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Cesta básica recua em outubro na maioria das capitais e indica trégua após pressões inflacionárias de setembro

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Após um mês de forte alta em setembro, o custo da cesta básica voltou a cair em outubro na maioria das capitais brasileiras analisadas pela Neogrid & FGV IBRE. O levantamento, que considera 18 itens essenciais, mostrou redução nos preços em cinco das oito cidades pesquisadas, sinalizando acomodação temporária nos alimentos após semanas de pressão inflacionária.

Os recuos mais expressivos foram observados em Curitiba, Belo Horizonte e Rio de Janeiro. Mesmo com a redução, a capital fluminense ainda mantém a cesta mais cara do país, enquanto São Paulo apresentou estabilidade após meses de oscilação.

Curitiba lidera queda e Rio registra leve alívio no custo da cesta

Em Curitiba, o custo médio da cesta caiu de R$ 802,07 em setembro para R$ 788,22 em outubro, uma queda de 1,73%, revertendo parte das altas recentes. No acumulado de seis meses, a cidade registra retração de 0,80%.

Belo Horizonte também apresentou recuo relevante de 1,12%, com o preço passando de R$ 705,02 para R$ 697,15 — o menor nível desde junho. No acumulado semestral, a queda é de 1,33%.

No Rio de Janeiro, o custo da cesta caiu 1,14%, passando de R$ 993,64 para R$ 982,27. Apesar de permanecer como a capital com o preço mais elevado, o resultado indica alívio após o avanço de setembro e uma queda acumulada de 0,45% em seis meses.

Salvador também apresentou redução de 0,92%, com o valor recuando para R$ 828,33, acumulando retração de 3,70% no semestre. Em Brasília, a queda foi mais discreta, de 0,57%, mas suficiente para manter a tendência de estabilidade — a capital acumula baixa de 4,42% desde maio.

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Manaus mantém pressão de alta e São Paulo segue estável

Na contramão das demais capitais, Manaus foi a única a registrar alta significativa, de 0,30% entre setembro e outubro, mantendo a tendência de aumento acumulado de 12,20% em seis meses — o maior avanço entre as cidades monitoradas.

Em Fortaleza, os preços ficaram praticamente estáveis (+0,11%), enquanto São Paulo registrou neutralidade, com a cesta custando R$ 940,67. No semestre, a capital paulista segue com a maior queda acumulada (-5,17%), reflexo das reduções observadas em meses anteriores.

Processados e derivados de grãos seguem entre os itens que mais pressionam

Entre os 18 produtos que compõem a cesta básica, margarina, óleo de soja e café continuam entre os principais responsáveis pelas altas acumuladas no semestre. O aumento de custos com energia, embalagens e insumos agrícolas segue influenciando os preços desses itens.

Destaques por capital:

  • Belo Horizonte: fubá (+17,79%), margarina (+14,43%) e óleo de soja (+14,05%)
  • Brasília: pão (+12,11%), carne bovina (+7,98%) e café (+4,83%)
  • Curitiba: óleo de soja (+12,87%), margarina (+9,43%) e carne bovina (+7,32%)
  • Fortaleza: margarina (+11,43%), café (+7,54%) e óleo de soja (+7,42%)
  • Manaus: café (+17,77%), margarina (+16,53%) e óleo de soja (+10,49%)
  • Rio de Janeiro: margarina (+18,83%), óleo (+14,46%) e carne bovina (+9,66%)
  • Salvador: café (+12,52%), margarina (+8,41%) e manteiga (+4,58%)
  • São Paulo: carne bovina (+12,55%), óleo de soja (+6,80%) e margarina (+5,14%)
Clima e câmbio continuam influenciando preços dos alimentos

Segundo a pesquisa, eventos climáticos e a valorização do dólar seguem como fatores determinantes para os preços dos alimentos. As chuvas irregulares e períodos de seca afetaram o rendimento das safras de grãos, o que impacta diretamente o custo de produtos processados, como margarina, óleo, fubá e pão.

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Arroz, ovos e leite ajudam a conter a inflação da cesta

Itens essenciais, como arroz, ovos e leite, registraram quedas em diversas capitais e ajudaram a amenizar o impacto da inflação dos processados.

