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Portos e terminais do Sudeste movimentam 56,5 milhões de toneladas em janeiro

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A movimentação de cargas nos portos e terminais da região Sudeste alcançou 56.472.876 milhões de toneladas em janeiro. O volume representa crescimento de 20,84% em relação ao mesmo período de 2025, que registrou 46,7 milhões de cargas movimentadas. Os dados são da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) e foram compilados pelo Ministério de Portos e Aeroportos.

“O Sudeste segue como o principal corredor logístico do país, sustentado pela diversidade de cargas, pela integração entre portos públicos e terminais privados e por uma agenda contínua de investimentos em infraestrutura”, afirmou o ministro do MPor, Silvio Costa Filho.

O desempenho regional foi sustentado principalmente pelos granéis sólidos, que somaram 26 milhões de toneladas, com alta de 22% frente a janeiro de 2025. Os granéis líquidos alcançaram 22,2 milhões de toneladas, registrando crescimento de 41%, fortemente influenciados pela movimentação de petróleo e derivados. Já as cargas em contêineres responderam por 5,6 milhões de toneladas, enquanto a carga geral atingiu 2,7 milhões de toneladas.

Movimentação por instalações portuárias
A movimentação de cargas nos portos organizados cresceu 7% em relação a janeiro de 2025, alcançando 16,8 milhões de toneladas. Santos (SP), que tem o maior porto do Brasil, liderou a movimentação no Sudeste com 10,1 milhões de toneladas, 14% a mais do que o registrado anteriormente, o porto paulista também respondeu por 9,7% de toda a carga movimentada na região. Na sequência do ranking, aparecem Itaguaí, com 4,74 milhões de toneladas; Rio de Janeiro (RJ), com 1,07 milhões de toneladas; Vitória (ES), que movimentou 706 mil toneladas; e São Sebastião (SP), com 159,7 mil toneladas passando pelo porto.

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Nos terminais autorizados, o crescimento foi de 28% com movimento de 39,7 milhões de toneladas nessas instalações. O destaque em movimentação de cargas é do Terminal de Petróleo TPET/TOIL – Açu (RJ), com 7,6 milhões de toneladas; em seguida, o de Tubarão (ES), que registrou 7,2 milhões de toneladas; já pelo Terminal Aquaviário de Angra dos Reis (RJ), passaram 6 milhões de toneladas; no Terminal Aquaviário de São Sebastião (SP), 5,1 milhões; e no Terminal da Ilha de Guaíba (RJ) – TIG, 2,2 milhões.

Segundo Costa Filho, a concentração dessas grandes instalações portuárias é um diferencial competitivo da região. “Estamos falando de portos que operam em alta escala, com vocações bem definidas, o que garante eficiência, previsibilidade e competitividade ao comércio exterior brasileiro”, destacou.

Principais mercadorias

O Estatístico Aquaviário da Antaq aponta petróleo e derivados (óleo bruto) como a principal mercadoria movimentada na região (32,5% do total), com 18,3 milhões de toneladas, crescimento de 46,7%, refletindo a força do setor energético do Sudeste para o Brasil já no início do ano.

O minério de ferro aparece como a segunda carga mais movimentada, alcançando 17,9 milhões de toneladas, com alta de 21,5%. Cargas em contêineres somaram 5,6 milhões de toneladas. Já os derivados de petróleo (sem óleo bruto) totalizaram 3,2 milhões de toneladas, com alta de 20,8% na comparação com janeiro de 2025, mantendo volumes relevantes na matriz de cargas regionais. O açúcar também registra movimentação expressiva no Sudeste de 1,6 milhão de tonelada e crescimento de 70%, impulsionada pelo agronegócio.

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Tipos de navegação

Do total movimentado nos portos do Sudeste, 40,7 milhões de toneladas foram transportadas na navegação de longo curso; operações entre Brasil e outros países. Esse tipo de transporte registrou crescimento de 20,76% em relação a janeiro de 2025, demonstrando o fortalecimento da integração da região com os mercados internacionais neste início de ano.

