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Brasil

Região Norte lidera crescimento portuário no país em janeiro, com alta de 42,1%

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A região Norte registrou o maior crescimento portuário do país em janeiro de 2026, com alta de 42,11% na movimentação de cargas em relação ao mesmo período do ano anterior. Ao todo, foram movimentadas 11,5 milhões de toneladas, desempenho superior ao das demais regiões brasileiras. Os números são do Estatístico Aquaviário da Agência Nacional de Transporte Aquaviário (Antaq).

O crescimento foi impulsionado principalmente pelos granéis sólidos, que somaram 8,4 milhões de toneladas, com avanço de 53,23%. Também registraram alta os contêineres, com 1,1 milhão de toneladas (+31,14%), e os granéis líquidos, que alcançaram 1,4 milhão de toneladas (+8,78%).

Para o ministro Silvio Costa Filho, esse desempenho reflete uma mudança estrutural na logística brasileira. “O crescimento dos portos do Norte mostra que o Brasil está avançando na diversificação de suas rotas de escoamento. Com mais eficiência, menor custo logístico e proximidade com mercados internacionais, a região se consolida como eixo estratégico para o desenvolvimento econômico do país”, afirmou.

Entre os principais produtos movimentados, soja e milho lideraram o desempenho. A soja somou 2,2 milhões de toneladas, com crescimento de 192,47%, enquanto o milho alcançou 2,6 milhões de toneladas, alta de 112,17%. Juntas, as duas commodities representam mais de 40% de toda a carga movimentada na região.

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Outros destaques incluem a bauxita, com 2,2 milhões de toneladas (+21%), e a carga em contêineres, que também apresentou crescimento relevante (+31,14%). O desempenho acompanha o avanço da safra e a ampliação do uso dos portos do Norte como rota preferencial para exportações.

Exportações em alta
O comércio exterior foi um dos principais motores do resultado. As exportações cresceram 66,56% em janeiro, enquanto as importações registraram aumento de 4,61%. O avanço reforça a vocação exportadora da região e sua importância para a balança comercial brasileira.

Na navegação de longo curso (entre portos de diferentes países), a movimentação atingiu 4,6 milhões de toneladas, com alta de 43,9%. Já a cabotagem (entre portos do país) movimentou 1 milhão de toneladas, crescimento de 17,24% no período.

Portos públicos e privados
O desempenho da região foi puxado tanto por portos públicos quanto por terminais privados. Entre os destaques públicos estão Santarém (PA) e o Terminal de Vila do Conde (PA), com cerca de 1,6 milhão de toneladas cada. Entre os terminais privados, se destacaram o Terminal Trombetas (PA), com crescimento de 29,94%; o Terminal Graneleiro Hermasa (AM), com alta de 18,82%; e o Porto Chibatão (AM), que cresceu 34,73%, evidenciando a complementaridade entre diferentes modelos de operação.

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Os terminais privados tiveram papel decisivo no desempenho portuário da região Norte, concentrando a maior parte da movimentação, com cerca de 7,7 milhões de toneladas, aproximadamente dois terços do total. Entre os principais destaques estão o Terminal Trombetas (PA), com cerca de 1,0 milhão de toneladas, o Terminal Graneleiro Hermasa (AM), com 0,98 milhão, e o Porto Chibatão (AM), com 0,76 milhão, todos com crescimento relevante no período.

Com operações voltadas principalmente ao escoamento de granéis sólidos, que somaram 5,5 milhões de toneladas e cresceram 57,49%, esses terminais impulsionaram as exportações de commodities como soja, milho e bauxita, que lideraram as cargas. O avanço também está diretamente ligado ao crescimento do longo curso, que aumentou 45,07%, e das exportações, que registraram alta de 57,08%

Quando olhamos apenas os portos públicos, a movimentação chegou a 3,8 milhões de toneladas, com crescimento de 50,24%, reforçando o papel dessas estruturas na dinâmica logística regional.

Assessoria Especial de Comunicação Social
Ministério de Portos e Aeroportos

Fonte: Portos e Aeroportos

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Brasil

Ministério do Turismo amplia Comitê Interministerial de Gestão Turística do Patrimônio Mundial

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O Ministério do Turismo publicou na terça-feira (14) uma portaria que atualiza a composição do Comitê Interministerial de Gestão Turística do Patrimônio Mundial – colegiado responsável por propor, monitorar e avaliar ações que unem o turismo sustentável à preservação dos bens brasileiros reconhecidos pela Unesco.

O comitê articula políticas entre ministérios e órgãos como o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), focando na gestão, qualificação e promoção dos 25 sítios reconhecidos como Patrimônio Mundial no Brasil.

Esses locais incluem centros históricos como Ouro Preto e Brasília, belezas naturais como o Parque Nacional do Iguaçu e sítios arqueológicos como a Serra da Capivara, destacando a riqueza histórica e a biodiversidade do país.

Com a publicação da nova portaria, passam a integrar o comitê o Ministério das Relações Exteriores e a Organização das Cidades Brasileiras Patrimônio Mundial (OCBPM), uma entidade criada em 2013 para definir estratégias de gestão turística e conservação dos sítios classificados como Patrimônio Mundial.

O Ministério do Turismo coordena o comitê, que é formado ainda por Embratur, ICMBio, Iphan, Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Ministério das Cidades e Ministério da Cultura.

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Com a atualização, o comitê amplia sua capacidade de atuação como instância central de organização das políticas de turismo nos chamados “sítios do Patrimônio Mundial”, incentivando uma maior colaboração entre instituições e eficiência nas ações.

REFORÇO – A participação do Ministério das Relações Exteriores no colegiado reforça a dimensão internacional das políticas públicas relacionadas ao turismo e ao patrimônio, aumentando a capacidade de articulação do Brasil com organismos multilaterais e contribuindo para alinhar as ações nacionais às diretrizes globais.

Já a inclusão da Organização das Cidades Brasileiras Patrimônio Mundial representa um avanço na governança federativa, ao incorporar ao grupo a perspectiva dos municípios.

Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

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