Brasil
Território Seguro causa R$ 94,4 milhões de prejuízo ao crime organizado no RN em oito meses
Natal, 11/5/2026 – Representantes do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) participaram, nos dias 7 e 8 de maio, de reunião com o comitê do Projeto Território Seguro, em Natal (RN). A iniciativa provocou prejuízo estimado em R$ 94,4 milhões ao crime organizado em oito meses de atuação no bairro de Felipe Camarão, na zona Oeste da capital potiguar.
Desde o início das operações, em setembro de 2025, foram registradas 230 prisões, além da apreensão de 2,3 toneladas de drogas e 44 armas de fogo, além do cumprimento de 38 mandados judiciais.
Os resultados foram apresentados durante reunião do Gabinete de Gestão Integrada (GGI) da Secretaria de Estado da Segurança Pública e da Defesa Social (Sesed), presidida pela governadora Fátima Bezerra. Participaram do encontro o secretário da Sesed, coronel Araújo; o secretário adjunto de Estado da Segurança Pública e da Defesa Social do Rio Grande do Norte, Osmir Monte; representantes do MJSP; das forças de segurança estaduais, federais e municipais; além do Ministério Público, da Defensoria Pública do RN e de instituições parceiras.
“Os números mostram que o trabalho integrado produziu resultados concretos no enfrentamento ao crime organizado, no fortalecimento da segurança e na melhoria da qualidade de vida da população”, afirmou o titular da Sesed, coronel Araújo.
O Território Seguro é um projeto-piloto de abrangência nacional voltado ao enfrentamento do domínio territorial por organizações criminosas, com foco na integração entre inteligência, operações policiais e ampliação da presença do Estado em áreas vulneráveis.
Como parte da programação, foram realizadas ações sociais abertas ao público na Escola Municipal Djalma Maranhão, em Natal. A população teve acesso à emissão de documentos, vacinação, atendimento jurídico, serviços de saúde, atividades educativas, ações culturais e outros serviços gratuitos.
Brasil
Em Moscou, Ministério da Saúde defende soberania tecnológica como pilar de sustentabilidade para o SUS
O papel estratégico do Ministério da Saúde como indutor de inovação de tecnologias nacionais para o Sistema Único de Saúde (SUS) foi reforçado pela secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde (SCTIE) do Ministério da Saúde, Fernanda De Negri, no dia 14/05, em Moscou, na Rússia. A manifestação foi feita durante seminário que abordou as tendências para saúde mundial até 2030 na 11ª Reunião Anual do Novo Banco de Desenvolvimento (NDB, na sigla em inglês) do Brics.
Na avaliação da secretária, incentivar o setor produtivo nacional a desenvolver novas substâncias e moléculas é fundamental para enfrentar desafios locais e globais, como os vivenciados durante a pandemia de Covid-19. “Queremos estimular que o setor produtivo brasileiro seja capaz de desenvolver novas substâncias e novas moléculas para superar os desafios. Essa articulação contribui para a sustentabilidade financeira do sistema de saúde”, pontuou.
Para avançar, explicou Fernanda De Negri, a pasta tem estruturado uma série de ações. Como exemplo, está o sequenciamento genético de 100 mil brasileiros pelo Programa Nacional de Genômica e Saúde de Precisão (Genomas Brasil).
As informações serão disponibilizadas em banco de dados nacionais, com capacidade de impulsionar a medicina de precisão no SUS, enfatizou. “A miscigenação da nossa população permite que as características genéticas sejam muito específicas e diferentes do resto do mundo. É ainda mais necessário que possamos fotografar essa diversidade genética para entender até que nível ela afeta a saúde da população brasileira”.
O aprimoramento, seguiu Fernanda De Negri, também passa pelo uso da inteligência artificial, desde que sejam priorizadas a segurança e a ética das informações dos usuários do SUS. “Um sistema de saúde como o nosso, que atende mais de 200 milhões de pessoas, deve desenvolver capacidades de análise e ferramentas de dados para melhorar a própria gestão, reduzir custos e otimizar os serviços para a população brasileira”, pontuou.
Nesse campo, a Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS), plataforma do Ministério da Saúde que conecta diferentes sistemas de saúde e já conta com mais de 5 bilhões de registros, entre informações de vacinas, exames, pareceres médicos, foi mencionada. “Ao integrar os resultados de ensaios clínicos ao acompanhamento do desempenho terapêutico no cotidiano dos pacientes, o sistema ganha a capacidade de validar o impacto real das inovações, garantindo uma gestão assistencial mais precisa e fundamentada.”
No mesmo dia, a secretária cumpriu agenda de reuniões bilaterais com instituições russas para discutir oportunidades de cooperação em temas estratégicos para o Brasil. A missão internacional da representante do Ministério da Saúde prosseguiu até sexta-feira (15/05), quando participou de reuniões promovidas pelo Novo Banco de Desenvolvimento do Brics.
Hospital inteligente
Em janeiro deste ano, o Governo do Brasil e o NDB assinaram um contrato no valor de US$ 320 milhões (cerca de R$ 1,7 bilhão) para a construção Instituto Tecnológico de Medicina Inteligente (ITMI), que será o primeiro hospital inteligente do SUS.
A iniciativa contará com o investimento total de R$ 1,9 bilhão, dos quais R$ 110 milhões são do governo federal e R$ 55 milhões do Governo de São Paulo, em recursos adicionais. Construído já para ser referência nacional e modelo de assistência em saúde totalmente digital para os países do Brics, o ITMI ficará em São Paulo (SP) e usará inteligência artificial, telemedicina e conectividade integrada.
Atualmente, 11 países compõem o Brics: Brasil, Rússia, Índia, China, África do Sul, Arábia Saudita, Egito, Emirados Árabes Unidos, Etiópia, Indonésia e Irã.
Roberta Paola
Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde
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