Já a cabotagem, que é o transporte de cargas entre portos brasileiros, somou 12,9 milhões de toneladas no período, com alta de 23,5% na comparação com janeiro do ano passado. Essa modalidade é fundamental para a logística nacional, pois permite o deslocamento de grandes volumes de mercadorias ao longo da costa, reduzindo custos e complementando o transporte rodoviário.

Ao analisar as mercadorias que entraram e saíram do país pelos portos do Sudeste, os dados da Antaq indicam ainda que as exportações cresceram 26,25%, enquanto as importações registraram leve retração, de 1,71%, movimento que indica ajustes pontuais no volume de mercadorias.

Assessoria Especial de Comunicação Social
Ministério de Portos e Aeroportos

Fonte: Portos e Aeroportos

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Brasil

Workshop discute preparação dos portos brasileiros para mercado de eólicas em alto-mar

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O Ministério de Portos e Aeroportos (MPor), em parceria com o Conselho de Comércio da Dinamarca, realizou, na última quarta-feira (20), o workshop Eólicas Offshore. O encontro virtual reuniu representantes do governo, autoridades portuárias, associações setoriais, universidades e empresas globais para discutir oportunidades, desafios regulatórios e perspectivas para o desenvolvimento da geração de energia eólica em ambiente marítimo no Brasil.

Conduzido pela Secretaria Nacional de Portos (SNP), do MPor, e pelo Conselho de Comércio, ligado ao Ministério das Relações Exteriores da Dinamarca, o workshop buscou preparar o setor portuário brasileiro para atender às demandas logísticas e operacionais da cadeia de energia eólica em alto-mar, considerada estratégica para a transição energética e para o fortalecimento da infraestrutura nacional.

Durante o encontro, foram debatidos caminhos para o avanço desse mercado, alinhados à inovação, sustentabilidade e integração com a infraestrutura portuária. Entre os temas abordados estiveram embarcações especializadas, infraestrutura portuária, logística e cadeias de suprimento associadas ao setor.

Segundo o coordenador-geral de Inovação Portuária e Transformação Digital da Secretaria Nacional de Portos, Thiago Alvarenga, o workshop permitiu aproximar o setor portuário brasileiro de experiências internacionais já consolidadas. “Este workshop é uma oportunidade de aproximar as autoridades do setor portuário brasileiras de soluções já testadas em outros mercados, especialmente no que se refere às embarcações e às operações que viabilizam a logística de eólicas offshore. A experiência dinamarquesa mostra os impactos das eólicas offshore sobre a infraestrutura portuária, desde berços e calados até pátios, armazenagem, acessos e serviços. Mais do que isso, mostra como esses impactos podem se transformar em oportunidades de investimento e geração de valor para os portos brasileiros”, destacou.

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Experiência internacional

Entre os destaques do evento, esteve a participação da empresa dinamarquesa Cadeler, referência mundial em transporte e instalação de parques eólicos em alto-mar. A companhia apresentou experiências internacionais e ressaltou a importância de investimentos em infraestrutura portuária, profundidade operacional e previsibilidade regulatória para atrair embarcações especializadas e garantir competitividade ao Brasil no mercado global.

A Blue Water Shipping, responsável pela operação logística do Porto de Esbjerg, na Dinamarca, considerado um dos principais hubs de eólica offshore da Europa, também compartilhou boas práticas e modelos de adaptação portuária. A empresa destacou experiências bem-sucedidas de transformação de estruturas ligadas à indústria de óleo e gás em bases estratégicas para operações de energia renovável no ambiente marítimo.

Além do MPor, participaram representantes dos ministérios de Minas e Energia (MME), Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), além da Marinha do Brasil e autoridades portuárias, como do Porto do Açu (RJ) e do Porto Central (ES), e entidades do setor, como a Associação Brasileira das Entidades Portuárias e Hidroviárias (ABEPH) e a Associação de Terminais Portuários Privados (ATP).

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Assessoria Especial de Comunicação Social
Ministério de Portos e Aeroportos

Fonte: Portos e Aeroportos

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