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RJ adere ao Programa Município Mais Seguro e recebe R$ 13 milhões para reforçar a segurança

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Rio de Janeiro, 15/5/2026 – Nesta sexta-feira (15), o Rio de Janeiro (RJ) formalizou a adesão ao Programa Município Mais Seguro. A iniciativa é do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), executada pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp). A previsão de investimentos no município é de cerca de R$ 13 milhões em recursos federais destinados ao fortalecimento da segurança pública municipal.

A formalização ocorreu durante seminário realizado no Centro de Operações e Resiliência (COR), com a participação de autoridades locais e representantes da Senasp. O município integra o grupo prioritário do programa por possuir efetivo superior a 200 guardas municipais.

O secretário nacional de Segurança Pública, Chico Lucas, comemorou a adesão e a iniciativa da prefeitura de dar continuidade ao fortalecimento da segurança pública. “Muitas vezes, os municípios ficam omissos ou assumem um discurso beligerante, como se as soluções fossem simples e como se a violência fosse combatida com mais violência”, afirmou.

Chico Lucas destacou ainda que o caminho adequado é o do planejamento aliado à execução. “Isso muda o paradigma da segurança pública, que passa a ser feita com base em tecnologia, integração, inteligência e investimento. Prisões e abordagens sem disparos: é isso que queremos. Uma segurança cidadã que funcione. Vamos vencer o problema da violência com inteligência”, reiterou.

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Durante a cerimônia, o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Cavaliere, explicou que a responsabilidade principal na área da segurança pública cabe às polícias militares e civis, mas ressaltou que os municípios também têm papel relevante. “Nas áreas que são de nossa competência, ampliamos os esforços para mostrar que as prefeituras podem, sim, fazer mais. Desenvolvemos uma central de vigilância com uso de dados, inteligência e tecnologia para apoiar as forças de segurança. Assumimos o compromisso de armar a Guarda Municipal e atuamos com responsabilidade, preparo e treinamento de excelência por meio de uma divisão de elite. Em 60 dias de ação, realizamos 504 prisões e 2,7 mil abordagens sem efetuar um único disparo de arma de fogo”, ressaltou.

O coordenador-geral de Governança e Gestão do Sistema Único de Segurança Pública, Marcio Mattos, destacou que o Programa Município Mais Seguro entrega resultados materiais e imateriais. Hoje, a capital fluminense recebeu 3.010 armas de incapacitação neuromuscular (tasers), 5.020 espargidores e treinamento em uso diferenciado da força. “Além dos equipamentos e das técnicas de desescalada, o programa entrega um olhar de cuidado. Ele foi integralmente formatado por profissionais de segurança pública que conhecem as necessidades de quem está na ponta”, pontuou.

Programa Federal

Em nível nacional, o Programa Município Mais Seguro reúne investimentos estimados em R$ 170,6 milhões. Desse total, R$ 100 milhões foram destinados ao Projeto Nacional de Qualificação do Uso Diferenciado da Força, enquanto R$ 65 milhões financiaram ações de policiamento comunitário. Outros R$ 5,67 milhões foram aplicados na capacitação profissional das guardas municipais.

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A iniciativa busca fortalecer o papel dos municípios no Sistema Único de Segurança Pública (Susp), por meio do apoio à gestão local, da ampliação de políticas preventivas e do incentivo à atuação integrada entre forças federais, estaduais e municipais.

O programa prevê capacitações para os agentes, incluindo cursos de polícia comunitária, atuação nas patrulhas Maria da Penha e uso diferenciado da força. Também está prevista a ampliação do projeto Escuta Susp, que oferece atendimento psicológico on-line, gratuito e sigiloso aos profissionais de segurança pública. O serviço é executado por psicólogos vinculados a universidades federais, capacitados para atender às demandas específicas da categoria.

A estratégia do MJSP é ampliar gradualmente a adesão dos municípios, com prioridade para cidades com maior capacidade operacional e potencial de impacto na redução da violência, com foco em ações preventivas e na qualificação do trabalho das guardas civis municipais.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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Projeto Trabalho Saudável e Seguro na Pesca Artesanal encerra ciclo de formações e fortalece pescadores e pescadoras em cinco estados

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O Projeto Trabalho Saudável e Seguro na Pesca Artesanal conclui, em Belém (PA), o ciclo de cinco formações territoriais realizadas nos estados de atuação da iniciativa, consolidando uma importante estratégia de fortalecimento da categoria pesqueira artesanal por meio da informação, da formação cidadã e da produção de dados sobre saúde e segurança no trabalho.

A iniciativa, que teve como marco inicial a retomada da gestão do seguro-defeso para o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) em novembro de 2025, percorreu os estados do Amazonas, Bahia, Maranhão, Piauí e Pará, reunindo Agentes Territoriais que atuarão como multiplicadores de conhecimento junto a pescadores, pescadoras, marisqueiras, catadoras e representantes institucionais, em torno do debate sobre direitos, proteção social, saúde, segurança e organização coletiva.

