Paraná
Casa Alfredo Andersen abre exposição de arte abstrata geométrica de Marinice Costa
O Museu Casa Alfredo Andersen inaugura nesta sexta-feira (27), às 16h, a exposição “Entre a Forma e o Tempo, um Conceito Abstrato” da artista Marinice Costa. A mostra estará em cartaz na sala Ana de Oliveira e reúne obras da série “Composição”, evidenciando a trajetória de Marinice Costa na pesquisa da arte abstrata geométrica.
A exposição é resultado de uma parceria do Museu Casa Alfredo Andersen com a Associação Profissional dos Artistas Plásticos do Paraná (Apap/PR), unindo duas instituições fundamentais para o fortalecimento das artes visuais no Estado. Cada trabalho apresentado pela artista é resultado de um processo de construção visual, que se aproxima de um pensamento quase arquitetônico, atravessado por intuição, ritmo e respiração.
De acordo com Marinice Costa, na exposição, a geometria não surge como limite, mas como linguagem. As formas se organizam, se tensionam e se equilibram, criando campos visuais que convidam o olhar a percorrer, pausar e retornar. “Linhas e planos constroem uma narrativa silenciosa, em constante diálogo com o espaço expositivo e com o corpo de quem observa”.
Para ela, a reflexão e a racionalidade são diretrizes fundamentais no trabalho da artista, que investiga a composição como matéria-prima de sua poética. A abstração, em sua obra, não se afasta da experiência sensível; ao contrário, amplia as possibilidades de percepção e leitura.
A exposição no Museu Casa Alfredo Andersen reforça esse percurso, ao estabelecer um diálogo entre a produção contemporânea e um espaço dedicado à memória, à formação artística e à história da arte no Paraná. “É bom lembrar sempre que o Museu nasceu da força da Sociedade de Amigos da Alfredo Andersen, uma sociedade feita por artistas que eram ex-alunos dele. Nada melhor do que coroar essa parceria com a própria Associação Profissional dos Artistas Plásticos do Paraná, a Apap/PR”, explica Luiz Gustavo Vidal, atual diretor do MCAA.
Para Sabine Feres, presidente da Apap/PR, parcerias como esta são essenciais para ampliar o acesso à arte, valorizar a produção contemporânea e fortalecer o circuito cultural. “A Associação acredita na união de esforços como caminho para a formação de público, a valorização dos artistas e o desenvolvimento de políticas culturais sólidas”, explica.
ARTISTA – Marinice Costa, associada da Apap/PR, curitibana, é engenheira civil e bacharel em Pintura e Escultura pela Escola de Música e Belas Artes do Paraná (Embap), onde também se especializou em Museologia e Teoria da Cor. Participa da Nano Art (SP) e é integrante do Grupo Arte 725. Possui em seu currículo diversas exposições individuais e coletivas, com participação em salões de arte e mostras nacionais e internacionais.
Serviço
“Entre a Forma e o Tempo, um Conceito Abstrato”
Abertura: 27 de fevereiro, às 16h
Em cartaz: de 27 de fevereiro a 29 de março de 2026
Entrada gratuita
Horário de visitação: terça a domingo, das 10h às 17h
Local: Museu Casa Alfredo Andersen – Sala Ana de Oliveira
Endereço: Rua Mateus Leme, 336 – São Francisco – Curitiba
Fonte: Governo PR
Paraná
MPPR lança segunda fase de operação contra loteamentos irregulares em Ibiporã, com o cumprimento de mandados de prisão e de busca e apreensão em Londrina
O Ministério Público do Paraná deflagrou nesta terça-feira, 2 de junho, a segunda fase da Operação Miragem, que investiga a suposta exploração de loteamentos clandestinos e intimidações a agentes públicos responsáveis pela fiscalização e investigação desses loteamentos. O Núcleo Regional de Londrina, do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), em atuação conjunta com a 1ª Promotoria de Justiça de Ibiporã, cumpriu mandados de prisão preventiva, de busca e apreensão e de busca pessoal em investigação sobre uma associação criminosa voltada à exploração de loteamentos clandestinos, lavagem de capitais, falsidade ideológica e fraude processual. Além disso, o grupo criminoso estaria fazendo ameaças e atos de intimidação direcionados a autoridades públicas e agentes de fiscalização.
