como as reuniões com o procurador-geral da República, Paulo Gonet, e com o presidente da Câmara, Hugo Motta. Retomaremos essas tratativas, que certamente produzirão benefícios para a sociedade brasileira no debate sobre a segurança pública”, declarou.

A PEC da Segurança Pública está entre as principais iniciativas do Governo Federal voltadas ao fortalecimento das políticas de prevenção e repressão ao crime, com foco na integração entre União, estados, Distrito Federal e municípios, no aprimoramento da governança do Susp e na consolidação de diretrizes nacionais para o setor.

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Diálogo institucional e agenda prioritária

A visita também reforça o compromisso do MJSP com a interlocução permanente com o Congresso Nacional, reconhecendo o papel central do Parlamento na formulação e no aperfeiçoamento do arcabouço legal da segurança pública. Segundo o ministro, a construção de consensos é fundamental para garantir avanços duradouros e alinhados às necessidades da população.

Desde o início da gestão, Wellington César Lima e Silva tem destacado a segurança pública como uma política de Estado, que exige coordenação entre os Poderes, diálogo federativo e participação ativa do Legislativo. A articulação em torno da PEC da Segurança Pública é vista como um passo decisivo para consolidar esse entendimento e viabilizar respostas mais eficientes ao enfrentamento do crime organizado e da violência no Brasil.

A expectativa é que, após o período do Carnaval, o texto da proposta avance no Congresso Nacional, a partir das negociações conduzidas pelo relator e das contribuições apresentadas pelo Governo Federal e pelas lideranças partidárias. O MJSP seguirá acompanhando, de forma técnica e institucional, a tramitação da matéria, contribuindo para o debate e para o aprimoramento da proposta.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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Brasil

MME publica diretrizes para leilão inédito de armazenamento de energia em baterias no Brasil

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O Ministério de Minas e Energia publicou, nesta quarta-feira (3/6), a Portaria Normativa que estabelece as diretrizes e a sistemática do Leilão de Reserva de Capacidade na forma de Potência, por meio de novos sistemas de armazenamento de energia em baterias – LRCAP de 2026 – Armazenamento. A medida representa um marco para a modernização do setor elétrico brasileiro, ao viabilizar a contratação de sistemas de baterias em larga escala para reforçar a segurança do Sistema Interligado Nacional (SIN). 

Segundo o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, a iniciativa une segurança energética, transição energética e a política industrial desenvolvida pelo governo liderado pelo presidente Lula. 

“O Brasil dá mais um passo decisivo para modernizar o seu sistema elétrico. O leilão de baterias vai permitir armazenar energia e entregá-la nos momentos em que o sistema mais precisa, aumentando a estabilidade, aproveitando melhor as fontes renováveis e estimulando a produção nacional de equipamentos estratégicos para a transição energética”, afirmou.

A novidade é que o certame será estruturado em dois leilões distintos, nos dias 2 e 4 de dezembro. O primeiro, denominado LRCAP de 2026 – Armazenamento Nacional, será destinado a sistemas de armazenamento de energia em baterias que atendam aos requisitos mínimos de nacionalização, conforme critérios de credenciamento no âmbito do Sistema CFI do Banco Nacional do Desenvolvimento (BNDES). O segundo, denominado LRCAP de 2026 – Armazenamento, será aberto a todos os projetos de sistemas de armazenamento em baterias. 

Os leilões terão como objetivo contratar disponibilidade de potência, em megawatts (MW), a partir de novos sistemas de armazenamento de energia em baterias eletroquímicas. Esses equipamentos poderão armazenar energia elétrica e devolvê-la ao sistema quando houver necessidade operativa, contribuindo para o atendimento da demanda nos horários de maior consumo. Em paralelo, também contribuem para a gestão de excedentes de geração renovável e para o aumento da flexibilidade do SIN.

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Armazenamento Nacional

O LRCAP de 2026 – Armazenamento Nacional, por ser realizado primeiro, terá a prioridade no atendimento da demanda a ser definida, observada a capacidade produtiva nacional apurada e a quantidade definida para atendimento às necessidades de potência do Sistema Interligado Nacional – SIN. 

Quem poderá participar do leilão

Somente poderão participar do leilão novos Sistemas de Armazenamento de Energia – SAEs, ou seja, baterias novas, conectadas ao Sistema Interligado Nacional – SIN.

Esses empreendimentos poderão ter ponto de conexão próprio ou compartilhar o ponto de conexão e as instalações de interesse restrito com outros agentes. A regra amplia as possibilidades de participação, favorece o melhor aproveitamento da infraestrutura elétrica existente ou planejada e assegura que os projetos contratados representem nova capacidade de armazenamento para atendimento ao sistema elétrico.

Contratos

Em ambos os casos, os contratos terão 15 anos de duração, com início de suprimento em 1º de agosto de 2028. 

A contratação será feita por meio de Contratos de Potência de Reserva de Capacidade (CRCAPs), com remuneração pela disponibilidade da potência contratada. Os empreendimentos vencedores deverão atender aos comandos do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) para recarga e descarga, tanto na programação diária quanto na operação em tempo real.

Critérios

Entre os principais requisitos técnicos previstos estão a disponibilidade mínima de 30 MW, capacidade de operação contínua por pelo menos quatro horas, eficiência total mínima de 85%, tempo máximo de recarga completa de seis horas e atendimento aos requisitos técnicos de conexão definidos por ONS e EPE, incluindo funcionalidades de grid-forming. 

O cadastramento dos projetos junto à Empresa de Pesquisa Energética (EPE) será realizado entre 15 de junho de 2026 e 31 de julho de 2026. Excepcionalmente, a apresentação de Licença Prévia, Licença de Instalação ou Licença de Operação não será requisito para a habilitação técnica, cabendo ao edital definir o prazo para obtenção do licenciamento ambiental pelos projetos vencedores. 

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Para o leilão com conteúdo nacional, a assinatura do contrato ficará condicionada à apresentação de documentação comprobatória emitida pelo BNDES, referente ao credenciamento do sistema de armazenamento no Sistema CFI. A medida busca compatibilizar a contratação de potência para segurança do sistema elétrico com o estímulo à indústria nacional de equipamentos para armazenamento de energia.

A portaria também prevê mecanismos de competitividade locacional. Projetos conectados em pontos do SIN que proporcionem benefícios sistêmicos adicionais poderão fazer jus, exclusivamente para fins de competição no leilão, à aplicação de bonificação locacional, conforme estudos da EPE e do ONS. Esses pontos estão definidos no Anexo II da  Portaria.

Esse mecanismo busca valorizar empreendimentos cuja localização contribua de forma mais eficiente para a operação e a expansão do sistema elétrico, considerando aspectos como a redução de restrições de transmissão, o alívio de carregamentos em áreas críticas, o aumento da confiabilidade do atendimento e a melhor integração dos recursos contratados às necessidades elétricas do SIN.

Com a publicação da portaria, o MME consolida as bases para a primeira contratação estruturada de sistemas de armazenamento em baterias. A iniciativa reforça o papel das baterias como tecnologia estratégica para a transição energética brasileira, ao ampliar a confiabilidade do sistema e permitir maior integração de fontes renováveis variáveis à matriz elétrica nacional.

Assessoria Especial de Comunicação Social – MME
Telefone: (61) 2032-5759 | Email: [email protected]


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Fonte: Ministério de Minas e Energia

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