Agro
Consumo de ovos bate recorde no Brasil e impulsiona modernização da avicultura de postura
O consumo de ovos no Brasil atingiu níveis históricos e vem transformando a cadeia produtiva da avicultura de postura no país. Impulsionado pelo reconhecimento do alto valor nutricional do alimento, pela busca do consumidor por proteínas mais acessíveis e pela evolução tecnológica nas granjas, o setor vive um ciclo de expansão e modernização.
Esse cenário estará no centro dos debates do Simpósio de Inovações na Produção de Ovos Comerciais, promovido pela Fundação de Apoio à Ciência e Tecnologia Animal, que acontece nos dias 20 e 21 de maio, em Recife. O encontro reunirá especialistas, pesquisadores e representantes da cadeia avícola para discutir tendências de mercado, desafios produtivos e perspectivas para o segmento de ovos comerciais no Brasil e no exterior.
Entre os destaques da programação está a análise da evolução do consumo de ovos no país. Segundo o presidente do Instituto Ovos Brasil, Edival Veras, o avanço do consumo per capita nas últimas décadas demonstra a consolidação do alimento na dieta dos brasileiros.
“Há cerca de 15 anos, o brasileiro consumia aproximadamente 120 ovos por pessoa ao ano. Atualmente, esse número chegou a 288 ovos per capita, conforme dados da Associação Brasileira de Proteína Animal”, afirma.
O crescimento da demanda fortalece a importância estratégica da avicultura de postura para o abastecimento interno e para a segurança alimentar, especialmente em um cenário de maior procura por proteínas nutritivas e de menor custo em comparação com outras fontes animais.
De acordo com Veras, o setor vem respondendo ao aumento do consumo com investimentos em tecnologia, manejo, biosseguridade e eficiência produtiva. Além disso, entidades ligadas à cadeia trabalham para ampliar a conscientização sobre os benefícios nutricionais do ovo.
“A produção nacional acompanha essa demanda de forma responsável, enquanto o Instituto Ovos Brasil atua para mostrar ao consumidor os benefícios do consumo de ovos. Trata-se de um alimento completo e fundamental para a saúde”, destaca.
A programação completa do simpósio e as inscrições estão disponíveis no site oficial da FACTA. https://eventos.facta.org.br/2026-simposio-poedeiras/
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
Café brasileiro terá que comprovar origem e rastreabilidade para manter espaço no mercado europeu
O avanço do acordo entre Mercosul e União Europeia pode ampliar oportunidades comerciais para o café brasileiro, mas também inaugura uma nova etapa de exigências para exportadores e produtores nacionais.
Mais do que qualidade, produtividade e competitividade, o mercado europeu deve passar a exigir comprovação detalhada da origem do café, rastreabilidade completa da cadeia produtiva e evidências concretas de conformidade socioambiental.
O alerta é da especialista em ESG e vice-presidente da Sustentalli, Eliana Camejo, que aponta uma mudança estrutural na forma como compradores europeus irão avaliar fornecedores brasileiros.
ESG deixa de ser diferencial e passa a ser requisito comercial
Segundo Eliana Camejo, parte da cadeia cafeeira ainda pode estar subestimando o impacto das novas regras europeias sobre exportações agrícolas.
Na avaliação da especialista, ESG não deve mais ser tratado apenas como pauta reputacional ou ferramenta institucional. Para o setor cafeeiro, a agenda passa a representar condição estratégica para manutenção de mercados, mitigação de riscos comerciais e agregação de valor ao produto.
A tendência é que compradores europeus exijam informações cada vez mais detalhadas sobre a produção, incluindo localização da área produtiva, regularidade ambiental, histórico de desmatamento, segregação de lotes, documentação comprobatória e governança dos dados.
Mesmo empresas já consolidadas no comércio internacional podem precisar ampliar seus sistemas de controle e monitoramento para atender ao novo padrão regulatório europeu.
EUDR aumenta exigências para café exportado à Europa
A pressão sobre a cadeia produtiva tem como base o Comissão Europeia Regulamento Europeu Antidesmatamento, conhecido como EUDR.
A legislação inclui o café entre os produtos sujeitos às novas exigências de rastreabilidade e comprovação de que não possuem relação com áreas desmatadas após o marco regulatório estabelecido pela União Europeia.
Pelas regras divulgadas pela Comissão Europeia, a aplicação ocorrerá em duas etapas:
- 30 de dezembro de 2026 para grandes e médios operadores;
- 30 de junho de 2027 para micro e pequenos operadores.
Na prática, importadores europeus passarão a responder legalmente pela chamada diligência devida, exigindo de fornecedores brasileiros informações robustas sobre toda a cadeia produtiva.
Isso deve impactar diretamente produtores rurais, cooperativas, armazéns, exportadores, transportadoras, beneficiadores e indústrias ligadas ao café.
Cadeia cafeeira precisará investir em governança e rastreabilidade
De acordo com Eliana Camejo, o diferencial competitivo do café brasileiro tende a migrar da qualidade isolada do produto para a capacidade de comprovação das práticas adotadas ao longo da cadeia.
Segundo ela, empresas que conseguirem demonstrar origem, rastreabilidade, regularidade ambiental e governança terão vantagem na manutenção de contratos e no fortalecimento da confiança junto ao mercado europeu.
Por outro lado, agentes que mantiverem estruturas frágeis de controle documental e gestão socioambiental podem enfrentar perda de valor comercial justamente em um momento de maior abertura internacional.
O cenário reforça a necessidade de modernização da cadeia cafeeira brasileira, especialmente em sistemas de monitoramento, integração de dados, compliance ambiental e transparência das operações voltadas à exportação.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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