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Programa Antes que Aconteça fortalece resposta integrada do Estado no enfrentamento à violência contra mulheres

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Brasília, 26/01/2026 – O Programa Antes que Aconteça consolida uma agenda de Estado voltada ao enfrentamento da violência contra mulheres e meninas no Brasil, por meio de atuação integrada nas áreas de prevenção, proteção e responsabilização. A iniciativa reúne o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), a Bancada Feminina do Congresso Nacional, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), com o objetivo de estruturar uma resposta nacional coordenada antes que a violência escale, se repita ou resulte em feminicídio.

Partindo do diagnóstico de que o enfrentamento à violência de gênero perde eficácia quando as instituições atuam de forma isolada, o programa investe na qualificação do atendimento nos sistemas de justiça e de segurança pública, no fortalecimento da presença territorial e na produção de dados e evidências para orientar políticas públicas. A proposta integra diferentes atores, unifica informações e promove avaliação contínua, o que permite ajustes estratégicos e amplia a efetividade das ações.

Atendimento humanizado e ampliação do acesso à Justiça

Entre as principais ações do programa estão as Salas Lilás, espaços especializados instalados em órgãos dos sistemas de justiça e de segurança pública para garantir acolhimento humanizado, escuta qualificada e encaminhamento adequado de mulheres e meninas em situação de violência. Instituídas pela Portaria MJSP nº 911, de 25 de março de 2025, as Salas Lilás estabelecem diretrizes para um atendimento integrado e sensível às questões de gênero, com foco na redução da revitimização institucional e na ampliação do acesso à Justiça, especialmente em territórios onde não há Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (Deams).

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O programa também prevê a aquisição de carretas e vans de atendimento itinerante, com o objetivo de levar serviços de acesso à Justiça e à cidadania a áreas com baixa cobertura, como regiões rurais, periferias urbanas e localidades distantes dos grandes centros.

Pesquisas científicas e tecnologia aplicada

O Programa Antes que Aconteça é sustentado por uma pesquisa estruturada em cinco eixos, voltados à produção de evidências sobre a persistência da violência contra a mulher no Brasil, mesmo após avanços legais como a Lei Maria da Penha e a Lei do Feminicídio:
• análise do acesso à Justiça por mulheres vítimas de violência doméstica, com identificação de barreiras institucionais, territoriais e simbólicas que dificultam a proteção estatal;
• avaliação de grupos reflexivos com homens autores de violência, considerando seu papel na responsabilização, na mudança de comportamento e na redução da reincidência;
• estudo do uso da monitoração eletrônica em casos de violência de gênero, com mapeamento de boas práticas, falhas operacionais e proposição de protocolos mais eficazes de proteção às vítimas;
• exame da relação entre comunicação e violência de gênero, com medição do impacto de campanhas públicas, narrativas institucionais e estratégias de conscientização;
• análise do empreendedorismo feminino como fator estratégico de autonomia econômica, com potencial para reduzir a vulnerabilidade e favorecer a ruptura de ciclos de violência.

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Na Paraíba (PB), está em implementação um projeto-piloto do programa, com investimento de R$ 17 milhões, voltado à estruturação de um novo padrão de proteção às mulheres. A iniciativa envolve ações nas áreas de educação, cultura, empreendedorismo e uso de tecnologias, incluindo soluções de monitoração eletrônica do agressor e da vítima, como dispositivos vestíveis, além da adequação e equipagem de casas de acolhimento nas cinco microrregiões do estado. Caso os resultados sejam positivos, o modelo poderá ser replicado em outras Unidades da Federação.

Grupos reflexivos para homens autores de violência

No eixo da responsabilização, o programa implementa grupos reflexivos para homens autores de violência, em consonância com as diretrizes da Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/2006). Em 2025, a iniciativa foi desenvolvida como projeto-piloto no Pará (PA), em parceria com a Defensoria Pública do Estado.

Ao longo do período, foram realizados 176 grupos reflexivos, com média de 15 participantes por grupo, totalizando aproximadamente 2.640 homens envolvidos em processos de reflexão, responsabilização e revisão de comportamentos. A proposta vai além do cumprimento de uma exigência formal, ao criar espaços qualificados para a problematização de crenças relacionadas à masculinidade, ao poder e ao controle, bem como para a compreensão do impacto da violência praticada, com potencial para reduzir a reincidência.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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Ministério da Saúde qualifica assistência para prevenir progressão da doença renal

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O Ministério da Saúde ampliou e qualificou o cuidado especializado às pessoas com doença renal crônica no SUS. A medida busca garantir assistência no tempo adequado para evitar a progressão da doença e reduzir os casos graves. Para isso, a pasta criou, no âmbito do programa Agora Tem Especialistas, uma nova organização do cuidado que reúne consultas, exames e procedimentos em conjuntos integrados, com valores de 263% a 360% superiores aos pagos anteriormente. Na preparação para a hemodiálise, por exemplo, o valor passa de R$ 940,22 para R$ 3.000,63.

