Paraná
Ministério Público do Paraná denuncia por corrupção e posse ilegal de armas em delegacia de Bandeirantes três pessoas investigadas na Operação Fim da Trilha
O Núcleo de Londrina do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público do Paraná ofereceu nesta quarta-feira, 9 de setembro, duas denúncias criminais contra três pessoas investigadas no âmbito da Operação Fim da Trilha. A ação apura o recebimento de vantagens indevidas e outros ilícitos envolvendo servidor lotado na 39ª Delegacia Regional de Polícia Civil, localizada em Bandeirantes, no Norte Pioneiro do estado.
Áudio do Promotor de Justiça Leandro Antunes Meirelles Machado
As apurações que culminaram no oferecimento das denúncias tiveram origem a partir de um relatório encaminhado pelo 18º Batalhão de Polícia Militar. Ao longo das investigações, o Gaeco constatou que um investigador de polícia se valia da atuação de advogados para intermediar o recebimento de propina. Em um dos episódios detalhados pelo MPPR, o servidor teria cobrado e efetivamente recebido R$ 10 mil para franquear o acesso de um advogado a um aparelho celular que havia sido apreendido e estava sob custódia da unidade policial. A manobra ilícita tinha como objetivo permitir a exclusão dos dados probatórios armazenados no dispositivo.
Outros crimes – Além dos crimes contra a administração pública, os fatos denunciados englobam delitos previstos no Estatuto do Desarmamento. No dia 23 de abril deste ano, durante o cumprimento dos mandados de busca e apreensão expedidos no contexto da mesma operação nas cidades de Bandeirantes e Cambará, o investigador foi flagrado mantendo sob sua guarda no interior da delegacia, de forma irregular, um revólver e dezenas de munições de calibres variados, contemplando armamento de uso permitido e de uso restrito.
Os três investigados foram denunciados pela prática dos crimes de corrupção passiva, corrupção ativa, posse irregular de arma de fogo de uso permitido e posse ou porte ilegal de arma de fogo de uso restrito. Junto aos pedidos de condenação criminal, o Ministério Público solicitou à Justiça a decretação da perda do cargo público do policial civil. O MPPR requereu ainda o perdimento dos valores ilicitamente auferidos com o esquema criminoso e o arbitramento cumulativo de dano moral coletivo no valor de R$ 100 mil, montante que deverá ser revertido aos cofres do Estado do Paraná.
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Fonte: Ministério Público PR
Paraná
MPPR presta homenagem ao Promotor de Justiça Rogério Rudiniki Neto
O Ministério Público do Paraná presta homenagem ao Promotor de Justiça Rogério Rudiniki Neto, que atuava na 1ª Promotoria de Justiça de Paranaguá. Sua partida, ocorrida nesta quarta-feira, 9 de setembro, deixa consternados familiares, amigos e colegas de instituição, que neste momento se unem em torno da lembrança de sua trajetória e da convivência compartilhada ao longo dos anos.
Rogério tomou posse no Ministério Público do Paraná em 2 de junho de 2017, após aprovação no concurso público realizado em 2016, para o qual se inscreveram mais de seis mil candidatos. Construiu sua trajetória profissional em diferentes comarcas do estado, como Lapa, Antonina, Realeza, Imbituva e Goioerê, onde permaneceu por mais de três anos antes de assumir a Promotoria de Justiça de Paranaguá, em outubro de 2025.
Em sua atuação, Rogério manteve proximidade com a comunidade, especialmente com estudantes e instituições de ensino. Em Goioerê, participou de ações de prevenção ao bullying e de iniciativas de aproximação dos estudantes com o Ministério Público e o sistema de Justiça. Também atuou na defesa do direito à educação, em ações que contribuíram para a continuidade de instituições de ensino e para a retomada da oferta de ensino médio no período noturno, atendendo à demanda de estudantes que trabalham ou precisam trabalhar durante o dia.
Em julho de 2025, foi homenageado como patrono de turmas de formandos do Centro Estadual de Educação Básica para Jovens e Adultos (CEEBJA) Maria Antonieta Scarpari, de Goioerê, em reconhecimento à sua atuação em defesa da escola e do direito à educação.
Além da atuação profissional, Rogério tinha destacada trajetória acadêmica. Graduado e mestre em Direito pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), foi autor de trabalhos jurídicos e do livro “Processo Coletivo Passivo – Uma Proposta de Sistematização e Operacionalização”. Também era aluno do doutorado do Programa de Pós-Graduação da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP).
A trajetória de Rogério também foi lembrada por instituições com as quais manteve vínculos profissionais e acadêmicos. A Associação Paranaense do Ministério Público (APMP), a Associação Nacional dos Membros do Ministério Público (Conamp), a Ordem dos Advogados do Brasil – Subseção de Paranaguá, a Faculdade de Direito da USP e o Núcleo de Direito Processual Civil Comparado da UFPR, do qual participou, prestaram homenagens ao Promotor.
A Procuradoria-Geral de Justiça manifesta solidariedade aos familiares, amigos e colegas de Rogério e a todos que tiveram a oportunidade de conviver com ele, neste momento de profunda tristeza para o Ministério Público do Paraná.
Fonte: Ministério Público PR
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