Paraná
Ministério Público do Paraná ajuíza cumprimento de sentença para obrigar o Município de Ibaiti a implantar Centro de Atenção Psicossocial (Caps I)
O Ministério Público do Paraná, por meio da 1ª Promotoria de Justiça de Ibaiti, no Norte Pioneiro do estado, protocolou nesta sexta-feira, 4 de setembro, um pedido de cumprimento de sentença contra o Município. A medida judicial busca garantir a implantação e o pleno funcionamento de um Centro de Atenção Psicossocial I (Caps I) na cidade. A obrigação do ente público foi determinada pelo Judiciário após o ajuizamento de ação civil pública pelo MPPR e tornou-se inquestionável com o trânsito em julgado da decisão, ocorrido em 25 de junho de 2026.
Áudio da Promotora de Justiça Kamila Cristine Vanelli
No requerimento, o MPPR pede que o prefeito e a Procuradoria-Geral do Município sejam intimados a comprovar em 30 dias a elaboração de um cronograma de execução física e orçamentária. A prefeitura também deverá apresentar os atos administrativos já adotados para a efetiva instalação do equipamento de saúde, respeitando o limite máximo de dois anos fixado na sentença para a conclusão dos trabalhos. Além disso, a Promotoria de Justiça demanda a apresentação de relatórios periódicos a cada 90 dias, demonstrando o andamento das etapas de implantação do Centro. Em caso de descumprimento das medidas, o documento adverte para a incidência da multa diária de R$ 1.000,00 já imposta pelo Judiciário.
Falta de atendimento – A ação civil pública que originou a sentença foi proposta pelo MPPR após a constatação de déficit na rede extra-hospitalar voltada à saúde mental na região. Conforme apurado, Ibaiti tem quase 29 mil habitantes, critério populacional que legitima e obriga a instalação de um centro na modalidade Caps I. Na ausência da unidade local, os pacientes considerados de médio e alto risco precisavam se deslocar por cerca de 90 quilômetros para receber atendimento na sede da Regional de Saúde em Jacarezinho, o que configurava uma grave barreira ao acesso adequado aos tratamentos contínuos.
Ao longo do processo judicial, o Juízo da Vara da Fazenda Pública de Ibaiti julgou o pedido procedente, condenando o Município sob o entendimento de que a falta da estrutura própria prejudicava a coletividade e feria o direito fundamental à saúde. A prefeitura chegou a recorrer, argumentando a suficiência do atendimento consorciado e justificando limitações financeiras, mas a 4ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Paraná negou provimento ao recurso de apelação por unanimidade de votos. O Tribunal reconheceu a omissão administrativa do Executivo municipal e validou a intervenção jurisdicional para a concretização de políticas públicas essenciais de amparo à população.
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(41) 3250-4249
Fonte: Ministério Público PR
Paraná
Pesquisa de diversidade com participação da Portos do Paraná conquista prêmio
O Censo de Diversidade nas Autoridades Portuárias Brasileiras 2025, do qual a Portos do Paraná foi parceira, venceu o Prêmio Diversidade em Prática 2026, organizado pela startup brasileira Blend Edu, que auxilia empresas a promover a inclusão no ambiente de trabalho.
O levantamento reuniu dados de 1.185 colaboradores de seis instituições participantes. A organização ficou a cargo do Porto de Santos, com a participação da Portos do Paraná, dos portos de Itaqui e do Rio de Janeiro e das Companhias Docas do Ceará e do Rio Grande do Norte.
“Ter contribuído para essa conquista mostra o quanto a Portos do Paraná vem avançando no fortalecimento de sua governança corporativa, de sua cultura ética e da integridade organizacional. A diversidade ocupa um espaço cada vez mais relevante no âmbito institucional”, disse Bruna Nicolau, superintendente de Governança.
Segundo Bruna, participar do censo foi importante pelo pioneirismo da iniciativa, que possibilitou conhecer melhor a realidade das estruturas portuárias brasileiras. “Os resultados são importantes para buscarmos o aprimoramento e criarmos ações voltadas à diversidade. Por isso, agradecemos o convite do Porto de Santos para estarmos juntos nessa pesquisa”, afirmou.
O Comitê de Ética e Integridade da Portos do Paraná também participou da iniciativa, colaborando com a divulgação e apoiando a aplicação do levantamento junto ao público interno. “O censo e o diagnóstico entregues permitem avançarmos na promoção de um ambiente diverso e sem discriminação, alinhado ao Código de Ética e de Conduta da Autoridade Portuária”, acrescentou Fabricio Monfort, coordenador do Comitê de Ética e Integridade.
“O censo contribui para transformar dados em decisões, orientar iniciativas de inclusão, o desenvolvimento de pessoas e o estabelecimento de metas de representatividade na liderança”, explicou Alexandre Fávaro Sanches, membro do Comitê de Diversidade do Porto de Santos. O Prêmio Diversidade em Prática reconhece projetos voltados à promoção da diversidade e da inclusão.
Fonte: Governo PR
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