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Paraná

Receita Estadual participa de ação que aplica R$ 590 mil em multas e detém 11 pessoas

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A Receita Estadual, vinculada à Secretaria Estadual da Fazenda, participou da 20ª Operação Temática para Enfrentamento aos Crimes contra o Fisco e a Saúde Pública (Otefis), realizada em rodovias federais no Sudoeste e na região Centro-Sul do Paraná.

O objetivo foi coibir a circulação e a disseminação de mercadorias e produtos falsificados e irregulares, além de combater crimes de diversas naturezas. Os policiais apreenderam produtos sem notas fiscais, resultando em mais de R$ 590 mil em multas.

A ação aconteceu entre os dias 17 e 28 de abril e foi deflagrada pela Polícia Rodoviária Federal, em conjunto da Polícia Federal, Receita Federal,  Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e Receita Estadual do Paraná. Houve fiscalização nos municípios de Guarapuava (BR-277, Km 319) e Planalto (BR-163, Km 83).

A operação também resultou na detenção de 11 pessoas por crimes de tráfico, contrabando de armas, falsificação ou adulteração de produtos e crimes contra relações de consumo, que envolvem fraudar preços, vender mercadoria com descrição de peso ou composição em desacordo com as prescrições legais.

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Segundo dados da Polícia Rodoviária Federal, mais de 1,4 mil pessoas foram fiscalizadas e houve a apreensão de aproximadamente 20 toneladas de alimentos, 26 mil litros de aguardente, 116 toneladas de alho e cebola contrabandeados, mais de 5,7 mil maços de cigarros, 83 quilos de drogas (maconha e cocaína), três armas de fogo, 12 unidades de anfetaminas e 108 aparelhos eletrônicos.

Houve ainda autuações pelo transporte irregular de produtos perigosos e excesso de peso em veículos de carga.

Fonte: Governo PR

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Ministro André Mendonça faz palestra magna na abertura do Encontro Nacional do Cira 2026

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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça foi o responsável pela palestra magna na abertura do Encontro Nacional CIRA 2026 – Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos, nesta sexta-feira, 14 de agosto, no Ministério Público de São Paulo. Autor do prefácio do livro “Crimes contra a ordem econômica e tributária: desafios atuais e perspectivas”, lançado durante o evento, Mendonça tratou dos critérios para quantificar o dano, o enriquecimento ilícito e o produto de atividades criminosas.

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Em uma exposição de caráter técnico, o ministro discutiu os parâmetros que devem orientar a definição dos valores objeto de pedido de ressarcimento ou perdimento. Citou, entre outros exemplos, a Operação Sanguessuga e situações envolvendo gestores públicos em casos de fraude, para mostrar que a identificação do dano nem sempre pode ser reduzida a uma simples correspondência entre o valor contratado e o prejuízo causado.

A palestra dialoga diretamente com o prefácio assinado pelo ministro André Mendonça, sendo um dos temas centrais da coletânea os desafios jurídicos e práticos para investigar a criminalidade econômica, responsabilizar seus autores e recuperar valores decorrentes de atividades ilícitas.

André Mendonça discutiu os parâmetros que devem orientar a definição dos valores objeto de pedidos de ressarcimento ou perdimento. Ao citar exemplos como a Operação Sanguessuga e casos envolvendo gestores públicos, destacou que a identificação do dano não pode ser reduzida, em todos os casos, à diferença entre o valor contratado e o prejuízo causado.

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O ministro chamou atenção para a necessidade de distinguir produto da atividade ilícita, dano e enriquecimento ilícito. Segundo a abordagem apresentada, essa diferenciação é necessária para definir os valores que podem ser objeto de recuperação de ativos em casos de corrupção e improbidade administrativa.

Mendonça também apresentou referências do direito comparado, citando a legislação dos Estados Unidos, como o Civil Asset Forfeiture Reform Act (CAFRA), de 2000, e o Fraud Enforcement and Recovery Act (FERA), de 2009. Na experiência italiana, abordou o Decreto Legislativo nº 231/2001 e decisões da Corte de Cassação relacionadas à definição do produto obtido com a prática ilícita.

No ordenamento brasileiro, a análise passou pelo Código Penal, pela Lei de Lavagem de Dinheiro, pela Lei de Improbidade Administrativa e pela Convenção de Mérida.

Ao final, o ministro destacou a necessidade de critérios técnicos para a definição dos valores e do apoio das áreas da administração pública responsáveis pela receita. A adoção de uma metodologia mais precisa, segundo Mendonça, pode contribuir para dar maior segurança às investigações, às apurações e às decisões judiciais.

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Livro sobre crimes contra a ordem econômica e tributária é lançado durante Encontro Nacional do Cira 2026

Na sequência da programação, foi lançado o livro “Crimes contra a ordem econômica e tributária: desafios atuais e perspectivas”, coordenado pelo Procurador-Geral de Justiça, Francisco Zanicotti, e pelo promotor de Justiça Diego Gomes Castilho, ambos do Ministério Público do Paraná. Publicada em 2026 pela Editora Tirant Lo Blanch, a obra reúne estudos de especialistas sobre diferentes aspectos do direito penal econômico.

 A publicação tem 340 páginas e reúne artigos sobre investigação e responsabilização por crimes econômicos e tributários. Entre os temas estão a análise probatória em delitos financeiros complexos, fraudes estruturadas, empresas de fachada, recuperação de ativos e sonegação fiscal.

A coletânea também aborda a aplicação da Lei Anticorrupção, a individualização e a dosimetria da pena em crimes tributários e os limites da responsabilização penal de empresários e administradores.

Fonte: Ministério Público PR

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