Brasil
Sul: recorde de leilões e foco na mobilidade urbana marcaram o papel do Ministério dos transportes na região em 2025
Com uma economia sustentada pela agroindústria, pela indústria da transformação e pelas exportações, o Sul do Brasil é responsável por parte expressiva da produção que chega aos mercados nacional e internacional. E em 2025 o Ministério dos Transportes conduziu um planejamento que impulsionou ainda mais a logística e a economia do Paraná, de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul. O foco esteve na modernização das rodovias e na retomada do modal ferroviário, essenciais para o escoamento da produção, para a competitividade regional e para a integração com o Mercosul.
Paraná: 2025 marca o papel transformador do Ministério dos Transportes para a infraestrutura rodoviária do estado. Em menos de três anos, foram leiloados 6 trechos de estradas paranaenses, com um investimento total de R$96,2 bilhões por parte da iniciativa privada, elevando o pacote paranaense ao maior da América Latina.
Somente em outubro de 2025 foram realizados dois leilões de rodovias paranaenses: o do Lote 5, com investimento de R$ 11,8 bilhões, e o do Lote 4, que receberá R$ 18,17 bilhões em melhorias nos próximos 30 anos.
Outra grande conquista foi a inauguração, em dezembro, do novo corredor logístico entre Brasil e Paraguai, a Ponte da Integração, segunda ligação rodoviária sobre o Rio Paraná, em Foz do Iguaçu (PR).
A ponte Ayrton Senna também passou por uma revitalização, trazendo maior segurança à população. A estrutura e seus acessos integram o traçado planejado do Corredor Bioceânico.
Rio Grande do Sul: Ligação estratégica entre Brasil e Argentina, unindo a cidade gaúcha de São Borja de um lado e Santo Tomé, na Argentina, do outro a Ponte Internacional São Borja – Santo Tomé, foi a leilão em 2025. A travessia possui 15,62 quilômetros e responde por 23% do comércio entre Brasil e Argentina, além de quase 40% das transações com o Chile.
Também no ano passado, foram aplicados mais de R$ 3 bilhões — seis vezes o volume de 2022 — em obras emergenciais, restauração de trechos críticos e construção de estruturas permanentes, um ano após as chuvas que afetaram 478 municípios e isolaram milhares de pessoas.
Entre as principais entregas está o Complexo Viário de Esteio, na BR-116/RS, que ampliou a fluidez na Região Metropolitana de Porto Alegre com três viadutos, duplicação da ponte sobre o Arroio Sapucaia, terceiras faixas, marginais e 13 novos acessos.
Já em Pantano Grande (RS), o Ministério dos Transportes entregou uma nova passarela para reforçar a segurança dos pedestres, localizada no km 216 da BR-290.
Santa Catarina: o principal eixo logístico catarinense, a BR-470, avançou significativamente em 2025. A duplicação da rodovia ultrapassou 80% de execução, com 62 quilômetros já entregues, totalizando R$ 1,58 bilhão em investimentos pelo Novo PAC.
Confira abaixo algumas das entregas que transformaram a mobilidade de Santa Catarina:
- Complexo Viário de Badenfurt (Blumenau), que contou com aporte de R$ 44 milhões e tem beneficiado os 30 mil motoristas que trafegam diariamente pelo local;
- novos viadutos em Blumenau e acessos que melhoram o fluxo urbano;
- obras de alteamento em Laurentino e Agronômica, no Alto Vale do Itajaí, elevando a pista em para reduzir efeitos de enchentes;
- recuperação de trechos das BRs-282, 480 e 158 que, com R$ 194 milhões em recursos, tiveram 102 quilômetros restaurados;
- revitalização de 128 quilômetros da BR-280, resultado de um investimento de R$ 275 milhões do Governo do Brasil, por meio do Novo PAC.
Assessoria Especial de Comunicação
Ministério dos Transportes
Fonte: Ministério dos Transportes
Brasil
Emprego formal alcança 57,2% dos jovens ocupados no Brasil, aponta estudo do MTE
Uma pesquisa do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) mostrou que 57,2% dos jovens entre 14 e 24 anos estão em empregos formais. O estudo anual “Os Jovens no Brasil – Permanências e necessidades de mudança” foi apresentado nesta quinta-feira (25), durante evento do Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE), em São Paulo (SP), pela subsecretária de Estatísticas e Estudos do Trabalho do MTE, Paula Montagner.
Elaborado com dados do primeiro trimestre de 2026 da PNAD Contínua (com dados ajustados), complementados por registros da RAIS e do eSocial, o diagnóstico apresenta um retrato dos 32,9 milhões de brasileiros entre 14 e 24 anos, que representam 15,4% da população do país. O número de jovens ocupados é de 13,9 milhões. “O total de jovens ocupados superou o nível pré-pandemia em 569 mil pessoas. A recuperação do emprego entre os jovens ocorreu, mas o desafio passa a ser a qualidade e a permanência nesses postos”, ponderou a subsecretária.
Segundo Paula, os dados mostram que 57,8% dos jovens ocupados estão em empregos formais. Isso corresponde a 8 milhões de jovens com carteira assinada, com base nos dados da RAIS/2025. “A formalização logo no início da trajetória profissional é fundamental, pois ajuda o jovem a compreender as regras e os benefícios do mundo do trabalho formal, além de proporcionar uma experiência prática valiosa que pode direcionar seu futuro profissional”, destacou a subsecretária.
