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Brasil

Revista Susp alcança Qualis A4 e consolida a ciência na segurança pública

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Brasília, 21/01/2026 – A Revista Susp, periódico científico do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), alcançou destaque nacional ao ser classificada no sistema oficial de avaliação da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), responsável por qualificar revistas acadêmicas no Brasil. A publicação obteve a classificação Qualis/Capes A4, referente ao quadriênio 2021–2024. O resultado confirma a qualidade editorial e científica da revista e consolida o periódico como espaço qualificado para a produção e a difusão de conhecimento aplicado à segurança pública.

A classificação está disponível para consulta na Plataforma Sucupira, sistema oficial do Governo Federal destinado ao acompanhamento e à avaliação da produção científica nacional. Com esse resultado, a Revista Susp passa a integrar o conjunto de periódicos científicos com bom nível acadêmico no País, ampliando sua relevância no debate sobre políticas públicas, gestão e práticas profissionais em segurança pública.

Para o secretário nacional de Segurança Pública, Mario Sarrubbo, a avaliação reforça a importância da produção científica para o aprimoramento das políticas públicas do setor. “A qualificação da Revista Susp em uma avaliação acadêmica nacional demonstra que a segurança pública avança quando se apoia em conhecimento técnico, pesquisa aplicada e evidências científicas. O diálogo entre academia, gestores e profissionais da área é fundamental para formular políticas mais eficazes e sustentáveis”, afirma.

O Qualis/Capes é o sistema utilizado pela Capes para avaliar a qualidade dos periódicos científicos nos quais pesquisadores brasileiros publicam seus trabalhos. A classificação considera critérios como rigor editorial, regularidade de publicação, impacto acadêmico, relevância temática e aderência às áreas do conhecimento. Os periódicos são organizados em estratos que variam de A1 (mais elevado) a C. O estrato A é subdividido em A1, A2, A3 e A4.
A classificação A4 indica que a Revista Susp apresenta padrão científico consistente, qualidade editorial reconhecida e relevância para contextos regionais e nacionais, especialmente no campo das ciências aplicadas à segurança pública.

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Para a diretora de Ensino e Pesquisa (DEP) da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), vinculada ao MJSP, Michele dos Ramos, o resultado reflete um esforço institucional contínuo para qualificar a produção científica na área. “A classificação Qualis A4 da Revista Susp evidencia o compromisso do MJSP com a valorização do conhecimento científico aplicado à segurança pública. É um avanço importante para ampliar o diálogo entre pesquisa, gestão pública e prática profissional, contribuindo para políticas baseadas em evidências”, destaca.

Fortalecimento editorial e governança

Desde 2023, a Senasp implementa ações estruturantes para consolidar a Revista Susp como espaço qualificado de produção e difusão do conhecimento. Entre as medidas adotadas, destacam-se a revisão e a atualização da governança editorial, formalizadas pela Portaria Senasp nº 1.069/2025, a garantia da regularidade das edições e o aprimoramento dos processos editoriais.

Em 2025, foram publicadas duas edições do periódico, com dossiês temáticos dedicados à Segurança Pública na Amazônia Legal e ao Ensino na Segurança Pública. Os temas abordam desafios estratégicos e atuais do setor e reforçam o caráter interdisciplinar da revista, além de sua vocação para dialogar com pesquisadores, gestores públicos e profissionais da área.

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O periódico é editado e publicado em parceria pela Secretaria Nacional de Segurança Pública e pela Faculdade de Direito da Universidade de Brasília (UnB), fortalecendo a integração entre o poder público e a academia. Todas as edições estão disponíveis gratuitamente no portal eletrônico da revista.

Próxima edição e chamada para artigos

A 6ª edição da Revista Susp, composta por dois números, está prevista para junho de 2026. Além do fluxo contínuo de submissões, a edição contará com o dossiê temático Uso da Força em Perspectiva: ciência, gestão pública e prática profissional, reunindo artigos voltados à formulação de políticas públicas, à capacitação profissional e ao uso qualificado da força na segurança pública.

Os artigos para o dossiê especial poderão ser submetidos até 14 de março de 2026, exclusivamente pela plataforma digital da revista, no endereço https://revistasusp.mj.gov.br/. As submissões passam por avaliação por pares, conforme os critérios editoriais estabelecidos, o que assegura rigor científico e transparência no processo de seleção.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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Brasil

Brasil recebe 75,6 mil pedidos de refúgio em 2025 e ultrapassa 165 mil refugiados reconhecidos

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Brasília, 22/6/2026 – O Brasil recebeu 75,6 mil novos pedidos de reconhecimento da condição de refugiado em 2025 e soma 165.774 pessoas reconhecidas como refugiadas pelo Estado brasileiro. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (22) na publicação Refúgio em Números 2026, apresentada pelo Observatório das Migrações Internacionais (OBMigra), anuário produzido em parceria com o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), durante evento em celebração ao Dia Mundial do Refugiado e aos 75 anos da Convenção Relativa ao Estatuto dos Refugiados de 1951, realizado em parceria com a Agência da ONU para Refugiados (Acnur).

O levantamento mostra que o número de pessoas reconhecidas como refugiadas cresceu 5,9% entre 2024 e 2025. Desde 2010, o País acumulou 551.072 solicitações de reconhecimento da condição de refugiado.

Realizado no Palácio da Justiça, em Brasília (DF), o evento reuniu representantes do Governo Federal, organismos internacionais, academia, sociedade civil e comunidades refugiadas para debater os desafios da proteção internacional e os avanços do Brasil no acolhimento e na integração de pessoas refugiadas.

