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Projeto Trabalho Saudável e Seguro na Pesca Artesanal encerra ciclo de formações e fortalece pescadores e pescadoras em cinco estados

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O Projeto Trabalho Saudável e Seguro na Pesca Artesanal conclui, em Belém (PA), o ciclo de cinco formações territoriais realizadas nos estados de atuação da iniciativa, consolidando uma importante estratégia de fortalecimento da categoria pesqueira artesanal por meio da informação, da formação cidadã e da produção de dados sobre saúde e segurança no trabalho.

A iniciativa, que teve como marco inicial a retomada da gestão do seguro-defeso para o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) em novembro de 2025, percorreu os estados do Amazonas, Bahia, Maranhão, Piauí e Pará, reunindo Agentes Territoriais que atuarão como multiplicadores de conhecimento junto a pescadores, pescadoras, marisqueiras, catadoras e representantes institucionais, em torno do debate sobre direitos, proteção social, saúde, segurança e organização coletiva.

A formação do Pará, realizada entre os dias 12 e 15 de maio, marcou o encerramento do percurso formativo nos cincos estados. As ações integram a estratégia de fortalecimento do seguro-defeso, benefício fundamental para trabalhadores e trabalhadoras da pesca artesanal durante o período de reprodução das espécies.

A abertura do encontro contou com vídeo enviado pelo ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, que deu as boas-vindas aos participantes e destacou a importância da qualificação e do acesso ao conhecimento. O evento contou com o presidente da Fundacentro, José Cloves; de Jomar Lima, superintendente regional do Trabalho no Pará; João Paulo Ferreira Machado, diretor de Políticas Públicas de Trabalho, Emprego e Renda do MTE; Raigner Rezende, coordenador-geral do Seguro-Desemprego do Pescador Artesanal; Solange Schaffer, coordenadora do Núcleo de Assessoramento Técnico em Saúde e Segurança do Trabalho da Superintendência do Trabalho do Pará e da Fundacentro; Vera Lima, diretora administrativa da Superintendência Regional do Pará; e Marcelo Vasconcelos, coordenador nacional do projeto.

Ao comentar a mensagem do ministro, João Paulo Ferreira Machado ressaltou a importância da formação e da troca de conhecimentos. Segundo ele, a qualificação fortalece os trabalhadores e amplia a capacidade de atuação das comunidades pesqueiras na defesa de seus direitos. “Conhecimento é algo que só nos faz bem. A atividade de você de disseminar o conhecimento trará para os pescadores artesanais um reconhecimento novo da sua identidade, da sua característica naquela comunidade. O pescador entender o quanto é impactante e o quanto ele pode mudar nas pequenas coisas, nos pequenos detalhes, na sua atividade que traga uma situação de maior segurança no processo e de evitar o adoecimento”, ressaltou João Paulo.

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Já o coordenador nacional do Projeto, Marcelo Vasconcelos, explicou o trabalho da Fundacentro junto com o MTE. “O agente territorial não é fiscal do trabalho, não é servidor Ministério do Trabalho, ele é um bolsista da Fundacentro, que é uma instituição de ciência e tecnologia, que auxilia no processo de entrevista do seguro-defeso”.

“O governo federal entendeu a necessidade de trazer mais visibilidade ao pescador e a pescadora artesanal, pois sabemos por quanto tempo eles ficaram e ainda estão invisibilizados e o nosso papel aqui é trazer essa visibilidade social. E essa visibilidade só se dá através do trabalho coletivo, e todos aqui estão colaborando nessa construção social”, enfatizou Vasconcelos.

A programação do Curso Básico de Agentes Territoriais na Pesca Artesanal: Formação Cidadã em Saúde e Segurança no Trabalho do Pescador e Pescadora Artesanal aborda temas como cartografia social, diversidade social, equilíbrio ambiental, prevenção de acidentes, políticas públicas, pesquisa aplicada e documentação em campo, reforçando o papel dos agentes territoriais como multiplicadores de conhecimento dentro das comunidades pesqueiras.

No segundo dia da programação, a oficina sobre políticas públicas voltadas às comunidades pesqueiras abordou o funcionamento do seguro-defeso, seus critérios de acesso e sua importância como mecanismo de proteção social para trabalhadores.

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As formações também reforçaram a importância da produção de dados sobre as condições de trabalho na pesca artesanal. A partir das entrevistas e pesquisas de campo realizadas pelos agentes territoriais, o projeto contribui para ampliar o diagnóstico sobre riscos ocupacionais, inseguranças e vulnerabilidades enfrentadas diariamente pelos trabalhadores e trabalhadoras da atividade.

