Agro
Produção menor deve reduzir estoques finais de algodão em Mato Grosso em 14%
A oferta total de algodão em Mato Grosso foi revisada novamente para baixo na estimativa do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) referente à safra 2025/26. Segundo o boletim divulgado em dezembro, a nova projeção indica uma oferta total de 3,47 milhões de toneladas, o que representa uma queda de 1,23% em relação à estimativa anterior.
O principal fator para a redução foi a revisão na produção estadual, agora prevista em 2,58 milhões de toneladas, volume 1,74% menor na comparação mensal. Apesar da retração na oferta, a demanda doméstica permaneceu estável, com projeção de 2,71 milhões de toneladas, o que mantém o equilíbrio no consumo interno.
“O recuo na produção foi o principal fator para a revisão da oferta. Com isso, mesmo com a estabilidade na demanda, os estoques finais tiveram um recuo considerável”, destaca o boletim do Imea.
Exportações retomam ritmo e reforçam queda nos estoques
No cenário externo, o mês de novembro trouxe sinais de recuperação nas exportações de algodão. Mesmo com uma semana a menos de embarques, o volume exportado superou o registrado no mesmo período de 2024, indicando retomada no ritmo das vendas internacionais.
Essa melhora nas exportações, somada à menor disponibilidade interna, deve resultar em estoques finais mais baixos, estimados agora em 764,84 mil toneladas — uma redução de 14,45% em relação ao encerramento da safra anterior.
Mercado deve enfrentar pressão com estoques mais apertados
Com a produção menor e estoques mais limitados, o mercado de algodão tende a enfrentar maior pressão nos próximos meses, especialmente se o ritmo de exportações continuar elevado.
Produtores e agentes do setor acompanham com atenção as condições climáticas e o desenvolvimento das lavouras, fatores que ainda podem influenciar os resultados até o fim da colheita.
As novas atualizações do Imea, previstas para o início de 2026, deverão oferecer um panorama mais claro sobre o comportamento da oferta e da demanda no estado, que responde por mais de 70% da produção nacional de algodão em pluma.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
Exportações de carne bovina do Brasil crescem 32,8% na receita diária em junho de 2026 com alta de preços e embarques
As exportações brasileiras de carne bovina — fresca, refrigerada ou congelada — registraram forte crescimento na receita média diária até a terceira semana de junho de 2026. Na comparação com o mesmo período de 2025, o avanço foi de 32,8%, refletindo a combinação entre aumento de embarques e valorização do produto no mercado internacional.
Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), o faturamento médio diário passou de US$ 65,665 milhões em junho de 2025 para US$ 87,208 milhões em junho de 2026, indicando um desempenho mais robusto da cadeia exportadora brasileira de proteína animal.
Receita acumulada acompanha ritmo positivo das vendas externas
No acumulado até a terceira semana de junho, as exportações brasileiras de carne bovina somaram US$ 1,220 bilhão. No mesmo mês de 2025, o faturamento total foi de US$ 1,313 bilhão, conforme metodologia da Secex que prioriza a média diária para comparação de desempenho entre períodos.
O resultado reforça a tendência de crescimento do setor, mesmo em um cenário global marcado por oscilações de demanda e ajustes de preços internacionais.
Embarques de carne bovina avançam 10,9% na média diária
O volume exportado também apresentou expansão no período analisado. A média diária de embarques de carne bovina alcançou 13,362 mil toneladas em junho de 2026, contra 12,052 mil toneladas por dia no mesmo mês do ano anterior, representando alta de 10,9%.
No total, os embarques chegaram a 187,080 mil toneladas até a terceira semana de junho deste ano, frente às 241,046 mil toneladas registradas em junho de 2025, considerando o fechamento completo do mês anterior como base comparativa da Secex.
O desempenho indica manutenção de ritmo consistente nas vendas externas, mesmo diante de ajustes na dinâmica global de consumo.
Preço médio da tonelada impulsiona resultado das exportações
A valorização da carne bovina brasileira no mercado internacional foi um dos principais fatores para o crescimento da receita.
O preço médio da tonelada exportada atingiu US$ 6.526,2 em junho de 2026, ante US$ 5.448,4 no mesmo período de 2025. O avanço de 19,8% reforça o ganho de competitividade e o posicionamento do Brasil como fornecedor relevante no comércio global de proteína animal.
A alta nos preços contribuiu diretamente para elevar o valor gerado por tonelada embarcada, ampliando a rentabilidade das exportações.
Receita diária tem maior crescimento entre os indicadores
Entre os principais dados avaliados pela Secex, a receita média diária foi o indicador com maior variação positiva no período, crescendo 32,8% na comparação anual.
O desempenho supera tanto o avanço do volume exportado (+10,9%) quanto a valorização média da tonelada (+19,8%), evidenciando o impacto combinado de preços mais altos e maior fluxo de embarques.
Setor mantém tendência de expansão nas exportações
Os dados da Secex indicam um cenário de crescimento consistente para a carne bovina brasileira no mercado externo em junho de 2026. A combinação entre maior demanda internacional, valorização do produto e aumento no volume exportado sustenta o desempenho positivo da receita do setor.
Com isso, o Brasil reforça sua posição como um dos principais players globais na exportação de proteína bovina, com ganhos relevantes tanto em volume quanto em valor comercializado.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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