O relatório também registra uma mudança no perfil dos solicitantes de refúgio. Pela primeira vez, Cuba ultrapassou a Venezuela em número de novos pedidos e respondeu por 55,4% das solicitações registradas em 2025. Os venezuelanos representaram 28,1% do total. O levantamento identificou ainda solicitantes oriundos de 177 países.

Durante a abertura do evento, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, enfatizou a importância histórica da Convenção de 1951 e o compromisso brasileiro com a proteção internacional.

“Essa data não marca apenas a assinatura de um tratado, mas a reafirmação da própria dignidade da pessoa humana diante do desafio do deslocamento forçado. Ao reconhecer a pessoa refugiada como sujeito de direitos, o Estado cumpre uma de suas funções mais elevadas: servir à lei, à justiça e à dignidade humana”, afirmou.

O ministro ressaltou ainda que o Brasil tem consolidado políticas voltadas à proteção e à integração de pessoas refugiadas, citando instrumentos como o reconhecimento da condição de refugiado, os vistos humanitários e o Programa Nacional de Acolhida Humanitária por Patrocínio Comunitário.

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“Os relatórios apresentados hoje reforçam a relevância de políticas públicas baseadas em dados e evidências para qualificar a atuação estatal. O Brasil segue sendo reconhecido internacionalmente como um País capaz de proteger, acolher e reconhecer em cada pessoa refugiada uma vida com direitos, capacidades e futuro”, declarou.

Dia Mundial do Refugiado
Dia Mundial do Refugiado. Foto: Isaac Amorim/ MJSP

Acolhimento e integração

A secretária nacional de Justiça e presidente do Comitê Nacional para os Refugiados (Conare), Maria Rosa Loula, destacou que a política de refúgio tem papel estratégico para o desenvolvimento social e para a promoção dos direitos humanos.

“O refúgio é um instrumento de transformação da sociedade brasileira e do mundo. O Brasil consegue dar exemplo de um paradigma que reúne segurança, direitos humanos, acolhimento e desenvolvimento social”, enfatizou.

Segundo a secretária, o trabalho desenvolvido pelo Estado brasileiro é resultado da atuação articulada entre Governo Federal, organismos internacionais, academia e sociedade civil. “Trata-se de uma política pública fundamental, construída coletivamente e comprometida com a proteção da dignidade humana”, acrescentou.

Desafios globais

O representante do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur) no Brasil, Davide Torzilli, destacou que o contexto atual reforça a relevância da Convenção de 1951 e da cooperação internacional para garantir proteção às pessoas deslocadas à força.

Segundo ele, os números globais evidenciam a necessidade de fortalecer os sistemas de proteção. “Mais de 117 milhões de pessoas estão deslocadas à força em todo o mundo. Esses dados lembram que a necessidade de proteção internacional não diminuiu; ela se tornou ainda mais urgente”, observou.

Torzilli também reconheceu o papel desempenhado pelo Brasil no fortalecimento das políticas de acolhimento e integração. “O Acnur agradece ao Brasil por continuar promovendo espaços de diálogo, fortalecendo seu sistema de proteção internacional e buscando soluções que permitam não apenas proteger, mas também integrar pessoas refugiadas, deslocadas e apátridas”, disse.

O relatório Tendências Globais, com dados sobre deslocamento forçado no mundo e nas Américas, também foi apresentado no primeiro painel do evento. Acesse o relatório aqui: https://www.acnur.org/br/noticias/comunicados-imprensa/relatorio-tendencias-globais-2025

Cantora e refugiada iraniana Mah Mooni compartilha sua trajetória de deslocamento, acolhida e reconstrução de vida no Brasil. Foto: Isaac Amorim/MJSP
Cantora e refugiada iraniana Mah Mooni compartilha sua trajetória de deslocamento, acolhida e reconstrução de vida no Brasil. Foto: Isaac Amorim/MJSP
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Programa é institucionalizado

Durante o evento, o ministro Wellington Lima assinou o ato de institucionalização do Programa Nacional de Acolhida Humanitária por Patrocínio Comunitário. Coordenado pelo MJSP, em articulação com o Ministério das Relações Exteriores (MRE) e outros órgãos do Governo Federal, e implementado em parceria com a sociedade civil, o Acnur e a Organização Internacional para as Migrações (OIM), o programa constitui uma iniciativa inovadora da política brasileira de acolhida humanitária.

Implementado inicialmente como projeto-piloto voltado à população afegã, o programa tem promovido a acolhida, a proteção e a integração de pessoas em situação de vulnerabilidade por meio do engajamento direto de organizações da sociedade civil e comunidades locais. Sua institucionalização representa um passo importante para consolidar a experiência e permitir sua expansão gradual a outros grupos que necessitam de proteção e acolhida humanitária.

Programação

Além da apresentação dos relatórios Refúgio em Números 2026, o encontro contou com um bate-papo com a cantora e refugiada iraniana Mah Mooni, que compartilhou sua trajetória de deslocamento, acolhida e reconstrução de vida no Brasil.

A programação também incluiu um painel dedicado aos 75 anos da Convenção Relativa ao Estatuto dos Refugiados de 1951, reunindo especialistas, representantes do governo, da academia, da sociedade civil e de organismos internacionais para discutir os desafios atuais da proteção internacional e as perspectivas para o fortalecimento das políticas de refúgio no Brasil.

Também compuseram a mesa de abertura o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues; a secretária-executiva adjunta do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, Isadora Lacava; a secretária de Comunidades Brasileiras no Exterior e Assuntos Consulares do Ministério das Relações Exteriores, embaixadora Márcia Loureiro; o subprocurador-geral da República, André de Carvalho Ramos; e o representante do Acnur no Brasil, Davide Torzilli.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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