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Agro

Pulgão-do-algodoeiro preocupa produtores e pode reduzir até 40% da produtividade do algodão

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O pulgão-do-algodoeiro (Aphis gossypii) tem se consolidado como uma das principais pragas do cultivo de algodão no Brasil, exigindo monitoramento constante e ações de controle antecipadas por parte dos produtores.

Com alta capacidade de reprodução, o inseto pode gerar até 15 gerações em uma única safra, o que aumenta significativamente o risco de infestações severas.

Segundo o agrônomo Luiz Henrique Marcandalli, head de marketing da Rainbow Agro, o pulgão é capaz de deformar as folhas das plantas, reduzir o crescimento vegetativo e dificultar a fotossíntese, comprometendo o pleno desenvolvimento da lavoura.

Características e danos provocados pelo inseto

Os pulgões são pequenos insetos sugadores, com coloração que varia entre amarelo e verde, e se alimentam da seiva das plantas.

Durante o processo, liberam uma substância açucarada sobre as folhas, que atrai formigas e favorece o surgimento da fumagina, causada pelo fungo Capnodium spp..

Esse conjunto de fatores enfraquece a planta, reduz a eficiência da fotossíntese e cria um ambiente propício à disseminação de doenças.

Transmissão de doenças e perdas na produção

Além dos danos diretos, o pulgão é vetor de microrganismos que causam doenças graves, como o mosaico das nervuras e o vermelhão, que afetam a produtividade e a qualidade das fibras.

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Em casos severos, o ataque do inseto pode reduzir até 40% da produção, resultando em grandes prejuízos econômicos para o produtor.

O clima quente e seco, caracterizado por altas temperaturas e baixa umidade, é o mais favorável para a proliferação do pulgão.

Impactos na qualidade da fibra e no valor de mercado

De acordo com Marcandalli, o pulgão também reduz a qualidade comercial do algodão.

“O líquido meloso liberado pelo inseto, conhecido como honeydew, torna as fibras mais pegajosas, gerando o que chamamos de sticky cotton”, explica.

Esse tipo de contaminação diminui o valor de mercado do produto e pode impactar diretamente a rentabilidade da safra.

Controle da praga e custos de manejo

O controle do pulgão exige investimentos significativos em defensivos agrícolas.

Segundo o agrônomo, o inseto e outros sugadores são responsáveis por cerca de 40% das pulverizações com inseticidas nas lavouras de algodão.

No Cerrado brasileiro, os custos de manejo podem chegar a US$ 3 mil por hectare, reforçando a importância de estratégias integradas de controle e de ações preventivas no início do ciclo da cultura.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Agro

Mercado de arroz segue travado em abril, com preços firmes e baixa liquidez no Brasil

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A primeira quinzena de abril consolidou um cenário de baixa liquidez no mercado de arroz, marcado pelo desalinhamento entre a oferta potencial e a disponibilidade efetiva do produto. Segundo o analista e consultor da Safras & Mercado, Evandro Oliveira, a formação de preços segue descolada do fluxo de negociações.

De acordo com ele, o comportamento do produtor tem sido determinante nesse contexto. A retenção estratégica dos estoques, motivada por margens abaixo do custo de produção, limita a oferta no mercado e reduz o volume de negócios.

Intervalo de preços indica estabilidade artificial no mercado

Durante o período, as cotações oscilaram dentro de uma faixa entre R$ 61 e R$ 68 por saca de 50 quilos, configurando um piso no curto prazo. No entanto, essa estabilidade não reflete um mercado ativo.

Segundo o analista, trata-se de uma estabilidade artificial, com preços ofertados, mas sem efetivação de negociações, em um ambiente de baixa profundidade no mercado spot.

Indústria compra apenas para reposição imediata

Do lado da demanda, a indústria manteve uma postura cautelosa, realizando aquisições pontuais e voltadas exclusivamente à reposição de curto prazo. Esse comportamento reforça o cenário de poucos negócios e contribui para a manutenção do mercado travado.

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Exportações perdem competitividade com queda do dólar

No mercado externo, a competitividade do arroz brasileiro apresentou deterioração significativa ao longo da quinzena. O principal fator foi a valorização do real frente ao dólar, com a moeda norte-americana operando abaixo de R$ 5,00.

Esse movimento reduziu as margens de exportação (FOB), tornando inviável a participação do Brasil em mercados internacionais. Como consequência, o país atingiu paridade com os Estados Unidos, eliminando o diferencial competitivo necessário para exportações nas Américas.

Queda na demanda externa reduz ritmo de embarques

Após um início de ano com volumes expressivos, superiores a 600 mil toneladas no trimestre, o mercado registrou desaceleração nas exportações. A redução da atratividade do produto brasileiro resultou em retração da demanda internacional.

Com isso, as exportações deixaram de cumprir o papel de escoamento da produção, ampliando a pressão sobre o mercado interno.

Entrada da nova safra amplia oferta e pressiona dinâmica do mercado

O período também foi marcado pela transição entre o fim da entressafra e a chegada da nova safra, com avanço da colheita e consolidação de uma produção volumosa, com boa produtividade.

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Esse aumento na oferta potencial, somado à retração das exportações e à baixa liquidez interna, reforça o cenário de desequilíbrio entre produção e comercialização.

Cotação do arroz registra leve alta na semana, mas segue abaixo de 2025

No Rio Grande do Sul, principal estado produtor, a média da saca de 50 quilos (58% a 62% de grãos inteiros, pagamento à vista) foi cotada a R$ 63,14 na quinta-feira (16), registrando alta de 0,77% em relação à semana anterior.

Na comparação mensal, o avanço foi de 7,12%. No entanto, em relação ao mesmo período de 2025, o preço ainda acumula queda de 18,14%, evidenciando o cenário desafiador para o setor orizícola.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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