Brasil
Rede nacional articula forças de segurança para rastrear armas e combater crime organizado
Brasília, 29/4/26 – O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), por meio da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), iniciou, na terça-feira (28), o 1º Encontro Técnico da Rede Nacional de Enfrentamento ao Tráfico de Armas, Munições, Acessórios e Explosivos (Renarme). O evento, que ocorre até dia 29, reúne representantes das Polícias Civis de todo o País, do Ministério da Defesa, do Comando Logístico do Exército, da Receita Federal e da sociedade civil, representada pelo Instituto Sou da Paz, na capital federal.
A Renarme é uma iniciativa estratégica que articula os ministérios da Justiça, da Defesa e da Fazenda, instituída pela Portaria Interministerial nº 63/2026. O objetivo é fortalecer a interoperabilidade entre as instituições, com compartilhamento de dados e integração de ações de inteligência, para enfraquecer as rotas do tráfico de armamentos no Brasil.
Foco em inteligência e rastreabilidade
O encontro foi estruturado para gerar resultados práticos. A agenda prioriza a escuta dos estados para identificar boas práticas, aprimorar a modernização e a integração de sistemas e consolidar fluxos de registro de apreensões.
“Nosso foco é avançar em propostas objetivas, especialmente na integração das informações de apreensões, condição essencial para qualificar a rastreabilidade e fortalecer o enfrentamento ao crime”, afirmou o diretor de Operações Integradas e de Inteligência (Diopi), José de Anchieta Nery.
Próximos passos
Ao final dos dois dias de discussões técnicas, o grupo deve deliberar sobre encaminhamentos práticos que definirão o cronograma de ações da rede para o próximo semestre. A expectativa é que o alinhamento resulte em uma resposta mais ágil e coordenada no monitoramento de armas e munições no território nacional.
Brasil
MPA participa da 3ª Cúpula da Pesca de Pequena Escala em Roma
O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) participou, neste domingo (6), da 3ª Cúpula da Pesca Artesanal (SSF Summit 2026), realizada na sede da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), em Roma, Itália. O encontro reuniu governos, organizações de pescadores e pescadoras, sociedade civil e organismos internacionais para discutir a implementação das Diretrizes Voluntárias para a Sustentabilidade da Pesca em Pequena Escala.
O ministro da Pesca e Aquicultura, Edipo Araujo, participou da mesa de alto nível ao lado do diretor-geral da FAO, Qu Dongyu, e de ministros de outros países. Em sua intervenção, destacou que a sustentabilidade da pesca deve caminhar junto com a conservação dos recursos pesqueiros e a garantia de condições dignas de vida para as comunidades que vivem da atividade.
Edipo apresentou iniciativas brasileiras voltadas à pesca artesanal, incluindo o reconhecimento dos territórios pesqueiros tradicionais, políticas para mulheres e jovens, a integração entre conhecimentos científico e tradicional, a extensão pesqueira e a ampliação do acesso ao crédito. Também ressaltou a importância do pescado para a segurança alimentar e nutricional e o combate à fome.
“Não existe futuro para a pesca sem a conservação dos recursos pesqueiros, assim como não existe pesca sustentável sem garantir condições de vida dignas para as mulheres e os homens que vivem das águas. Incentivar o consumo de pescado é também uma estratégia de segurança alimentar e de combate à fome”, afirmou.
Plano Nacional da Pesca Artesanal
O diretor do Departamento de Territórios Pesqueiros e Ordenamento do MPA, Cristiano Quaresma, apresentou o Plano Nacional da Pesca Artesanal (PNPA) como principal instrumento brasileiro para transformar as Diretrizes-SSF em políticas públicas. Construído com a participação de pescadores e pescadoras de diferentes regiões do país, o Plano estabelece uma estratégia para os próximos dez anos e contempla temas como territórios tradicionais, gestão sustentável dos recursos pesqueiros, trabalho digno, igualdade de gênero, juventudes e mudanças climáticas.
“A nossa experiência demonstra que as Diretrizes tornam-se mais fortes quando transformamos participação em decisão, direitos em políticas públicas e pescadores e pescadoras em protagonistas de seu próprio futuro”, destacou Quaresma.
Reuniões bilaterais
Paralelamente à Cúpula da Pesca de Pequena Escala, a delegação realizou reuniões bilaterais com a Representação Permanente do Brasil e com a Direção de Pesca e Aquicultura da FAO. Entre os temas abordados, destacaram-se a reconstrução da estatística pesqueira marinha brasileira, projetos de cooperação internacional, mecanismos de financiamento e implementação do Acordo sobre Medidas do Estado do Porto (PSMA), voltado ao combate à pesca ilegal, não declarada e não regulamentada.
A participação brasileira reforça a estratégia do MPA de ampliar a cooperação internacional e fortalecer a presença do Brasil nos debates globais sobre pesca, aquicultura, segurança alimentar e sustentabilidade.
ASCOM
Ministério da Pesca e Aquicultura
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