As formações integram também a estratégia articulada ao processo de garantia do seguro-defeso, benefício fundamental para milhares de trabalhadores e trabalhadoras durante os períodos de reprodução das espécies. Mais do que assegurar o acesso ao benefício, o projeto busca garantir que pescadores e pescadoras tenham acesso à informação qualificada sobre seus direitos, riscos ocupacionais, saúde do trabalhador e mecanismos de proteção social.

Nesse contexto, a formação se torna instrumento de prevenção, enfrentamento e empoderamento social. Ao fortalecer o acesso à informação, o projeto contribui para que a categoria amplie sua capacidade de organização, reivindicação de direitos e participação nas políticas públicas voltadas aos povos das águas.

Além disso, a iniciativa também fortalece a produção de dados e diagnósticos sobre as reais condições de trabalho na pesca artesanal, setor historicamente invisibilizado nas estatísticas oficiais sobre saúde e segurança do trabalho. A partir das pesquisas de campo, entrevistas e registros realizados pelos próprios agentes territoriais, o projeto contribui para revelar os riscos, inseguranças e vulnerabilidades enfrentados diariamente por pescadores e pescadoras artesanais em diferentes regiões do país.

Desenvolvido pela Fundacentro em parceria com o Ministério do Trabalho e Emprego, o Projeto Trabalho Saudável e Seguro na Pesca Artesanal vem consolidando uma atuação voltada à promoção da saúde, da segurança, da cidadania e da dignidade no trabalho da pesca artesanal em diferentes regiões do país.

Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego

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MME realiza 5ª Conexão Investidores com foco em inclusão energética e modernização do setor

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O Ministério de Minas e Energia (MME) realizou, nesta sexta-feira (15/5), a 5ª edição do Conexão MME Investidores, iniciativa voltada ao diálogo entre Governo do Brasil e representantes do mercado financeiro. A reunião tratou de prioridades regulatórias, políticas públicas e perspectivas do setor energético brasileiro. Durante o encontro, tiveram destaque as ações voltadas à melhoria dos serviços, à segurança energética e à promoção da justiça social por meio da ampliação ao acesso à energia.

Compuseram a mesa o Secretário-Executivo do MME, Gustavo Ataide, o Secretário-Executivo Adjunto, Fernando Colli, o secretário Nacional de Energia Elétrica, João Daniel, o subsecretário de Assuntos Econômicos e Regulatórios, Gustavo Manfrim, e os diretores Anderson Arruda, Guilherme Zanetti, Marcello Weydt e Edie Andreeto, que apresentaram os avanços das políticas do MME e as perspectivas para o ano de 2026, antes de abrirem o debate para esclarecer questionamentos dos analistas e promover um diálogo qualificado voltado ao fortalecimento do ambiente de investimentos no setor.

Durante a reunião, o MME apresentou o andamento de programas estruturantes do Governo do Brasil voltados à ampliação do acesso à energia e à modernização da infraestrutura do setor elétrico. Entre os destaques, a Pasta reforçou que o Gás do Povo já está implementado em todo o território nacional e consolidou-se como a maior política pública de cozimento limpo do mundo. Também foram detalhados os novos investimentos do programa Luz para Todos, que somam R$ 130 bilhões para modernização e expansão da distribuição de energia elétrica no país, com foco em melhoria da qualidade dos serviços, aumento da resiliência do sistema e inclusão energética da população brasileira.

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O encontro também abordou as iniciativas que garantem a segurança do abastecimento energético diante do cenário de instabilidade internacional ocasionado pelo prolongamento dos conflitos no Oriente Médio. O Ministério destacou o trabalho contínuo da Sala de Monitoramento do Abastecimento, responsável pelo acompanhamento dos fluxos logísticos, da produção, importação e estoques de combustíveis no país, além da articulação com agentes do setor para assegurar o fornecimento e mitigar impactos ao consumidor brasileiro.

O Conexão MME Investidores integra a estratégia do MME para fortalecer o diálogo institucional com investidores e agentes do setor energético, ampliando a previsibilidade regulatória e a transparência das ações governamentais. A iniciativa busca apresentar prioridades da agenda energética nacional e criar um ambiente favorável à atração de investimentos em áreas estratégicas, alinhando crescimento econômico, segurança de suprimento e inclusão social.

O MME também apresentou perspectivas para novos projetos e instrumentos de expansão do setor energético, incluindo a realização do leilão de baterias.

Assessoria Especial de Comunicação Social – MME
Telefone: (61) 2032-5759 | Email: [email protected]


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Fonte: Ministério de Minas e Energia

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