Paraná
Visitas guiadas na Alep são aulas de história do Paraná
Quem visita a Alep (Assembleia Legislativa do Paraná), além de conhecer como funciona o Poder Legislativo, recebe uma aula de história do Paraná através das obras de arte de artistas renomados como Teodoro de Bonna e Poty Lazzarotto. As visitas guiadas são verdadeiros suportes do ensino para estudantes e de ampliação de saberes para os mais diversos visitantes que passam todo ano pela casa de leis.
Os visitantes exploram e vivenciam uma grande diversidade de conteúdos e, ao entrarem em contato com o ambiente legislativo, compreendem melhor as atribuições dos parlamentares e os processos de criação das leis.
Em 2024, a Assembleia Legislativa recebeu 165 grupos de visitantes, em sua maioria estudantes do ensino médio e universitários de 50 diferentes municípios do Paraná, contabilizando 4.834 visitantes.
Do Paraná, a Alep recebeu visitantes de Curitiba, Palmeira, São Jerônimo da Serra, Araucária, Campina Grande do Sul, Colombo, Rio Azul, São José dos Pinhais, Pato Branco, Coronel Vivida, Loanda, Ponta Grossa, Piraquara, Cascavel, Guarapuava, , Laranjeiras do Sul, Pinhais, Carambeí, Antônio Olinto, Pontal do Paraná, Telêmaco Borba, Palmas, Lapa, Porecatu, Quatro Barras, Reserva, Apucarana, Campo Largo, Fazenda Rio Grande, Castro, Paranavaí, União da Vitória, Tijucas do Sul, Cantagalo, Tomazina, Marechal Cândico Rondon, Rio Negro, Irati, Borrazópolis, Campo Mourão, Cruzeiro do Iguaçu, Rio Branco do Sul, São Jerônimo da Serra, Maringá, São Jorge do Ivaí, São João do Caiuá, Londrina e Japira. Além de um grupo da cidade de Canoinhas, em Santa Catarina e outro grupo de universitários intercambistas de Paris, França.
Aula de História
A recepção dos visitantes feita pela equipe de Cerimonial da Assembleia acontece já na portaria e segue para o Plenarinho Deputado Luiz Gabriel Sampaio, onde é explicado um pouco sobre o funcionamento das audiências públicas e mostrado o painel de Poty Lazarotto, datado de 1974, em madeira, que representa os três poderes. Já no Salão Nobre, são mostradas as obras de arte expostas e se fala um pouco sobre a história da política e do Legislativo Paranaense.
Havendo sessão plenária os visitantes podem acompanhar o trabalho dos deputados em tempo real, caso o horário seja diverso da sessão plenária, os visitantes conhecem o Plenário, local das mais importantes decisões legislativas do estado. No local, ganham destaque as placas solenes com os Brasões Paranaenses.
Uma das placas marca a Lei Imperial de 29 de agosto de 1853, quando o presidente da Província do Paraná era Zacarias de Góes de Vasconcelos e Dom Pedro II, era o Imperador do Brasil. Ali estão todos os nomes dos deputados daquela primeira legislatura, muitos que se transformaram em nomes de ruas em várias cidades paranaenses como Brigadeiro Franco, Barão dos Campos Gerais e Comendador Roseira, entre outros.
Também aparecem no Brasão três montanhas com os três planaltos paranaenses: o de Curitiba, o de Ponta Grossa e o de Guarapuava. Ao lado, o Sol Nascente aqui e o Gavião-real, demonstrando a força do Paraná. Nas laterais, ramos de Araucária que destacam as riquezas naturais. Símbolos que revelam parte da identidade paranaense e que também nos contam um pouquinho da nossa história.
Todo acervo é monitorado por especialistas que verificam as condições de preservação e a necessidade ou não de reparo dos quadros e esculturas espalhadas pelos corredores do Legislativo. As obras estão catalogadas e fazem parte do patrimônio e do acervo da Assembleia, valor cultural, histórico e econômico do acervo.
Para conhecer a Assembleia Legislativa em uma visita guiada, é preciso entrar em contato com o Cerimonial da Casa e fazer o agendamento. É necessário apresentar um ofício informando o nome da instituição (se for uma escola ou universidade), contato (nome, telefone e e-mail), grau de escolaridade dos alunos, idade dos visitantes e número de pessoas no grupo.
As visitas acontecem sempre de segunda à sexta-feira, das 9 às 17 horas. Porém, recomenda-se a visitação entre segundas e quartas-feiras, porque são dias em que ocorrem as sessões plenárias. Segunda e terça, a partir de 14h30 e nas quartas pela manhã. Para mais informações, o telefone da Coordenadoria de Cerimonial é o (41) 3350-4007. Ou acesse o site: www.assembleia.pr.leg.br/assembleia/visite-a-assembleia
Paraná
Ministério Público do Paraná deflagra Operação Aurora para apurar possíveis crimes de tortura e cárcere privado em clínica terapêutica de Terra Roxa
O Ministério Público do Paraná, por meio da Promotoria de Justiça da Comarca de Terra Roxa, com o apoio do Núcleo Regional de Umuarama do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e do Centro de Apoio Técnico à Execução (Caex), deflagrou nesta terça-feira, 15 de setembro, a Operação Aurora. A ação apura a suposta prática de crimes de tortura, sequestro e cárcere privado contra dezenas de mulheres internadas em uma clínica terapêutica da região.
Entre as medidas, expedidas pelo Juízo das Garantias da Vara Criminal da comarca, foi cumprido um mandado de prisão temporária, com prazo de 30 dias, contra o gestor e proprietário do local, além de mandados de busca e apreensão domiciliar e pessoal em cinco endereços, abrangendo a sede do estabelecimento, residências dos investigados, uma propriedade rural e veículos automotores. No decorrer das diligências desta terça-feira, um homem foi preso em flagrante por posse ilegal de armas de fogo e munições.
Castigos – De acordo com as investigações, o estabelecimento mantinha cerca de 72 internas, incluindo pessoas com deficiência, sendo que muitas eram mantidas no local contra a própria vontade e impedidas de sair. Há indícios de que os responsáveis submetiam as pacientes a um regime disciplinar punitivo, com aplicação de castigos, supressão de visitas familiares e trabalho compulsório.
Apurou-se também, preliminarmente, o uso forçado de medicamentos sedativos, apelidados na clínica de “Danone”, aplicados com o objetivo de provocar a inconsciência das internas. O Ministério Público apontou ainda a ocorrência de omissão de socorro médico e relatos de exigências para que as mulheres acolhidas ficassem em silêncio, sob ameaças, durante as inspeções de órgãos de fiscalização.
A Justiça também deferiu o afastamento do sigilo e a autorização para a extração de dados dos dispositivos eletrônicos apreendidos. Os materiais e dispositivos recolhidos durante as buscas serão agora analisados pelo MPPR com o objetivo de subsidiar o prosseguimento das investigações e apurar a responsabilidade penal de todos os envolvidos.
Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4249
Fonte: Ministério Público PR
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