Acesse áudio do Promotor de Justiça Jorge Fernando Barreto da Costa
As apurações apontam que o principal investigado liderava a implantação e a comercialização do loteamento clandestino Recanto Água Bonita, em área rural de Ibiporã. O empreendimento ilegal abrangia uma área total de 68.100 m², subdividida ilegalmente em 62 lotes de aproximadamente 1.000 m² cada, comercializados sem qualquer licença ambiental ou alvará urbanístico.
Outro investigado liderava a implantação e a comercialização do loteamento clandestino Recanto dos Sonhos, também na área rural de Ibiporã. O empreendimento ilegal abrangia uma área de 36.300 m², subdividida ilegalmente em 23 lotes também comercializados irregularmente, sem licença ambiental ou alvará urbanístico.
Fraude processual – Em relação ao loteamento Recanto Água Bonita, decisão judicial cível havia determinado a imediata paralisação das atividades e a apresentação em juízo de todos os contratos envolvendo os adquirentes. Entretanto, os líderes do esquema orquestraram uma fraude processual para ocultar e destruir provas, transferindo clandestinamente os contratos físicos para caixas guardadas em um sítio na zona rural e fazendo a exclusão dos arquivos digitais armazenados em nuvem. Para induzir o juízo a erro, protocolaram uma manifestação falsa afirmando que os documentos haviam sido integralmente perdidos em razão de uma suposta “corrosão e falha material do disco rígido” do computador da empresa.
Lavagem de dinheiro – Mesmo proibidos expressamente por ordem judicial cível de receber qualquer valor decorrente da venda dos lotes, os investigados continuaram cobrando e recebendo as parcelas das vítimas. Para contornar os bloqueios judiciais das contas da empresa original, os requeridos constituíram uma empresa de fachada em nome da irmã do líder do grupo, que atuava como “laranja”. Os compradores eram induzidos em erro por meio de comunicados que alegavam uma falsa “instabilidade bancária” na conta principal e instruíam o direcionamento dos pagamentos via Pix para o CNPJ da empresa de fachada ou para a conta do escritório de advocacia da investigada. O rastreamento financeiro demonstrou que os valores eram rapidamente integrados ao patrimônio pessoal da própria advogada do grupo por meio de transferências eletrônicas sucessivas.
Ameaças e intimidação – As investigações revelaram que alguns dos integrantes do grupo adotaram posturas reiteradamente intimidatórias contra autoridades locais. Apurou-se que o líder da associação criminosa proferiu uma promessa direta de violência e morte contra o Promotor de Justiça do caso, afirmando textualmente em arquivos de áudio que iria “sumir com ele, literalmente”. Os investigados também passaram a monitorar a vida privada da autoridade, rastreando perfis em redes sociais de familiares, planejando eventual aproximação. Além disso, em conversas com outro loteador irregular da região, os alvos planejaram atos coordenados de violência, chegando inclusive a cogitar o sequestro e a morte de fiscais municipais de Ibiporã e um atentado contra o Fórum local (disparos de arma de fogo contra o transformador de energia do edifício, possivelmente com a finalidade de sabotar a realização de uma audiência pública sobre os loteamentos ilegais).
Bloqueio de valores – As medidas judiciais foram deferidas pelo Juízo das Garantias e pelo Juízo Criminal de Ibiporã. Além das prisões preventivas, o Judiciário determinou o levantamento da inviolabilidade profissional e dos instrumentos de trabalho da advogada investigada. Foi ainda determinado o bloqueio de quaisquer valores depositados em contas bancárias relacionadas ao empreendimento irregular Recanto Água Bonita, bem como de investimentos e aplicações dos investigados e de suas empresas, além do sequestro de bens móveis e imóveis até o montante atualizado de R$ 3,5 milhões – o valor é o produto direto auferido com o esquema criminoso e visa assegurar o ressarcimento dos danos causados às 62 famílias lesadas, bem como a satisfação de multas e custas processuais.
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Coletiva de imprensa
Às 9h30, na sede do Gaeco de Londrina (Rua Capitão Pedro Rufino, 605 – Jardim Europa), os responsáveis pela operação estarão disponíveis para atendimento à imprensa.
Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4249
Fonte: Ministério Público PR
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