A formação do Pará, realizada entre os dias 12 e 15 de maio, marcou o encerramento do percurso formativo nos cincos estados. As ações integram a estratégia de fortalecimento do seguro-defeso, benefício fundamental para trabalhadores e trabalhadoras da pesca artesanal durante o período de reprodução das espécies.

A abertura do encontro contou com vídeo enviado pelo ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, que deu as boas-vindas aos participantes e destacou a importância da qualificação e do acesso ao conhecimento. O evento contou com o presidente da Fundacentro, José Cloves; de Jomar Lima, superintendente regional do Trabalho no Pará; João Paulo Ferreira Machado, diretor de Políticas Públicas de Trabalho, Emprego e Renda do MTE; Raigner Rezende, coordenador-geral do Seguro-Desemprego do Pescador Artesanal; Solange Schaffer, coordenadora do Núcleo de Assessoramento Técnico em Saúde e Segurança do Trabalho da Superintendência do Trabalho do Pará e da Fundacentro; Vera Lima, diretora administrativa da Superintendência Regional do Pará; e Marcelo Vasconcelos, coordenador nacional do projeto.

Ao comentar a mensagem do ministro, João Paulo Ferreira Machado ressaltou a importância da formação e da troca de conhecimentos. Segundo ele, a qualificação fortalece os trabalhadores e amplia a capacidade de atuação das comunidades pesqueiras na defesa de seus direitos. “Conhecimento é algo que só nos faz bem. A atividade de você de disseminar o conhecimento trará para os pescadores artesanais um reconhecimento novo da sua identidade, da sua característica naquela comunidade. O pescador entender o quanto é impactante e o quanto ele pode mudar nas pequenas coisas, nos pequenos detalhes, na sua atividade que traga uma situação de maior segurança no processo e de evitar o adoecimento”, ressaltou João Paulo.

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Já o coordenador nacional do Projeto, Marcelo Vasconcelos, explicou o trabalho da Fundacentro junto com o MTE. “O agente territorial não é fiscal do trabalho, não é servidor Ministério do Trabalho, ele é um bolsista da Fundacentro, que é uma instituição de ciência e tecnologia, que auxilia no processo de entrevista do seguro-defeso”.

“O governo federal entendeu a necessidade de trazer mais visibilidade ao pescador e a pescadora artesanal, pois sabemos por quanto tempo eles ficaram e ainda estão invisibilizados e o nosso papel aqui é trazer essa visibilidade social. E essa visibilidade só se dá através do trabalho coletivo, e todos aqui estão colaborando nessa construção social”, enfatizou Vasconcelos.

A programação do Curso Básico de Agentes Territoriais na Pesca Artesanal: Formação Cidadã em Saúde e Segurança no Trabalho do Pescador e Pescadora Artesanal aborda temas como cartografia social, diversidade social, equilíbrio ambiental, prevenção de acidentes, políticas públicas, pesquisa aplicada e documentação em campo, reforçando o papel dos agentes territoriais como multiplicadores de conhecimento dentro das comunidades pesqueiras.

No segundo dia da programação, a oficina sobre políticas públicas voltadas às comunidades pesqueiras abordou o funcionamento do seguro-defeso, seus critérios de acesso e sua importância como mecanismo de proteção social para trabalhadores.

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As formações também reforçaram a importância da produção de dados sobre as condições de trabalho na pesca artesanal. A partir das entrevistas e pesquisas de campo realizadas pelos agentes territoriais, o projeto contribui para ampliar o diagnóstico sobre riscos ocupacionais, inseguranças e vulnerabilidades enfrentadas diariamente pelos trabalhadores e trabalhadoras da atividade.

As formações integram também a estratégia articulada ao processo de garantia do seguro-defeso, benefício fundamental para milhares de trabalhadores e trabalhadoras durante os períodos de reprodução das espécies. Mais do que assegurar o acesso ao benefício, o projeto busca garantir que pescadores e pescadoras tenham acesso à informação qualificada sobre seus direitos, riscos ocupacionais, saúde do trabalhador e mecanismos de proteção social.

Nesse contexto, a formação se torna instrumento de prevenção, enfrentamento e empoderamento social. Ao fortalecer o acesso à informação, o projeto contribui para que a categoria amplie sua capacidade de organização, reivindicação de direitos e participação nas políticas públicas voltadas aos povos das águas.

Além disso, a iniciativa também fortalece a produção de dados e diagnósticos sobre as reais condições de trabalho na pesca artesanal, setor historicamente invisibilizado nas estatísticas oficiais sobre saúde e segurança do trabalho. A partir das pesquisas de campo, entrevistas e registros realizados pelos próprios agentes territoriais, o projeto contribui para revelar os riscos, inseguranças e vulnerabilidades enfrentados diariamente por pescadores e pescadoras artesanais em diferentes regiões do país.

Desenvolvido pela Fundacentro em parceria com o Ministério do Trabalho e Emprego, o Projeto Trabalho Saudável e Seguro na Pesca Artesanal vem consolidando uma atuação voltada à promoção da saúde, da segurança, da cidadania e da dignidade no trabalho da pesca artesanal em diferentes regiões do país.

Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego

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