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Tecnoshow COMIGO 2026: maior feira de tecnologia rural do Centro-Oeste será realizada em abril

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A Tecnoshow COMIGO, uma das principais feiras de tecnologia rural do Brasil, chega à 23ª edição em 2026, consolidando-se como plataforma estratégica para negócios, inovação e atualização profissional no agronegócio. O evento será realizado de 6 a 10 de abril, no Centro Tecnológico COMIGO (CTC), em Rio Verde (GO), reunindo produtores rurais, empresas, pesquisadores e especialistas de todo o país.

700 expositores e novidades em tecnologia agro

Com cerca de 700 expositores confirmados, a feira apresentará equipamentos, insumos, soluções digitais e serviços voltados à produção agropecuária. Entre as novidades de 2026, destaca-se a criação de um pavilhão dedicado à tecnologia, com empresas e startups oferecendo ferramentas para gestão, produtividade e tomada de decisão no campo, reforçando o avanço da digitalização no agronegócio.

Conexão entre produtor, tecnologia e mercado

Reconhecida pelo forte viés técnico e comercial, a Tecnoshow COMIGO atua como um ambiente de atualização profissional e tomada de decisão estratégica. Para Claudio Teoro, diretor de insumos da COMIGO e coordenador geral da feira, o objetivo é aproximar o produtor das soluções mais recentes do mercado:

“Mais do que uma feira de exposição, a Tecnoshow COMIGO conecta tecnologia, conhecimento e mercado, permitindo que o produtor acesse o que há de mais moderno para melhorar eficiência, produtividade e gestão.”

Programação técnica e tendências do agronegócio

A programação da edição 2026 contará com palestras e debates com especialistas nacionais abordando mercado agrícola, economia, inovação tecnológica, manejo de culturas, nutrição animal, gestão rural e sustentabilidade.

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Entre os convidados estão:

  • Mansueto Almeida, economista-chefe do BTG Pactual e ex-secretário do Tesouro Nacional;
  • Ricardo Arantes, especialista em gestão no agronegócio;
  • Samanta Pineda, advogada referência em direito ambiental aplicado ao agronegócio.

Teoro destaca que os temas e convidados visam preparar o produtor para um agronegócio cada vez mais tecnológico e conectado:

“O setor passa por transformação com digitalização, novas exigências ambientais e mudanças no mercado global. Por isso, buscamos especialistas que ampliem a visão estratégica do produtor.”

Demonstrações de campo e experiência prática

A feira mantém sua tradição em demonstrações práticas de tecnologias:

  • mais de 30 plots agrícolas demonstrativos;
  • áreas dedicadas à pesquisa e difusão de tecnologias para agricultura e pecuária;
  • exposição de mais de 500 animais, incluindo bovinos, equinos, ovinos e pôneis;
  • palestras técnicas sobre manejo, nutrição e saúde animal;
  • demonstrações de tecnologias aplicadas à pecuária.
Sustentabilidade como prioridade

A edição de 2026 reforça o compromisso com a sustentabilidade, buscando realizar um Evento Carbono Zero, com compensação das emissões geradas e ações ambientais, como:

  • totens interativos e QR Codes para cálculo da pegada de carbono;
  • distribuição de mudas de árvores nativas.
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Infraestrutura ampliada e segurança para visitantes

O Centro Tecnológico COMIGO passou por melhorias estruturais e de conectividade, garantindo eficiência operacional e melhor experiência para visitantes e expositores. A estrutura contará com:

  • ambulatório médico, ambulâncias e pontos de aferição de pressão e glicemia;
  • estacionamento para mais de 21 mil veículos;
  • duplicação da via de acesso ao parque da feira.
Embaixadores da edição 2026

Os influenciadores João Castro e Eduardo Palhares (Primos Agro) serão embaixadores oficiais do evento, trazendo conteúdo de gestão, produtividade e rotina do agro para redes sociais, conectando conhecimento técnico à prática do campo.

Tecnoshow COMIGO 2026: O Agro Conecta

Combinando tecnologia, inovação, conteúdo técnico e comunicação digital, a edição 2026 reforça o tema “O Agro Conecta”, mostrando como o agronegócio impacta diferentes áreas da economia e conecta pessoas, oportunidades e soluções em um setor dinâmico e em constante evolução.