Maiores reduções nos últimos seis meses:

  • Arroz: São Paulo (-17,38%), Brasília (-14,94%), Salvador (-9,48%)
  • Feijão: Rio de Janeiro (-11,82%), Curitiba (-4,69%), Salvador (-2,59%)
  • Ovos de galinha: São Paulo (-10,77%), Belo Horizonte (-10,72%), Brasília (-8,74%)
  • Azeite de oliva: São Paulo (-9,51%), Salvador (-7,21%), Brasília (-6,02%)
Cesta ampliada mostra leve recuperação em algumas capitais

A cesta ampliada, que inclui os 18 itens da cesta básica mais 15 produtos de higiene e limpeza, apresentou comportamento misto em outubro.

As maiores quedas ocorreram em Curitiba (-1,60%), Salvador (-0,99%) e Rio de Janeiro (-0,30%), enquanto Belo Horizonte (+0,49%) e Manaus (+0,15%) tiveram altas discretas.

No acumulado semestral, a cesta ampliada mostra alta na maioria das capitais, com destaque para Manaus (+17,17%), Curitiba (+6,08%) e Belo Horizonte (+3,59%). Apenas São Paulo (-2,04%) e Salvador (-0,74%) registraram quedas.

Os produtos que mais pressionaram foram alimentos processados e itens de higiene pessoal, embora parte dos produtos tenha mostrado estabilidade ou leve redução, o que ajudou a conter o impacto sobre o orçamento das famílias.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Rural Show projeta novo salto em negócios e reforça avanço do agro

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A cidade de  Ji-Paraná (373 km da capital, Porto Velho), se prepara para a 13ª edição da Rondônia Rural Show Internacional, que será realizada entre 25 e 30 de maio. A expectativa é de ampliar novamente o volume de negócios e consolidar a feira como uma das principais vitrines do agronegócio na região Norte. Na edição de 2025, o evento movimentou cerca de R$ 3,5 bilhões em negócios, com mais de 270 mil visitantes e cerca de 650 expositores, segundo o governo estadual. Para 2026, a projeção do setor é de crescimento, puxado pela maior demanda por tecnologia, crédito e soluções produtivas no campo.

Realizada em um momento de expansão da fronteira agrícola no Norte, a feira tem ganhado peso não apenas regional, mas também nacional, ao reunir produtores, empresas, instituições financeiras e centros de pesquisa em um ambiente voltado à geração de negócios. A expectativa é de que a edição deste ano mantenha o ritmo de crescimento, impulsionada principalmente por investimentos em mecanização, irrigação e genética animal.

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O avanço da Rondônia Rural Show acompanha a própria evolução do agronegócio no Estado. Rondônia vem ampliando sua participação na produção nacional, com destaque para a pecuária de corte e leite, além do crescimento da soja e do milho. Esse movimento tem elevado a demanda por tecnologia e assistência técnica, abrindo espaço para eventos que conectam oferta e demanda dentro do setor.

A feira também se consolida como plataforma de acesso a crédito. Instituições financeiras costumam concentrar no evento o lançamento de linhas de financiamento e condições especiais para aquisição de máquinas, equipamentos e insumos. Em um cenário de maior seletividade no crédito rural, esse tipo de ambiente ganha relevância para o produtor que busca viabilizar investimentos.

Outro eixo do evento é a difusão tecnológica. Empresas e instituições apresentam soluções voltadas ao aumento de produtividade e à redução de custos, com foco em sistemas mais eficientes e adaptados às condições da região Norte. A presença de startups e empresas de inovação tem crescido, refletindo a digitalização do campo.

Além da agricultura e da pecuária, a feira abre espaço para cadeias emergentes e produtos de valor agregado, ampliando as oportunidades para pequenos e médios produtores. A diversidade de expositores e a programação técnica reforçam o caráter de capacitação e atualização profissional do evento.

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Serviço
Evento: 13ª Rondônia Rural Show Internacional
Data: 25 a 30 de maio de 2026
Local: Rodovia BR-364, km 333 (11 km de Ji-Paraná, sentido Presidente Médici)
Cidade: Ji-Paraná (RO)

Fonte: Pensar Agro

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