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Mercado de Carne Suína Segue Frágil e Sem Sinais de Recuperação nas Cotações

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O mercado brasileiro de carne suína segue pressionado por um cenário de preços em queda e baixa demanda interna. Segundo análise da Safras & Mercado, o setor ainda não apresenta sinais consistentes de recuperação, com os frigoríficos mantendo uma postura conservadora diante da fragilidade nas cotações tanto do animal vivo quanto dos principais cortes no atacado.

Demanda Interna Fraca e Temperaturas Elevadas Afetam o Consumo

De acordo com o analista Allan Maia, da Safras & Mercado, mesmo com o aumento temporário da renda devido à entrada da massa salarial, o movimento de consumo não tem sido suficiente para impulsionar os preços.

“No varejo, as quedas observadas foram pontuais e não sustentaram uma melhora no escoamento dos cortes suínos”, avalia o especialista.

Além disso, as temperaturas elevadas típicas do verão e a concorrência com a carne de frango, que também registra preços mais baixos, contribuem para a fraqueza no consumo interno.

Maia ressalta que, diante desse quadro, as exportações continuam sendo o principal fator de equilíbrio para o mercado, ajudando a ajustar a oferta e sustentar os preços no mercado doméstico.

Cotações do Suíno Vivo Caem em Diversas Regiões do País

Levantamento semanal da Safras & Mercado mostra recuos generalizados nas cotações do suíno vivo em diversas praças produtoras. A média nacional caiu de R$ 6,73 para R$ 6,67 por quilo, refletindo a pressão sobre a rentabilidade do setor.

  • São Paulo: arroba suína mantida em R$ 131,00;
  • Rio Grande do Sul: quilo vivo estável em R$ 6,55 nas integrações e queda de R$ 7,05 para R$ 7,00 no interior;
  • Santa Catarina: preço na integração em R$ 6,55, com recuo de R$ 6,95 para R$ 6,80 no interior;
  • Paraná: queda de R$ 7,00 para R$ 6,85 no mercado livre; integração segue em R$ 6,60;
  • Mato Grosso do Sul: cotação estável em R$ 6,60 em Campo Grande e R$ 6,30 nas integrações;
  • Goiás: queda de R$ 6,70 para R$ 6,60;
  • Minas Gerais: estabilidade em R$ 6,60, com o mercado independente em R$ 6,80;
  • Mato Grosso: leve alta em Rondonópolis, de R$ 6,65 para R$ 6,70, e estabilidade em R$ 6,20 nas integrações.
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No atacado, a média do pernil ficou em R$ 11,96 por quilo, enquanto a carcaça suína teve preço médio de R$ 10,33.

Exportações Mantêm Fôlego e Sustentam o Setor

Apesar do cenário interno desafiador, as exportações de carne suína “in natura” seguem em ritmo positivo. Segundo dados da Secex, nos primeiros cinco dias úteis de fevereiro de 2026, o Brasil embarcou 27,9 mil toneladas, com média diária de 5,6 mil toneladas.

O volume exportado rendeu US$ 68,99 milhões, com média diária de US$ 13,79 milhões, e preço médio de US$ 2.467 por tonelada.

Em comparação com o mesmo período de fevereiro de 2025, houve aumento de 8,9% no valor médio diário e alta de 10,6% na quantidade exportada, embora o preço médio tenha recuado 1,6%.

Setor Espera Reação Gradual com Apoio das Exportações

Analistas destacam que a recuperação dos preços internos dependerá do equilíbrio entre oferta e demanda, além do comportamento das exportações ao longo do primeiro trimestre. O bom desempenho das vendas externas, especialmente para mercados asiáticos, pode ajudar a conter a pressão sobre os preços no mercado doméstico.

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No entanto, o consumo interno ainda é limitado, e os custos de produção seguem altos, o que mantém o cenário de cautela entre produtores e frigoríficos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Paraná amplia área de milho e pode registrar safra histórica na segunda safra de 2026

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O Paraná registra forte expansão na área destinada ao milho na primeira safra de 2025/26, com crescimento de 31% em relação ao ciclo anterior. O avanço consolida o cereal como uma das principais culturas do Estado e reforça a expectativa de uma segunda safra recorde, com potencial de ultrapassar 21 milhões de toneladas somando os dois ciclos.

Os dados são do relatório mensal de safra do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), e refletem mudanças importantes no comportamento do produtor diante do cenário de mercado.

