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Ministério da Saúde anuncia R$ 12 milhões para o enfrentamento da Doença de Chagas em municípios

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O Ministério da Saúde anunciou, nesta terça-feira (14), Dia Mundial da Doença de Chagas, o investimento de R$ 12 milhões para o fortalecimento das ações de vigilância e controle da Doença de Chagas em 17 estados do país. Com o repasse, o Governo do Brasil reforça o compromisso de manter o país avançando no controle da doença. O recurso fortalece a capacidade de atuação contínua em 155 municípios prioritários, apoiando ações essenciais como captura e monitoramento de vetores, vigilância e resposta rápida a focos.

“Não podemos esquecer que se trata de uma doença relevante, que já ultrapassou fronteiras e hoje também está presente no sul dos Estados Unidos, o que amplia a preocupação em nível global. Felizmente, o Brasil tem avançado de forma consistente no enfrentamento da doença. Houve um aumento de 130% na testagem para Chagas, fortalecendo a detecção precoce e ampliando as oportunidades de cuidado oportuno para a população”, afirmou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

Durante a 18ª edição da Expoepi, em Brasília, nesta terça (14), um dos principais eventos de vigilância em saúde do país, foram reconhecidos os municípios de Anápolis e Goiânia, em Goiás, com selo bronze de boas práticas para eliminação da transmissão vertical da doença.

A programação da mostra inclui apresentação de pesquisas, iniciativas de vigilância e experiências bem-sucedidas nos territórios. O evento também conta com uma exposição dedicada à doença de Chagas, com conteúdos educativos sobre prevenção, diagnóstico e tratamento, voltados a profissionais de saúde e à população.

“A Doença de Chagas ainda representa um desafio importante para a saúde pública, especialmente em áreas com maior vulnerabilidade social e presença de vetores. Estamos direcionando recursos com base em critérios técnicos, o que permite maior efetividade das ações e impacto direto na redução da transmissão. Nosso compromisso é ampliar o diagnóstico, garantir o tratamento oportuno e avançar de forma consistente na eliminação da doença como problema de saúde pública no Brasil”, afirmou a secretária de Vigilância em Saúde e Meio Ambiente do Ministério da Saúde, Mariângela Simão.

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Critérios de seleção dos municípios

A seleção foi baseada em critérios técnicos que consideram a interação dos insetos vetores com o ambiente e vulnerabilidade social, com prioridade para municípios classificados como de risco “muito alto” em índice composto (presença de vetores e condições socioambientais) e localidades com registro recente do vetor Triatoma infestans. Também foram considerados municípios com alta prioridade e de muito alta prioridade, para a forma crônica da Doença de Chagas, concentrados principalmente nas regiões Nordeste e Sudeste.

Investimento em pesquisas voltadas à Doença de Chagas

O Ministério da Saúde, em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), também anunciou, nesta terça-feira (14), a fase 2 do projeto “Selênio como tratamento na cardiopatia crônica da doença de Chagas (STCC-2)”, que busca avaliar a eficácia e a segurança do mineral como estratégia terapêutica complementar para pacientes com cardiopatia chagásica crônica. Ao todo, serão investidos R$ 8,6 milhões pelo Governo Federal.

A expectativa é que a pesquisa gere evidências científicas mais robustas e representativas em diferentes perfis de pacientes. Os resultados poderão subsidiar a avaliação de tecnologias à base de selênio — substância com ação antioxidante e anti-inflamatória — para proteção cardiovascular, além de apoiar sua possível incorporação ao Sistema Único de Saúde (SUS).

Para a secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde do Ministério da Saúde, Fernanda De Negri, os avanços científicos são essenciais para ampliar as opções terapêuticas e garantir o cuidado em tempo oportuno no SUS. “A doença de Chagas ainda afeta muitas famílias brasileiras, especialmente em contextos de maior vulnerabilidade. Por isso, investir em pesquisas nessa área é também um compromisso com a equidade e com a promoção de um cuidado mais digno e acessível para todos”, destacou.

Além dessa iniciativa para a inovação, a atual gestão do Ministério da Saúde apoia 25 projetos de pesquisa relacionados à doença, com investimento superior a R$ 29,3 milhões. As iniciativas abrangem desde estudos em saúde de precisão até ações voltadas ao enfrentamento da desinformação científica e às doenças socialmente determinadas, envolvendo instituições de diversas regiões do país.

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Outras ações para o enfrentamento à Doença de Chagas

O Brasil tem ampliado o enfrentamento à Doença de Chagas com mais diagnóstico, vigilância e assistência. Entre 2023 e 2025, a distribuição de testes e medicamentos cresceu mais de 130%, aumentando a detecção e o tratamento. As ações ganham ainda mais relevância, este mês, durante a mobilização pelo Dia Mundial da Doença de Chagas, com foco no cuidado integral e na prevenção, ampliando a visibilidade de uma enfermidade historicamente negligenciada.

Entre os avanços estão a retomada do benznidazol pediátrico, a ampliação de especialistas no SUS e o reforço da vigilância com recursos para municípios. O país também prepara a certificação inédita de cidades pela eliminação da transmissão vertical da doença.

