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Projeto Lixo Zero apresenta resultados e fortalece legado sustentável da COP 30 em Belém

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O projeto Lixo Zero, iniciativa que se consolida como um dos principais legados socioambientais da COP30 para Belém (PA), desenvolvido pelo Ministério do Turismo em parceria com a Universidade Federal do Amapá (Unifap), apresentou na última semana os resultados alcançados.

A exibição foi feita para gestores municipais de turismo, autoridades públicas, empreendedores locais de atrativos turísticos, trabalhadores de cooperativas de reciclagem, instituições parceiras e gestores de equipamentos turísticos.

No total, o projeto promoveu a capacitação de 203 empreendedores, mais do que o dobro do previsto (100 empreendedores), e 30 cooperados. A iniciativa também promoveu a elaboração do Guia Lixo Zero, a realização de diagnóstico nos atrativos turísticos e a jornada com quatro cooperativas parceiras, uma a mais do que o previsto inicialmente.

COMO FOI – O evento institucional foi marcado com a apresentação dos resultados, realizado com a presença de gestores municipais de turismo, autoridades públicas e parceiros, incluindo o servidor Bruno Pastre Máximo, da Coordenação-Geral de Turismo Responsável e Sustentável (CGTURES), representante do Ministério do Turismo. Na ocasião, foi ressaltada a importância da parceria com a Universidade Federal do Amapá e do apoio da Prefeitura Municipal de Belém para a implementação da metodologia Lixo Zero nos atrativos turísticos da cidade. Durante treze dias de atividades, estudantes e professores circularam em três atrativos turísticos estratégicos da capital paraense: Ver-o-Peso, Mercado de São Brás e Estação das Docas, sensibilizando e orientando sobre a separação de resíduos e apresentando práticas simples e eficazes para reduzir o impacto ambiental do setor.

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O projeto, além de trabalhar a destinação correta dos resíduos produzidos durante o evento, sensibilizou quem estava na linha de frente do turismo e da economia local, como feirantes, donos de restaurantes, artesãos e cooperativas de reciclagem, com foco na aplicação prática dos princípios do Lixo Zero: repensar, reduzir, reutilizar e reciclar apenas quando necessário.

REAPROVEITAMENTO – O diagnóstico realizado pela equipe revelou que a maior parte dos resíduos gerados nos três atrativos é composta por materiais compostáveis. No Ver-o-Peso, o principal desafio é a mistura de resíduos, o que impede o reaproveitamento de materiais recicláveis. Em contrapartida, o Mercado do Peixe — localizado dentro do próprio Ver-o-Peso — já opera com lógica Lixo Zero, destinando 100% de seus resíduos para a fabricação de ração, sem envio ao aterro. “No mercado de peixe encontramos uma cadeia completa de reaproveitamento. Nada vai para o aterro”, destacou a coordenadora do projeto pela Unifap, professora Géssica Batista.

No Mercado de São Brás, a equipe identificou organização consistente e separação eficiente entre resíduos secos e molhados, reduzindo quase a zero a quantidade de rejeito. A Estação das Docas se destacou pelo avanço estrutural e foi apontada como o atrativo mais próximo de obter certificação Lixo Zero, já que dispõe de infraestrutura consolidada de coleta seletiva.

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Por Marco Guimarães
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

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Hidrovia do São Francisco pode baratear alimentos e reforçar abastecimento no interior do país

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O Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) estuda a reativação da hidrovia do Rio São Francisco como forma de reduzir o custo do transporte de cargas, elevando o impacto no preço dos alimentos. A iniciativa busca melhorar o abastecimento de cidades do interior, com mais regularidade na chegada de produtos essenciais ao dia a dia da população.

Na prática, a expectativa é de aumento da circulação de mercadorias, dinamização das economias locais e geração de empregos em setores como transporte, operação portuária, comércio e serviços.

Atualmente, o trecho navegável tem 1.371 quilômetros, entre Pirapora (MG), Juazeiro (BA) e Petrolina (PE), com potencial para atender 505 municípios e cerca de 11,4 milhões de pessoas. A estimativa é de movimentação de até 5 milhões de toneladas já no primeiro ano de operação.

O ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, destacou que a reativação da hidrovia do São Francisco melhora a eficiência logística e reduz custos de transporte. “Ela também amplia a integração de regiões que dependem do rio como infraestrutura essencial. A volta da hidrovia do Velho Chico significa levar mais desenvolvimento, baratear o transporte de mercadorias e conectar pessoas.”

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Para o secretário nacional de Hidrovias e Navegação, Otto Luiz Burlier, a hidrovia também aumenta o acesso a insumos essenciais. “A hidrovia amplia a regularidade no transporte de cargas e melhora a chegada de alimentos e materiais indispensáveis, especialmente em regiões que dependem desse modal”, afirmou.

Entre as principais cargas previstas estão grãos como soja, milho e algodão, além de fertilizantes, calcário e gesso, insumos diretamente ligados à produção agrícola e ao custo final dos alimentos.

Mais conexão
O projeto de reativar a Hidrovia do São Francisco inclui ainda melhorias na navegabilidade do rio e na infraestrutura ao longo do percurso, além da implantação de Instalações Portuárias Públicas de Pequeno Porte (IP4). A medida deve estender o acesso de municípios ribeirinhos ao transporte hidroviário e fortalecer a integração logística entre regiões do interior.

A gestão da hidrovia será transferida do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) para a Companhia das Docas do Estado da Bahia (Codeba), em articulação com a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), como parte da reorganização da governança do modal hidroviário.

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Assessoria Especial de Comunicação Social
Ministério de Portos e Aeroportos

Fonte: Portos e Aeroportos

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