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Agro

Preços mais altos impulsionam vendas de milho das safras 2024/25 e 2025/26 em Mato Grosso

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O Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea) informou que a comercialização do milho da safra 2024/25 registrou avanço de 7,21 pontos percentuais em agosto, alcançando 68,32% da produção total.

De acordo com o instituto, o movimento foi favorecido pela valorização dos preços, sustentados por uma demanda firme tanto no mercado interno quanto no externo. Apesar disso, o ritmo das negociações segue 1,74 ponto percentual abaixo do registrado no mesmo período da safra anterior.

Em agosto, o preço médio do milho da safra 2024/25 foi de R$ 44,09 por saca, alta de 0,71% em comparação com julho.

Vendas antecipadas da safra 2025/26 também aceleram

A comercialização da safra 2025/26 também apresentou evolução. Em agosto, o avanço foi de 3,42 pontos percentuais, com 15,51% da produção já negociada. Esse índice está 5,69 pontos acima do observado no mesmo período do ciclo 2024/25.

O preço médio do milho futuro foi de R$ 45,45 por saca, alta de 2,54% frente ao mês anterior, fator que, segundo o Imea, estimulou o aumento das vendas antecipadas.

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Demanda aquecida sustenta valorização

O relatório aponta que a valorização recente do milho em Mato Grosso tem sido sustentada pela combinação de maior procura interna e firmeza no mercado internacional. Esse cenário tem garantido liquidez e incentivado os produtores a avançarem com as negociações de ambas as safras.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Consórcio rural cresce no agronegócio em 2026 e se consolida como alternativa ao crédito caro

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O consórcio rural vem se consolidando como uma das principais alternativas de financiamento no agronegócio brasileiro em um cenário de juros elevados e crédito mais restritivo. A modalidade tem sido cada vez mais utilizada por produtores que buscam modernização, expansão da produção e renovação de frota sem recorrer ao crédito bancário tradicional.

De acordo com dados da Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (ABAC), o sistema registrou crescimento de 12,2% nas vendas de cotas no primeiro trimestre de 2026, com cerca de R$ 130 bilhões em créditos comercializados.

Consórcio rural ganha força com crédito caro e menor previsibilidade financeira

O avanço do consórcio no campo está diretamente ligado ao custo elevado do crédito e à busca por alternativas mais planejadas de investimento.

No segmento de veículos pesados, amplamente utilizado pelo agronegócio e pela logística rural, os créditos disponibilizados cresceram 8,7% no trimestre. O tíquete médio atingiu R$ 239,92 mil, alta de 4,9%, enquanto a base de participantes chegou a mais de 905 mil consorciados ativos, com crescimento de 3,6%.

O desempenho reforça a importância do agronegócio no ranking nacional de adesões, com destaque para estados como São Paulo, Paraná, Minas Gerais, Goiás e Rio Grande do Sul.

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Planejamento financeiro impulsiona adesão de produtores rurais

Para o setor, o crescimento do consórcio reflete uma mudança no perfil de gestão do produtor rural, que passa a adotar estratégias mais estruturadas de planejamento financeiro e controle de fluxo de caixa.

Segundo Cléber Gomes, CEO e sócio-fundador da Maestria, empresa especializada em consórcios e produtos financeiros, a principal vantagem da modalidade está na previsibilidade e no custo reduzido em relação ao crédito tradicional.

“Enquanto financiamentos bancários podem ter prazos médios de até 60 meses, o consórcio permite planejamento de até 180 meses, o que dá mais flexibilidade ao produtor em um cenário de juros altos”, explica o executivo.

Consórcio é usado como ferramenta de investimento e gestão patrimonial

Além da aquisição de máquinas agrícolas, o consórcio rural tem sido utilizado como ferramenta de planejamento patrimonial e organização financeira de longo prazo dentro das propriedades.

Segundo especialistas do setor, muitos produtores utilizam a modalidade como uma espécie de poupança programada, permitindo a aquisição de tratores, colheitadeiras e implementos sem a incidência de juros bancários.

“O produtor rural está mais atento à gestão do negócio. O consórcio permite investir em tecnologia e expansão com menor custo financeiro, fortalecendo a sustentabilidade da atividade”, afirma Cléber Gomes.

Modernização do campo impulsiona demanda por soluções financeiras alternativas

Com a crescente dependência de tecnologia, mecanização e eficiência operacional, o agronegócio tem ampliado a busca por soluções financeiras mais flexíveis e previsíveis.

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Nesse contexto, o consórcio rural se consolida como uma ferramenta estratégica para apoiar a modernização do setor, permitindo acesso gradual a equipamentos e contribuindo para o planejamento de longo prazo das propriedades.

Consórcio deve ganhar ainda mais espaço no agro brasileiro

A tendência é de continuidade do crescimento da modalidade, especialmente em um ambiente de crédito mais restritivo e maior necessidade de investimento em produtividade.

Com isso, o consórcio rural se fortalece como uma alternativa viável para financiar o crescimento do agronegócio brasileiro de forma estruturada, conectando planejamento financeiro, inovação e sustentabilidade econômica no campo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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