Milho ganha espaço com preços mais estáveis e menor atratividade da soja

Na primeira safra, o milho ocupou 364,9 mil hectares no Paraná, contra 278,3 mil hectares registrados no ciclo anterior. O crescimento foi atribuído principalmente à maior estabilidade dos preços do cereal em comparação à soja, que enfrentou menor atratividade comercial no período.

Segundo técnicos do Deral, o cenário de preços levou muitos produtores a migrarem para o milho, que apresenta maior previsibilidade de produtividade e retorno em relação à oleaginosa em determinados momentos do mercado.

A produção da primeira safra superou 4 milhões de toneladas, reforçando o peso da cultura no planejamento agrícola estadual.

Segunda safra de milho deve ser a maior da história no Paraná

A segunda safra de milho também registra avanço expressivo, com 2,9 milhões de hectares cultivados, alta de 7% em relação ao ciclo anterior e maior área já registrada no estado.

A expansão ocorreu, principalmente, sobre áreas tradicionalmente ocupadas pelo trigo, refletindo o fortalecimento do cereal no sistema produtivo paranaense.

A projeção do Deral indica que, em condições climáticas normais, a produção da segunda safra pode superar 17,5 milhões de toneladas. Somadas as duas safras, o Paraná pode ultrapassar a marca de 21 milhões de toneladas de milho em 2026.

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Clima e geadas ainda são fatores de atenção

Apesar do cenário positivo, o desempenho da segunda safra depende das condições climáticas nos próximos meses. Geadas recentes causaram impactos pontuais em regiões do Sul do estado, sem comprometimento relevante para a cultura do milho, segundo técnicos.

A preocupação agora se concentra na possibilidade de novos eventos climáticos nas próximas semanas, que podem interferir no potencial produtivo das lavouras em fase de definição.

Trigo mantém bom desenvolvimento no campo paranaense

A cultura do trigo apresenta bom desempenho no Paraná, com mais de 61% da área já semeada. A estimativa total para a safra 2026 é de 722 mil hectares, com produção projetada em 2,4 milhões de toneladas.

De acordo com técnicos do Deral, as condições climáticas do inverno tendem a ser influenciadas por um possível El Niño mais intenso no segundo semestre, o que pode resultar em temperaturas mais amenas e maior volume de chuvas, favorecendo tanto o trigo quanto o planejamento da próxima safra de verão.

Batata registra queda e clima impacta colheita da segunda safra

A primeira safra de batata foi concluída com redução de área e produção em comparação ao ciclo anterior. Já a segunda safra enfrenta dificuldades devido ao excesso de chuvas, que prejudicou o ritmo de colheita.

A produção estimada recuou cerca de 2%, enquanto a produtividade apresentou queda de 6%, segundo o Deral.

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Cebola tem retração de área, mas produtividade avança com tecnologia

A área cultivada com cebola segue em queda no Paraná, refletindo o cenário nacional de excesso de produção nos últimos anos e pressão sobre os preços ao produtor.

Para a safra 2026/27, já foram plantados 212 hectares, o equivalente a 9% da área prevista de 2,4 mil hectares. A produção estimada é de 93,3 mil toneladas, com início de colheita previsto para outubro, dependendo das condições climáticas.

Apesar da retração na área, a cultura apresenta forte avanço tecnológico. O uso de híbridos, semeadura direta e irrigação elevou a produtividade de 26.092 kg/ha em 2018 para 39.075 kg/ha na safra atual.

O Paraná respondeu por 5,6% da produção nacional de cebolas em 2024, ocupando a sétima posição entre os estados produtores, com destaque para as regiões de Guarapuava, Irati e Curitiba.

Leite e avicultura mostram desempenho positivo no boletim do Deral

O boletim semanal do Deral aponta valorização na cadeia do leite no Paraná, impulsionada pela redução na captação industrial. O preço do leite cru pago ao produtor registrou alta de 13% em relação à média de abril, refletindo maior equilíbrio entre oferta e demanda.

Na avicultura, o Paraná mantém liderança absoluta nas exportações brasileiras. No primeiro quadrimestre, o estado embarcou 791,1 mil toneladas de carne de frango, com faturamento de US$ 1,43 bilhão.

O desempenho representa crescimento no volume exportado e aumento da receita, sustentado principalmente pela forte demanda de mercados como China e Japão, que seguem como principais destinos da proteína paranaense.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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