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Referência nacional, Laboratório Têxtil de Londrina recebe capacitação do Inmetro

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O Paraná sediou nesta semana um treinamento nacional do Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia) para a capacitação em fiscalização na área têxtil. O evento, iniciado segunda-feira e encerrado nesta sexta (20 a 24), foi realizado no Laboratório Têxtil de Londrina, que é referência no país nesse segmento e faz parte do Instituto de Pesos e Medidas do Paraná (IPEM-PR). 

A atividade integrou o Programa Nacional de Capacitação e Infraestrutura da Qualidade. No Norte do Paraná, o treinamento envolveu 26 fiscais e técnicos da Rede Brasileira de Metrologia Legal e Qualidade (RBMLQI), que abrange os IPEMs de todas as Unidades da Federação. Profissionais de 18 estados participaram do curso.

“O objetivo desse treinamento foi padronizar os procedimentos e fortalecer a atuação técnica das equipes de fiscalização têxtil. Realizamos aulas teóricas e práticas sobre regulamentação, identificação de fibras e, principalmente, ensaios de laboratório”, contou Gabriel Perazza, diretor de Metrologia e Qualidade do Ipem Paraná, destacando que se trata de um trabalho de atualização contínuo. “Essas capacitações acontecem periodicamente em diferentes áreas. A cada ano o Inmetro escolhe um tema e uma unidade de referência nacional para sediar o treinamento”.

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E foi justamente pela estrutura e competência da equipe técnica da cidade que a atividade deste ano rumou para o Interior do Paraná. “O Laboratório de Londrina passou recentemente por um processo de adequação e reestruturação técnica, capacitação da equipe e modernização dos processos. Hoje, ele é referência nacional em ensaios têxteis, o que significa que recebe amostras de praticamente todos os estados do Brasil para análise de conformidade, para verificar se o que está escrito na etiqueta realmente corresponde à composição e às instruções do produto”, contou Perazza.

Para o diretor do IPEM-PR, o desafio de hospedar um evento desse porte representa também uma conquista para o instituto e benefícios para a cidade. “O Laboratório Têxtil de Londrina é o único do País com capacidade de cobertura nacional nessa área, e sediar um treinamento como esse reforça o nosso papel como referência técnica e de qualidade dentro da rede Inmetro”, disse Perazza.

“Além disso, o evento movimentou a economia local, trouxe visibilidade para o nosso trabalho e consolidou Londrina como um polo de infraestrutura metrológica de excelência”, analisou, indicando ainda que o reconhecimento nacional pode trazer novas oportunidades de capacitações e  investimentos.

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OUTRAS FRENTES – Os fiscais que participaram do evento não atuam apenas na área têxtil. Eles também fazem verificações em outras frentes da metrologia legal, como produtos pré-medidos, brinquedos, materiais elétricos, entre outros. A importância desse treinamento é fundamental para aprofundar o conhecimento técnico sobre esse setor específico, que exige formação diferenciada. 

Durante o curso, eles aprenderam a interpretar corretamente as normas técnicas, identificar as irregularidades e etiquetas, coletar amostras e compreender o processo de ensaio laboratorial. “Isso garante que a fiscalização seja uniforme em todo o país e que o consumidor tenha mais segurança e transparência na hora da compra”, finalizou Perazza.

Fonte: Governo PR

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Paraná

A pedido do MPPR, Judiciário determina intervenção imediata em Casa Lar de Ibaiti investigada por maus-tratos contra crianças e adolescentes acolhidos

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A pedido do Ministério Público do Paraná em Ibaiti, no Norte Pioneiro, o Judiciário determinou intervenção em uma Casa Lar – entidade que atua no acolhimento de crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade – investigada pela prática de maus-tratos e outros ilícitos contra os direitos da infância e juventude. A decisão, expedida neste domingo, 24 de maio, pela Vara da Infância e Juventude de Ibaiti, atende pedido feito em ação civil pública proposta pela 1ª Promotoria de Justiça da comarca.

Áudio da Promotora de Justiça Kamila Cristine Vanelli

Na ação civil, cujas investigações foram iniciadas a partir do recebimento de representações de acolhidos e ex-funcionários, a Promotoria de Justiça demonstrou a existência de um “grave e sistemático quadro de violações de direitos humanos” na entidade, com práticas reiteradas de violência física, psicológica e institucional contra crianças e adolescentes acolhidos. Castigos físicos, humilhações públicas, ameaças, privação de afeto, isolamento punitivo em “quarto escuro”, restrição ao uso de brinquedos, alimentação em horários incompatíveis com o desenvolvimento infantil e supressão de sono mediante despertamento compulsório durante a madrugada eram algumas das condutas empregadas pelas equipes da entidade. Também foi apontada a utilização arbitrária e irregular de medicamentos psicotrópicos, com o aumento informal de dosagens sem prescrição ou supervisão médica, supostamente com o objetivo de facilitar o controle comportamental das crianças diante da sobrecarga funcional das cuidadoras.

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Negligência e responsabilidade – Comprovou-se que a presidente e fundadora da Casa Lar e a coordenadora pedagógica da instituição (que são mãe e filha) não apenas tinham pleno conhecimento das ilegalidades cometidas, como monitoravam a clínica por meio de imagens de câmeras de segurança e participavam da imposição dos castigos e métodos disciplinares, repassando orientações aos funcionários da Casa Lar.

Intervenção e outras medidas – Em caráter liminar, o Juízo determinou a interdição provisória da entidade, com a suspensão da execução do programa de acolhimento institucional atualmente em curso, o afastamento imediato das proprietárias do estabelecimento das funções de direção e coordenação – elas também ficam impedidas de manterem qualquer contato com os acolhidos ou funcionários do estabelecimento – e a nomeação, pela Secretaria Municipal de Assistência Social, de um interventor judicial para a gestão emergencial e provisória da unidade. Além disso, a liminar impõe a obrigação de transferência imediata das crianças e adolescentes atualmente acolhidos para outras entidades ou serviços de acolhimento familiar ou institucional.

Processo 0001665-49.2026.8.16.0089

Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4264

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Fonte: Ministério Público PR

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