Brasil
Reuniões técnicas qualificam atendimentos psicológicos do Escuta Susp em dez estados
Brasília, 01/10/2025 – Entre julho e setembro, equipes do Escuta Susp realizaram uma série de reuniões técnicas em dez estados brasileiros – Ceará, Rio de Janeiro, Mato Grosso do Sul, Roraima, Rondônia, Rio Grande do Sul, Paraná, Santa Catarina, Amapá e Amazonas. O objetivo foi apresentar o projeto de saúde mental, esclarecer dúvidas e alinhar, em parceria com as secretarias estaduais de segurança pública e administração penitenciária, as melhores estratégias para a execução das ações locais.
Segundo a coordenadora-geral de Valorização Profissional da Senasp, Juliana Ribeiro, as visitas foram essenciais para a divulgação institucional e alinhamento das atividades. “Também buscamos fortalecer a manutenção de um fluxo de informações sólido e confiável entre a Senasp e as Secretarias Estaduais de Segurança Pública e Administração Penitenciária”, afirmou Juliana.
As agendas contaram com a participação da psicóloga Rubia Minuzzi Tschiedel, integrante técnica do Escuta Susp, e de pesquisadores parceiros da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e da Universidade de Brasília (UnB), que contribuem com a base acadêmica e científica do projeto.
Importância das reuniões
A realização dessas reuniões técnicas tem caráter estratégico. Mais do que divulgar o Escuta Susp, elas permitem identificar as demandas específicas de cada estado, ouvir gestores locais e ajustar o atendimento às realidades regionais. Essa aproximação facilita a adesão dos profissionais da segurança pública ao serviço e contribui para que o acolhimento psicológico alcance quem mais precisa.
Além disso, os encontros ajudam a fortalecer a articulação entre o Ministério da Justiça e Segurança Pública, por meio da Senasp, e as secretarias estaduais, criando um ambiente de cooperação mútua e de troca de experiências.
Escuta Susp
O Escuta Susp é uma iniciativa da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp) que oferece atendimento psicológico especializado e sigiloso a profissionais do Sistema Único de Segurança Pública (Susp). Criado em 2024, o projeto já está presente em 25 unidades da federação e contabiliza mais de 20 mil consultas. O projeto é conduzido em parceria com a UFMG. As consultas são on-line, sigilosas e ocorrem por meio da plataforma do projeto.
São oferecidos cinco níveis de atenção à saúde mental: avaliação e aconselhamento psicológico inicial; psicoterapia; promoção à vida (para onde são encaminhadas as situações mais delicadas, como comportamento suicida); psiquiatria; e gerenciamento medicamentoso.
O Escuta Susp é base para a elaboração de protocolos em saúde mental específicos para profissionais de segurança pública, com acolhimento para demandas pontuais, psicoterapia contínua e intervenções preventivas contra o suicídio.
Entre as principais queixas psicológicas apresentadas pelos pacientes atendidos pelo projeto, estão ansiedade e depressão, seguidas por problemas no trabalho, com a família, de relacionamento com os pares, com as chefias e financeiros, respectivamente.
Acesso ao tratamento
Para solicitar o serviço psicológico, basta acessar o site, preencher o cadastro e anexar a carteira funcional para comprovar vínculo institucional. Após a inscrição, o servidor recebe, por e-mail, o link para agendamento, podendo escolher o terapeuta e o horário mais conveniente. As sessões ocorrem exclusivamente pela plataforma do projeto.
O atendimento inicial é conduzido por psicólogos bolsistas no último ano da graduação, com experiência clínica, capacitados em segurança pública, aptos a acolher demandas pontuais e avaliar as necessidades do paciente. Se for necessário um acompanhamento mais aprofundado, o paciente é direcionado para a psicoterapia e é atendido por psicólogos em nível de mestrado e doutorado.
Para casos mais graves, como risco de suicídio, o atendimento é feito por especialistas em saúde mental e prevenção ao suicídio, também em nível de mestrado ou doutorado.