Nesse contexto, o Programa Brasil Saudável busca eliminar a doença como problema de saúde pública até 2030, com foco na redução das transmissões vetorial, oral e vertical, além do diagnóstico precoce e tratamento gratuito pelo SUS. A iniciativa integra ações de 14 ministérios, prioriza populações vulneráveis e reconhece a doença como socialmente determinada, ainda presente em cerca de 1,2 milhão de brasileiros.

O cenário epidemiológico reforça a urgência das medidas: em 2024, foram registrados 3.750 óbitos, com maior concentração no Sudeste. No mesmo período, houve 520 casos agudos, principalmente no Norte, com destaque para o Pará. Em 2025, dados preliminares indicam 627 casos agudos (97% no Norte) e 8.106 casos crônicos, concentrados em Minas Gerais, Bahia e Goiás, evidenciando a persistência da doença em áreas endêmicas.

Conheça o Programa Brasil Saudável

Vicente Ramos
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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Ministro da Saúde visita hospital e carreta de saúde da mulher em Jundiaí (SP)

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O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, visitou nesta sexta-feira (14) o Hospital de Caridade São Vicente de Paulo, em Jundiaí (SP), habilitado como Unidade de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia (Unacon). A instituição filantrópica oferece assistência integral às pessoas com câncer, com oferta de cirurgia, hematologia e radioterapia. O atendimento radioterápico conta com acelerador linear, equipamento do Programa Agora Tem Especialistas utilizado no tratamento de diferentes tipos de câncer. O aparelho teve investimento de R$ 8,4 milhões.

“Os pacientes do SUS estão contando com o que há de mais moderno em radioterapia no Brasil. Esse acelerador linear permite maior precisão no tumor, reduz os danos aos tecidos saudáveis e os efeitos adversos para o paciente. Em alguns tipos de câncer, é possível reduzir o tratamento de 30 para 15 sessões. Com isso, além de oferecer mais precisão e segurança, conseguimos acelerar o atendimento e ampliar o acesso para outras pessoas”, explica o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

O hospital também atua em alta complexidade cardiovascular, realiza captação de órgãos e transplantes de tecido musculoesquelético, além de oferecer atendimento em saúde mental. Referência macrorregional, a unidade atende 762 mil pacientes do SUS e conta com 246 leitos destinados à rede pública, o que corresponde a 98% do total de leitos do hospital. Entre eles, 60 são de Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

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Carreta da saúde em Jundiaí (SP)

O ministro da Saúde também acompanhou atendimentos na unidade móvel de exames de imagem que chegou a Jundiaí (SP). A carreta do Ministério da Saúde oferece tomografia computadorizada e ultrassonografia e poderá realizar até 1,4 mil exames durante os 30 dias de permanência no município. O serviço funciona de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h, com intervalo das 12h às 13h.

As Carretas da Saúde integram o Programa Agora Tem Especialistas, instituído pela Lei nº 15.233, para reduzir o tempo de espera na rede pública. Em São Paulo, as unidades móveis de exames de imagem, saúde da mulher, oftalmologia e cirurgias de catarata já atenderam 21.646 pessoas e realizaram 46.740 procedimentos. Além de Jundiaí, a carreta de exames de imagem já passou por Mauá, São José dos Campos, Araraquara, Piracicaba, Mogi Guaçu, Atibaia, Águas de Lindoia, Embu das Artes e Paranapanema.

No cenário nacional, são 105 carretas em operação, sendo 36 voltadas a exames de imagem, 55 à saúde da mulher e 14 à oftalmologia. Esses serviços são direcionados a pontos estratégicos do país, de acordo com a demanda e a necessidade de ampliar o acesso a atendimentos especializados.

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Pesquisa e inovação em medicamentos

Durante a agenda em São Paulo, o ministro da Saúde conheceu o laboratório Daiichi Sankyo Brasil, em Barueri. A farmacêutica japonesa está presente em 32 países e exporta medicamentos para 12 deles a partir da fábrica localizada no município paulista. A unidade recebe investimento de R$ 420 milhões para a expansão da produção nacional.

O trabalho reconhecido do laboratório em cardiologia, oncologia, doenças raras e medicina de precisão se alinha aos objetivos do Ministério em inovação radical, com pesquisas pré-clínicas e clínicas no Brasil, desenvolvimento tecnológico nacional e acesso precoce de pacientes do SUS a terapias inovadoras.

Produção de materiais hospitalares

Já em Santana de Parnaíba (SP), Padilha visitou a empresa Cirúrgica Fernandes, fabricante e distribuidora de produtos médico-hospitalares com mais de 75 anos de atuação e que atende hospitais públicos. Os produtos fornecidos são destinados a centros cirúrgicos, unidades de terapia intensiva, serviços de urgência e emergência e diagnóstico. Entre os principais itens estão instrumentais cirúrgicos, materiais para anestesia e terapia respiratória, cateteres, curativos, eletrodos e materiais para coleta.

Camila Marques
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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