Brasil
Voos internacionais crescem 53% na Região Norte em fevereiro
A aviação internacional na região Norte registrou crescimento de 53,3% em fevereiro, totalizando 34.336 passageiros, frente a 22.403 no mesmo período do ano anterior. O resultado indica um avanço mais acelerado das conexões da região com o exterior e reforça seu papel como ponto estratégico de entrada e saída de voos internacionais.
Quando considerados os voos domésticos e internacionais, os aeroportos da região movimentaram 839.888 passageiros, crescimento de 2,4% em relação ao mesmo mês de 2025, segundo dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), compilados pelo Ministério de Portos e Aeroportos (MPor). No mercado doméstico, foram 805.552 passageiros no período, mantendo o nível de movimentação observado no ano anterior.
“O crescimento mais acelerado dos voos internacionais para estados do Norte mostra o potencial da região como porta de entrada e de conexão com o exterior. Estamos trabalhando para ampliar a conectividade, melhorar a infraestrutura e criar condições para que mais pessoas e negócios circulem, gerando desenvolvimento e oportunidades para a população”, afirmou o ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca.
Visitantes do exterior
Os dados também indicam aumento no número de pessoas que efetivamente residem fora do Brasil e chegaram à região. Segundo o painel da Embratur, 5.471 visitantes estrangeiros desembarcaram nos estados do Norte no período, alta de 22,6% em relação ao ano anterior.
O levantamento da Embratur se utiliza dos registros de entrada de estrangeiros no país, feito pela Polícia Federal, o que permite identificar o fluxo de pessoas que efetivamente vivem no exterior, reforçando a tendência de crescimento das conexões internacionais da região Norte.
Movimentação por aeroporto
Entre os principais terminais, o Aeroporto Internacional de Belém (PA) manteve a liderança, com 287.342 passageiros movimentados no mês, o equivalente a 34,2% do total da região. Em seguida, aparece o Aeroporto Internacional de Manaus (AM), com 251.484 passageiros e crescimento de 10,6% em relação ao mesmo período do ano passado.
Também registraram alta os aeroportos de Santarém (PA), com crescimento de 4,9% (33.833 passageiros movimentados no período), Macapá (AP), com 2,9% (43.819 passageiros) e Palmas (TO), com 2,7% (47.848 passageiros). Já os terminais de Boa Vista (RR), Marabá (PA) e Porto Velho (RO) apresentaram retração na movimentação no período.
Os dados apontam para uma dinâmica diversificada entre os aeroportos da região, ao mesmo tempo em que reforçam o avanço da conectividade internacional e o papel crescente da aviação no desenvolvimento econômico e na integração do Norte do país.
Assessoria Especial de Comunicação Social
Ministério de Portos e Aeroportos
Fonte: Portos e Aeroportos
Brasil
Da ciência ao cuidado: Ministério da Saúde debate estratégias para acelerar o acesso à inovação nos serviços do SUS
Inovação em saúde, pesquisas clínicas, inteligência artificial, terapias avançadas e tecnologias de ponta ocuparam o centro do debate público durante a realização da Feira SUS Inova Brasil. O evento foi promovido pelo Ministério da Saúde, em parceria com a Prefeitura do Rio de Janeiro, na capital carioca nesta sexta-feira (17/04). A programação contou com espaços de conexões e painéis temáticos que reuniu representantes da sociedade civil e especialistas do setor público e privado.
A secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação do Ministério da Saúde, Fernanda De Negri, ressaltou que o evento soma-se aos esforços do Governo do Brasil para acelerar o caminho entre o que é produzido no país e a disponibilização no sistema público. O debate, destacou a secretária, precisa ser feito com a participação direta de gestores municipais e estaduais para construir estratégias cada vez mais integradas e colaborativas.
Entre as medidas já adotadas, está o apoio às pesquisas clínicas. “É a partir delas que a gente vai conseguir testar essas novas tecnologias que estão sendo feitas. E, quanto mais a gente for eficiente nesse processo, mais a gente consegue aproximar e trazer essas tecnologias para o uso efetivo no sistema de saúde lá na ponta”, enfatizou.
Outra ação destacada por Fernanda De Negri foi a implementação do Programa Nacional de Inovação Radical. Realizado em conjunto com o Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), a inciativa tem o objetivo de impulsionar o conhecimento científico em soluções concretas, por meio de medicamentos, tratamentos e dispositivos que atendam às necessidades do Sistema Único de Saúde (SUS). “As ações são justamente para acelerar e reduzir esse gap entre a pesquisa e a inovação, e o uso dessa inovação no sistema público de saúde”, concluiu.
Caminhos da inovação aplicada
Quatro outros painéis também integraram o evento. O primeiro foi dedicado à saúde digital. Nele, especialistas discutiram como o uso eficiente de dados, da inteligência artificial e da medicina de precisão podem apoiar a modernização do SUS e, consequentemente, contribuir para a diminuição de custos. O debate mostrou que a análise qualificada dessas informações já orienta a criação de políticas públicas e apoia gestores locais a tomar decisões mais rápidas, seguras e eficientes, impulsionando novas formas de inovar na saúde pública.
O segundo painel destacou a importância de transformar resultados de pesquisas em soluções reais para o SUS, por meio da pesquisa clínica, da avaliação de novas tecnologias e da inovação em saúde. Os debatedores apontaram oportunidade para avançar em questões regulatórias, de organização dos serviços e de parcerias estratégicas para que essas inovações sejam adotadas em larga escala.
Tecnologia que transforma
A discussão sobre inovação em saúde avançou com o debate sobre o Complexo Econômico-Industrial da Saúde (CEIS) e seu papel na redução das desigualdades regionais no país. Especialistas destacaram que políticas públicas orientadas às características de cada território podem impulsionar o desenvolvimento produtivo local, fortalecer cadeias estratégicas do SUS e gerar impacto social direto nas comunidades. A aposta em soluções que dialogam com as realidades das regiões brasileiras foi apontada como caminho para ampliar a equidade, promover autonomia tecnológica e consolidar um modelo de inovação capaz de responder às necessidades concretas da população.
O último painel foi em torno de como o cuidado com pacientes com câncer está mudando com a novas tecnologias, que vão desde exames mais precisos, como os que usam biomarcadores e biossensores, até tratamentos avançados, como a terapia CAR-T, que usa as próprias células de defesa do paciente para atacar o tumor. O diálogo reforçou que unir diagnósticos mais confiáveis a terapias inovadoras é fundamental para que o SUS consiga adotar essas novidades de forma sustentável e para um número cada vez maior de pessoas.
Conexões
A programação contou ainda com espaços de conexão. Foi nesse ambiente que a mestranda em Gestão de Competitividade e Saúde, Ariane Volin, de 44 anos, natural do Pará e atualmente morando em São Paulo, encontrou oportunidade de compreender melhor os estágios da inovação no Brasil, especialmente no que diz respeito à pesquisa e à aplicação de práticas de governança.
Para ela, a feira é uma vitrine e um momento oportuno para aprofundar seu olhar sobre gestão. “O conteúdo apresentado contribui diretamente para minha pesquisa sobre governança pública em projetos. Estou acompanhando temas como privacidade, segurança da informação e a aplicação prática do conhecimento”, ressaltou Ariane.
Assista aos debates da Feira SUS Inova Brasil
Janine Russczyk
Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde
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