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Senasp lança capacitação especializada em combate à violência sexual

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Brasília, 04/03/2026 – Com o objetivo de unir rigor técnico a atendimento humanizado no combate à violência sexual, o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), por meio da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), lançou a capacitação Investigação de Crime de Estupro. O curso é voltado a agentes do Sistema Único de Segurança Pública (Susp) e está disponível na Rede EaD da Senasp.

A formação é direcionada a profissionais que atuam na prevenção, na proteção e na investigação da violência sexual. O projeto pedagógico atualiza protocolos de atuação e coloca a dignidade da pessoa e a proteção integral das vítimas no centro do trabalho policial. Também busca alinhar a atuação das forças de segurança às diretrizes internacionais.

“A capacitação permanente é condição fundamental para uma atuação integrada, de acordo com normas internacionais”, afirma a diretora de Ensino e Pesquisa (DEP) do MJSP, Michele dos Ramos. Segundo ela, o intuito é assegurar que os processos investigativos sejam eficazes na responsabilização dos agressores e em garantir segurança às vítimas.

A iniciativa prevê a padronização das técnicas de coleta de evidências e o fortalecimento do atendimento humanizado, com foco em resultados concretos nas investigações.

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Cenário de urgência

De acordo com dados do Sinesp de 2025, foram registradas 83.388 vítimas de estupro no Brasil, incluindo os casos de estupro de vulnerável. O número corresponde a uma média de 228 vítimas por dia. A taxa nacional é de 39,07 casos por 100 mil habitantes, considerando o consolidado do ano.

Na distribuição por sexo, 71.784 vítimas são do sexo feminino, 10.518 do sexo masculino e 1.086 casos constam como não informados. Os dados evidenciam a predominância de mulheres e meninas entre as vítimas.

“Para as vítimas, especialmente mulheres e meninas, o impacto dessa forma de violência representa uma ruptura profunda da integridade física e psíquica, que perpetua ciclos de desigualdade de gênero. É urgente reforçar as estratégias de prevenção, acolhimento especializado e investigação”, explica Michele dos Ramos.

Sobre a capacitação

A formação tem carga horária de 30 horas-aula. A metodologia enfatiza que a eficácia da investigação depende da capacidade do agente de evitar a revitimização — trauma adicional causado por abordagens sem sensibilidade ou eficiência.

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Diretrizes de aprimoramento

* Fundamentos jurídicos: atualização da legislação vigente, incluindo estupro de vulnerável e penalidades para estupro coletivo e corretivo;
* Técnicas de investigação: uso de genética forense, análise de DNA, reconstrução de cena de crime e rastreamento de crimes sexuais na era digital;
* Abordagem comportamental: estudo de perfis de agressores e padrões de conduta para qualificar a investigação;
* Humanização: aplicação de protocolos de escuta especializada, com acolhimento da vítima e respeito às garantias legais do investigado.

As inscrições para o curso podem ser feitas aqui.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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MTE inicia ação fiscal após morte de trabalhador em montagem de show no Rio de Janeiro

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O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), por meio da Secretaria de Inspeção do Trabalho (SIT), iniciou ação fiscal para apurar o acidente ocorrido durante a montagem da estrutura do show da cantora Shakira, no Rio de Janeiro, que resultou na morte do trabalhador Gabriel de Jesus Firmino. A medida incluiu a emissão imediata de ordem de serviço para investigação das circunstâncias do caso.

De acordo com a chefia da Seção de Segurança e Saúde no Trabalho no Rio de Janeiro, a investigação teve início na manhã do dia 27 de abril, logo após o acidente. A apuração envolve inspeção no local, análise de documentos e processos das empresas envolvidas, além da realização de entrevistas e de outros procedimentos necessários para a completa compreensão das circunstâncias do ocorrido.

A Auditoria Fiscal do Trabalho investiga não apenas os fatores imediatos do acidente, mas também fatores subjacentes e latentes que possam ter contribuído para a ocorrência. Isso inclui condições que não se manifestam de forma evidente no momento do evento, mas que influenciam sua ocorrência, como falhas no planejamento, comunicação inadequada, deficiência na supervisão ou treinamento insuficiente. Esses elementos, geralmente relacionados à organização do trabalho, são essenciais para uma análise adequada do acidente.

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No decorrer da ação fiscal, serão adotadas as medidas cabíveis, incluindo a lavratura de autos de infração, caso sejam constatadas irregularidades.

Até o momento, não foram identificadas outras situações de grave e iminente risco no local. O elevador envolvido no acidente encontrava-se em processo de remoção.

O MTE destaca que a montagem de grandes eventos envolve dinâmicas complexas, como a atuação simultânea de múltiplas empresas e a constante alteração das condições de trabalho, o que exige planejamento e controle rigorosos dos riscos ocupacionais. A ação fiscal segue em andamento.

 

Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego

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