Em comparação a períodos anteriores, a taxa de informalidade recuou nas duas faixas etárias analisadas. Caiu de 80% para 72,8% entre os jovens de 14 a 17 anos e de 44,3% para 39,4% entre os de 18 a 24 anos, no primeiro trimestre de 2026. Os números de desocupados e subocupados também recuaram e estão entre os menores patamares da série histórica iniciada em 2012. Entre os desocupados, 2,7 milhões têm entre 18 e 24 anos e 586 mil têm de 14 a 17 anos.
Os dados também mostram que a taxa de desemprego entre os jovens caiu pela metade desde o pico registrado em 2021. Na faixa dos 14 aos 17 anos, a taxa está em 25,1% e, entre os jovens de 18 a 24 anos, em 13,8%. No entanto, o índice continua mais que o dobro da média nacional, que é de 5,8%.
Onde estão os jovens
No mesmo período, observou-se que o grupo de jovens que apenas estudam (na escola ou na faculdade) é de 12,8 milhões (39%). Os que somente trabalham são 9,6 milhões (29,1%) e 4,3 milhões (13,2%) estudam e trabalham. Já os chamados “nem-nem” (que não estudam nem trabalham) somam 6,2 milhões (18,7%).
“A maioria dos jovens que integram esse grupo de “nem-nem” são meninas com filhos pequenos. É uma situação complexa porque só conseguimos alterar essa realidade fazendo com que essas jovens voltem a estudar ou a trabalhar. Para isso, precisamos que governos locais e empresas ofereçam creches em tempo integral e “cuidotecas”. Sem saber que seus filhos estão sendo cuidados, será muito difícil que essas meninas possam retornar ao mundo do trabalho”, alertou a subsecretária.
Os jovens estão mais escolarizados e têm como credencial mínima o diploma, que funciona como porta de entrada no mercado de trabalho, mas a maioria ainda está em ocupações generalistas. A pesquisa mostrou que 73% têm ao menos o ensino médio; 2,3 milhões frequentam o ensino superior e 944 mil já concluíram a graduação.
Quanto às horas trabalhadas, a média semanal geral dos ocupados está em 39,2 horas, sendo 38,6 horas para a faixa de 18 a 24 anos. Os adolescentes entre 14 e 17 anos trabalham 27,3 horas por semana, com a carga horária superando o contraturno escolar. “Há, de fato, jornadas longas. É um sinal de que, para muitos, o trabalho está disputando espaço com a escola”, alerta Paula.
Tempo de permanência no emprego
O jovem tem encontrado mais oportunidades, mas, quanto mais jovem, menor é o tempo de permanência na ocupação. Mais da metade dos adolescentes de 14 a 17 anos, ou seja, 52%, deixam o trabalho em menos de um ano, em geral porque buscam outros tipos de ocupação.
Quanto mais velho, a rotatividade cai pela metade: entre jovens de 18 a 24 anos, a taxa é de 38,2% e, entre 25 e 29 anos, de 25,3%. A baixa qualificação, os salários reduzidos e as jornadas longas explicam parte das dificuldades. Ao perceber que as empresas não investirão em seu desenvolvimento, alguns jovens buscam a demissão voluntária em busca de empregos similares que ofereçam alguma vantagem adicional.
Muitas vezes, a falta de informações claras leva esses jovens a aceitar oportunidades que nem sempre correspondem às expectativas.
Funções generalistas
A maioria dos jovens, cerca de 11,6 milhões, está em ocupações generalistas. Ou seja, 84% estão em funções de comércio e serviços que não exigem formação específica. Desse total, 7,8 milhões recebem até 1,5 salário mínimo e 2,7 milhões ganham até um salário mínimo. Apenas 2,15 milhões estão em ocupações técnicas ou de nível superior.
As principais ocupações são as de balconistas e vendedores (1,24 milhão) e escriturários gerais (1,07 milhão).
“Essas são ocupações que tendem a sofrer muitas alterações porque possuem diversas tarefas repetitivas, mais sujeitas à automação. O jovem não pode se acomodar. Ele precisa, dentro desse posto de trabalho, descobrir as melhores ferramentas, inclusive a Inteligência Artificial (IA), utilizando-as para aprender mais e se desenvolver profissionalmente”, concluiu Paula.
Estagiários e aprendizes
O Brasil tem 1,77 milhão de estagiários, sendo 86% na modalidade não obrigatória e com bolsas médias em torno de R$ 1.075, conforme dados do eSocial.
Em relação aos aprendizes, o número total de jovens era de 716.742 em abril de 2026, com média salarial de R$ 1.160,17. Esse foi o maior estoque de jovens já registrado pela Lei da Aprendizagem (Lei nº 10.097). Em comparação com abril de 2025, quando eram 644.851 jovens, o crescimento foi de 11,15%.
Eles também estão concentrados em ocupações generalistas, o que precisa ser considerado, uma vez que, idealmente, esses profissionais deveriam estar mais presentes em áreas voltadas à especialização.
Desafios
Para superar os desafios que persistem, a subsecretária avalia que é necessário elevar a escolaridade por meio de políticas como o programa Pé-de-Meia, a EJA profissionalizante e cursos on-line de combate à evasão.
Além disso, destacou a importância de conectar trabalho e formação — tendo a aprendizagem profissional e o estágio como pontes para um mercado mais qualificado — e ampliar a participação dos jovens em funções de maior densidade tecnológica.
Também é prioritário focar em quem está fora do estudo e do trabalho, com ações que permitam que políticas de cuidado apoiem famílias com crianças pequenas, para que os pais possam voltar a estudar.
Por fim, a subsecretária reiterou a necessidade de garantir que as experiências de trabalho na juventude deixem de ser apenas uma ferramenta de subsistência imediata e passem a funcionar como base para a construção de uma trajetória profissional mais sólida, com postos de trabalho decentes e salários dignos.
Confira o estudo completo aqui.
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