Essa nova organização funciona por meio das Ofertas de Cuidados Integrados (OCIs), que reúnem em um mesmo pacote os cuidados necessários ao paciente, de acordo com o estágio da doença e suas necessidades. As ofertas incluem consultas especializadas, exames laboratoriais e de imagem, acompanhamento multiprofissional e outros procedimentos. A iniciativa busca reduzir o tempo entre as diferentes etapas da assistência, garantir acompanhamento contínuo e preparar, no momento adequado, os pacientes que precisam iniciar a terapia renal substitutiva.

A portaria que estabelece os novos cuidados e valores das OCIs de Nefrologia no SUS foi assinada nesta quinta-feira (17) pelo secretário de Atenção Especializada à Saúde, Mozart Sales, durante o XXXIII Congresso Brasileiro de Nefrologia, em Belo Horizonte (MG). Na ocasião, também foi assinada a portaria que atualiza o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) da Anemia na Doença Renal Crônica, com a incorporação de novas opções terapêuticas.

“Não estamos falando apenas de colocar mais recursos. Estamos mudando a forma de organizar e financiar o cuidado. O paciente com doença renal não precisa apenas de uma consulta com o nefrologista. Ele precisa de avaliação, exames, acompanhamento e definição da conduta. Quando essas etapas estão desconectadas, o paciente precisa peregrinar pela rede e a assistência perde resolutividade. A lógica das OCIs é justamente enfrentar essa fragmentação, organizando os procedimentos necessários dentro de um percurso assistencial mais integrado”, destacou Mozart Sales.

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Anemia na doença renal crônica

O Ministério da Saúde também atualizou o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) da Anemia na Doença Renal Crônica. O documento incorpora ao SUS novas opções terapêuticas, como a carboximaltose férrica e a derisomaltose férrica, e estabelece os critérios para utilização dos tratamentos.

Para 2026, a estimativa é de impacto de aproximadamente R$ 3,5 milhões com as novas alternativas terapêuticas. Para 2027, a previsão é de cerca de R$ 13,5 milhões.

Transplante renal

O transplante renal também integra a linha de cuidado das pessoas com doença renal crônica. Com as OCIs, o acompanhamento especializado pode favorecer a identificação e o encaminhamento, no momento adequado, de pacientes com indicação para avaliação por uma equipe transplantadora, inclusive antes do início da diálise.

As regras do Sistema Nacional de Transplantes preveem que pessoas com doença renal crônica em estágio avançado, mesmo que ainda não façam diálise, sejam orientadas sobre a possibilidade de transplante renal e tenham acesso à avaliação especializada. Dessa forma, o cuidado antes da diálise também contribui para preparar e encaminhar os pacientes que possam ter indicação para transplante.

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Estrutura para o cuidado

A criação das OCIs se soma a outras ações voltadas à assistência às pessoas com doença renal crônica no SUS. Entre janeiro de 2025 e agosto de 2026, foram realizadas 62 habilitações de serviços, sendo 25 para hemodiálise, quatro para diálise peritoneal e 33 para o acompanhamento de pacientes antes da necessidade de diálise.

O cuidado nessa fase permite acompanhar a evolução da doença, planejar o tratamento e preparar o paciente com antecedência caso seja necessário iniciar a terapia renal substitutiva.

O transporte dos pacientes que já precisam de hemodiálise também está entre as ações. Por meio do Agora Tem Especialistas, foram destinados 963 veículos para apoiar o deslocamento de pessoas que precisam percorrer mais de 50 quilômetros até os serviços onde realizam o tratamento. O transporte sanitário eletivo é oferecido sem custos para o usuário e busca facilitar o acesso de quem precisa se deslocar regularmente para realizar a hemodiálise.

Congresso Brasileiro de Nefrologia

O XXXIII Congresso Brasileiro de Nefrologia ocorre de 16 a 19 de setembro, no Minascentro, em Belo Horizonte. O encontro reúne profissionais e pesquisadores para discutir temas relacionados à nefrologia clínica e às terapias renais, além de estratégias de cuidado para pessoas com doenças renais crônicas e agudas. A programação inclui debates e sessões científicas voltados à atualização e à troca de conhecimentos entre profissionais de diferentes áreas e regiões do país.

Alessandra Galvão
Bruna Queiroz
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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