Brasil
MMA realiza oficina do PSA Pirarucu em Manaus e avança no cadastramento de comunidades amazônicas
O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), em parceria com a Companhia Nacional de Abastecimento (CONAB), o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) e o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD Brasil), realizou a Oficina do Programa de Pagamento por Serviços Ambientais da Sociobiodiversidade para o Manejo Comunitário Sustentável do Pirarucu (PSA Pirarucu), nos último dias 7 e 8 de maio, em Manaus (AM).
O encontro reuniu mais de 180 participantes, sendo cerca de 140 manejadores e manejadoras de pirarucu, presidentes de associações comunitárias e técnicos das áreas de manejo de municípios do interior do Amazonas. A programação teve como foco apresentar a Chamada Pública MMA/CONAB nº 01/2026, além de apoiar as comunidades no processo de habilitação e cadastramento no Programa.
A diretora do Departamento de Políticas de Estímulo à Bioeconomia do MMA, Bruna De Vita, destacou a importância do PSA Pirarucu como instrumento de valorização das comunidades amazônicas e fortalecimento da sociobioeconomia.
“O PSA do Pirarucu representa um reconhecimento histórico às comunidades que há décadas protegem os rios amazônicos, monitoram os estoques pesqueiros e mantêm a floresta em pé. Mais do que um pagamento, esse Programa simboliza uma nova lógica de desenvolvimento, baseada na valorização do trabalho comunitário, da conservação da biodiversidade e da geração de renda nos territórios. Estamos construindo, junto com as comunidades, uma política pública que une conservação, justiça social e fortalecimento da sociobioeconomia amazônica”, disse a diretora.
Avanços
A oficina marcou um momento histórico para a sociobioeconomia amazônica. Pela primeira vez, comunidades que há décadas atuam na conservação dos estoques de pirarucu, por meio de contagens participativas, vigilância territorial e pesca controlada, passam a ser formalmente remuneradas pelo Estado pelo serviço ambiental prestado.
Durante os dois dias, equipes técnicas do MMA, CONAB, IBAMA e PNUD detalharam o funcionamento do Programa, os critérios de habilitação, o cálculo do pagamento por serviços ambientais, o cronograma de execução e as regras de repartição de benefícios entre as organizações e seus membros manejadores.
Um dos destaques da programação foi o “balcão de dúvidas e atendimento”, espaço criado para atendimento direto às organizações participantes. A iniciativa permitiu o cadastramento no sistema SICAN de 16 associações comunitárias, além do esclarecimento de dúvidas sobre o manejo do pirarucu em 2025, orientações sobre o pagamento do PSA e debates sobre salvaguardas socioambientais.
Os momentos de atendimento também funcionaram como espaços participativos de escuta e construção coletiva, nos quais manejadores e representantes comunitários puderam apresentar sugestões e propostas de aprimoramento para o Programa.
PSA Pirarucu
O PSA Pirarucu é a primeira iniciativa do Governo Federal de pagamento monetário direto a comunidades amazônicas pelos serviços ambientais prestados por meio do manejo comunitário sustentável do pirarucu. Lançado em março de 2026, o Programa reconhece o trabalho de cerca de 5.500 manejadores e manejadoras organizados em mais de 60 organizações comunitárias, atuando em 41 áreas protegidas que somam mais de 20 milhões de hectares no estado do Amazonas.
Os recursos, estimados em R$ 7 milhões para o ciclo de 2026, são provenientes do Fundo Verde para o Clima (GCF), no âmbito do Projeto Floresta+ Amazônia, e serão executados pela CONAB em parceria com o PNUD Brasil.
A iniciativa integra a Estratégia Nacional de Bioeconomia e dialoga com as diretrizes do Plano Nacional de Desenvolvimento da Bioeconomia (PNDBio), que reconhece a sociobioeconomia como eixo estratégico para promover desenvolvimento sustentável, valorização dos territórios e geração de renda associada à conservação da biodiversidade.
Mais informações podem ser obtidas pelo e-mail: [email protected] e no site do programa.
Assessoria Especial de Comunicação Social do MMA
[email protected]
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