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Teatro Guaíra recebe “Mulher em Fuga”, peça inspirada na obra de Édouard Louis

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Recém-saída do remake da novela “Vale Tudo” – em que interpretou a endinheirada Celina, irmã da vilã Odete Roitman –, Malu Galli entra de cara na classe trabalhadora francesa. Ela é a protagonista, ao lado de Tiago Martelli, do espetáculo “Mulher em Fuga”, em cartaz na Mostra Lucia Camargo da 34ª edição do Festival de Curitiba. As sessões acontecem nos dias 11 e 12 de abril, às 20h30 e às 19 horas, respectivamente, no Guairinha.

Na peça, Malu interpreta Monique, uma mulher de 55 anos que tenta se reaproximar do filho e escapar de um ciclo de relacionamentos abusivos e violentos. A montagem é uma adaptação dos livros “Lutas e Metamorfoses de uma Mulher” e “Monique se Liberta”, do escritor Édouard Louis, uma das sensações da autoficção contemporânea, e que tem como tema principal a dureza da vida dos pobres na França. A dramaturgia é de Pedro Kosovski e a direção artística de Inez Viana.

“É uma peça que tem se tornado cada vez mais necessária, diante do que a gente vê acontecendo no Brasil. É muito oportuno que a gente esteja fazendo essa reflexão nesse momento”, diz Malu. “É muito reconfortante a sensação de subir no palco e saber que você está fazendo o seu papel como artista”.

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“O Brasil é um País que mata suas mulheres, e isso é uma resposta da masculinidade que não consegue mais se enxergar num lugar de poder e dominação”, conclui. “A Monique é uma mulher escravizada dentro da própria casa, uma prisioneira do lar, que trabalha de sol a sol, sem remuneração e possibilidade de liberdade”.

A Mostra Lucia Camargo no Festival de Curitiba é apresentada por Petrobras, Sanepar e Governo do Estado do Paraná, Prefeitura de Curitiba e Fundação Cultural de Curitiba, com patrocínio de EBANX, Viaje Paraná e Copel, com realização do Ministério da Cultura e Governo Federal – Do lado do povo brasileiro.

Serviço:

“Mulher em Fuga”

Apresentações: 11 e 12 de abril (sábado e domingo) de 2026, às 20h30

Sábado(11), às 20h30

Domingo (12), às 19h

Local: Auditório Salvador de Ferrante (Guairinha) | Rua XV de Novembro, 971 – Centro, Curitiba/PR

Classificação: 16 anos

Especificações do espetáculo: Teatro | Gênero: Drama

Duração: 70 minutos

Ingressos Esgotados

Fonte: Governo PR

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Estudantes de colégio de Campo Largo desenvolvem projetos sustentáveis

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Em diferentes regiões do Paraná, estudantes da rede estadual têm se destacado pelo desenvolvimento de iniciativas voltadas à sustentabilidade, à pesquisa científica e à conscientização ambiental.

Por meio dos Clubes de Ciências do NAPI Paraná Faz Ciência, iniciativa que reúne a Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Paraná (Seti), a Fundação Araucária, a Secretaria de Estado da Educação do Paraná (Seed-PR) e universidades estaduais, espaços de pesquisa, inovação e aprendizagem estão mais consolidados. Neles, estudantes transformam conhecimento científico em ações com impacto social e ambiental dentro e fora das escolas.

No Colégio Estadual Casemiro Karman, em Campo Largo, na Região Metropolitana da Curitiba (RMC), 40 estudantes de duas turmas da eletiva do Paraná Integral do Ensino Fundamental II participam do Clube de Ciências Plantando Ideias para um Futuro Sustentável. Eles desenvolveram projetos que unem educação científica, sustentabilidade e impacto social, com destaque para a reciclagem de óleo de cozinha usado. Nem todos os estudantes participam diretamente dos mesmos projetos, pois eles se organizam em grupos de interesse.

Uma das ideias consiste no desenvolvimento de uma linha de produção de sabão sólido e líquido a partir do óleo de cozinha recolhido pela própria comunidade escolar. Ela surgiu a partir de conversas sobre os impactos do descarte incorreto no meio ambiente, especialmente na contaminação da água e do solo.

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A estudante do Clube de Ciências, Erica Veiga, destaca que a participação no projeto mudou hábitos dentro da própria casa e ampliou sua consciência ambiental. Ela também está envolvida na mobilização da comunidade escolar para arrecadação de óleo de cozinha usado, produzindo materiais de conscientização para incentivar as doações.

“Depois que eu entrei no Clube de Ciências e comecei a ter mais contato com o projeto do óleo, eu percebi o quanto o descarte inadequado prejudica o meio ambiente. Antes, a gente descartava no ralo porque não tinha muito conhecimento sobre isso. Depois que me conscientizei, comecei a conscientizar a minha família também, e hoje armazenamos o óleo em garrafas para doar para a escola”, contou.

O material que não é utilizado nas produções dos estudantes é destinado a uma empresa parceira, responsável pelo reaproveitamento na fabricação de glicerina.

Outra iniciativa de impacto é o projeto de vermicompostagem, que utiliza resíduos orgânicos para produção de adubo natural destinado à horta agroecológica da escola. A ideia surgiu do interesse em reduzir resíduos orgânicos e transformar restos de alimentos em adubo natural por meio da ação das minhocas, transformando restos de alimentos em um adubo de alta qualidade para o solo, pois o húmus age muito mais rápido.

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A estudante também participa das atividades relacionadas à vermicompostagem e ressalta o aprendizado adquirido nas ações desenvolvidas pelo grupo. Segundo Érica, uma das experiências mais marcantes foi a elaboração do artigo científico sobre a transformação do óleo em sabão. “Eu me surpreendi com a nossa capacidade de fazer praticamente tudo em equipe”, afirmou. Ela ainda destaca que o clube permitiu compreender, na prática, a importância das minhocas na produção de húmus e no reaproveitamento de resíduos orgânicos para a horta da escola.

As iniciativas ainda estão em fase de desenvolvimento, mas os estudantes já realizaram protótipos das ações desde o ano passado.

Segundo a professora responsável pelo clube, Vanda Gusmão, os projetos surgiram a partir de debates realizados com os estudantes sobre problemas ambientais identificados no cotidiano da comunidade escolar. “Foi um processo colaborativo. Os estudantes pesquisaram temas ligados à sustentabilidade, levantaram problemas ambientais e começaram a discutir possíveis soluções. A partir disso, criamos hipóteses, realizamos testes práticos e planejamos as ações do grupo”, explicou.

Fonte: Governo PR

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