Criada em 2002 pela COMIGO, a Tecnoshow consolidou-se como uma das principais plataformas de difusão de tecnologia agropecuária do país, reunindo produtores, empresas, instituições de pesquisa e especialistas em uma ampla vitrine de soluções para o desenvolvimento do agronegócio brasileiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Crédito privado cresce e amortece recuo do Plano Safra

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O avanço dos instrumentos privados de financiamento está ajudando o agronegócio a cobrir parte do espaço deixado pela retração das linhas tradicionais de crédito rural. O estoque de Cédulas de Produto Rural (CPRs) chegou a R$ 576,4 bilhões em junho, crescimento de 12% em 12 meses, enquanto fundos e títulos ligados ao setor também ganharam participação.

Os saldos dos Fundos de Investimento nas Cadeias Produtivas Agroindustriais (Fiagros) cresceram 81% em dois anos. No mesmo período, os Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRAs) avançaram 9%. A expansão mostra que o financiamento da produção está se tornando mais diversificado e menos concentrado nos bancos.

Essa alternativa ganhou importância porque a área financiada pelas linhas de custeio do Plano Safra diminuiu 25,8% em 12 meses. O total passou de 34,2 milhões de hectares em julho de 2025 para 25,4 milhões no mesmo mês deste ano, segundo dados do Banco Central compilados pela Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul).

O valor liberado caiu em proporção menor, de R$ 205,8 bilhões para R$ 181,1 bilhões, retração de 12%. O número de contratos recuou 10,3%, de 867 mil para 777,8 mil.

Na prática, o financiamento médio aumentou de aproximadamente R$ 6 mil para R$ 7,1 mil por hectare. Isso mostra que o crédito disponível está cobrindo uma área menor e acompanhando, ao menos parcialmente, o aumento dos custos de produção.

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As CPRs permitem ao produtor levantar recursos tendo como referência a produção rural, com pagamento em produto ou dinheiro. O instrumento pode ser negociado com bancos, cooperativas, tradings, fornecedores e investidores, ampliando as possibilidades além das linhas oficiais.

As emissões de CPRs somaram R$ 377,8 bilhões durante a safra 2025/26. Embora o estoque continue crescendo, o ritmo das novas operações perdeu força, sinal de que o crédito privado também sente os efeitos dos juros elevados e da maior cautela dos financiadores.

O acesso a essas alternativas ainda é desigual. Grandes produtores, cooperativas e empresas com maior capacidade de oferecer garantias conseguem chegar com mais facilidade ao mercado privado. Pequenos e médios agricultores continuam mais dependentes dos bancos, das cooperativas de crédito e das linhas subsidiadas do Plano Safra.

A maior seletividade está relacionada ao crescimento das operações rurais com algum grau de dificuldade. Em julho, 23,5% da carteira ativa estava classificada como problemática, somando R$ 207,5 bilhões. Esse valor não representa apenas inadimplência: inclui contratos em atraso, renegociados ou prorrogados.

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As instituições financeiras também passaram a reconhecer antecipadamente possíveis perdas, conforme as regras da Resolução 4.966, aprovada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Em vigor desde janeiro de 2025, a norma leva os bancos a aumentar as reservas quando identificam deterioração na capacidade de pagamento, o que reforça a cautela nas novas concessões.

No Rio Grande do Sul, onde sucessivas perdas climáticas elevaram o endividamento, a área financiada caiu 29,3%. O valor contratado recuou 18,3%, para R$ 23,1 bilhões, e o número de operações diminuiu 16,4%, para 189,6 mil.

Apesar da retração, os resultados atuais da produção, das exportações e dos preços dos alimentos permanecem sustentados por lavouras implantadas com recursos contratados anteriormente. O efeito da redução mais recente do crédito será conhecido com maior clareza durante a safra 2026/27.

O crescimento das CPRs, dos CRAs e dos Fiagros mostra que o setor encontrou novos caminhos para financiar a produção. Esses instrumentos ainda não substituem o crédito bancário, principalmente para pequenos e médios produtores, mas ampliam as fontes de recursos e reduzem parte da dependência do Plano Safra.

Fonte: Pensar Agro

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