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Mercado de arroz enfrenta excesso de oferta, baixa liquidez e pressão nos preços após colheita no RS

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O mercado brasileiro de arroz segue pressionado neste pós-colheita, em um cenário marcado por excesso de oferta, liquidez reduzida e forte cautela por parte da indústria e dos compradores. Com a colheita praticamente encerrada no Rio Grande do Sul — principal estado produtor do país —, o setor convive agora com ampla disponibilidade física e ritmo lento de consumo interno, fator que mantém as cotações fragilizadas em diversas regiões produtoras.

De acordo com análise da consultoria Safras & Mercado, o ambiente atual é considerado um dos mais delicados dos últimos meses para a cadeia orizícola. A combinação entre demanda retraída, margens industriais apertadas e dificuldade de escoamento tem limitado significativamente os negócios no mercado físico.

Segundo o analista Evandro Oliveira, a liquidez permanece em níveis mínimos, refletindo a postura defensiva dos agentes compradores diante da elevada oferta disponível. Apesar disso, produtores mais capitalizados seguem segurando parte dos volumes armazenados, evitando uma pressão ainda mais intensa sobre os preços, especialmente nos lotes de melhor qualidade industrial.

Safra gaúcha teve alta produtividade e boa qualidade industrial

No campo, a safra gaúcha apresentou desempenho considerado positivo em produtividade e qualidade. As condições climáticas favoráveis, principalmente a boa disponibilidade hídrica durante o desenvolvimento das lavouras, contribuíram para elevados rendimentos em grande parte das áreas produtoras.

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Além disso, a baixa incidência de defeitos industriais favoreceu o rendimento de engenho, ampliando a oferta de arroz com padrão de qualidade valorizado pelo setor beneficiador.

Mesmo com os desafios financeiros enfrentados pelos produtores ao longo do ciclo, o resultado produtivo consolidou um cenário de forte disponibilidade interna, fator que hoje pesa diretamente sobre os preços.

Dólar próximo de R$ 5 reduz competitividade das exportações

Outro ponto que segue no radar do mercado é o comportamento do câmbio. O dólar oscilando ao redor de R$ 5,00 permanece como variável central para a competitividade do arroz brasileiro no mercado internacional.

Nos momentos de valorização do real, o produto nacional perde competitividade frente a outros exportadores globais, reduzindo o ritmo das vendas externas justamente em um período em que o setor depende das exportações para aliviar o excedente doméstico.

A desaceleração da demanda internacional acaba ampliando a pressão interna, reforçando o ambiente defensivo observado atualmente entre produtores, indústrias e tradings.

Mercado começa a enxergar fundamentos mais positivos no médio prazo

Apesar do cenário ainda negativo no curto prazo, parte dos agentes do mercado começa a observar fundamentos internacionais considerados mais construtivos para os próximos meses.

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Entre os fatores monitorados estão:

  • redução de área plantada nos Estados Unidos;
  • estoques globais ligeiramente menores;
  • riscos climáticos em importantes regiões produtoras da Ásia;
  • possíveis mudanças na competitividade internacional.

Esses elementos podem contribuir para uma recuperação gradual do mercado no médio prazo, especialmente caso o fluxo exportador volte a ganhar força.

Preço do arroz acumula forte desvalorização em 2025

No Rio Grande do Sul, referência nacional para o mercado orizícola, a saca de arroz de 50 quilos (58/62% de grãos inteiros e pagamento à vista) encerrou a quinta-feira cotada a R$ 59,57.

O valor representa:

  • queda de 1,12% na comparação semanal;
  • recuo de 7,30% frente ao mesmo período do mês anterior;
  • desvalorização acumulada de 21,64% em relação aos preços registrados no início de 2025.

O cenário reforça a dificuldade enfrentada pelo setor neste momento de ampla oferta e baixa capacidade de absorção da produção pelo mercado doméstico.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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ApexBrasil conecta compradores internacionais à APAS Show 2026 e amplia oportunidades para alimentos brasileiros

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A participação da ApexBrasil na APAS Show 2026 reforçou o protagonismo do agronegócio e da indústria brasileira de alimentos no mercado internacional. A iniciativa levou 34 compradores estrangeiros para rodadas de negócios com 103 empresas brasileiras do setor de alimentos e bebidas, criando oportunidades comerciais e ampliando a presença dos produtos nacionais no exterior.

A ação integrou o programa Exporta Mais Brasil e foi realizada entre os dias 18 e 21 de maio, em São Paulo, paralelamente à APAS Show 2026, considerada a maior feira de alimentos, bebidas e varejo supermercadista das Américas.

Exporta Mais Brasil aproxima empresas nacionais de compradores globais

As reuniões ocorreram no Hotel Radisson Paulista e reuniram empresas brasileiras com diferentes níveis de maturidade exportadora, desde marcas já consolidadas no comércio internacional até negócios em fase inicial de internacionalização.

Além das rodadas comerciais, a programação contou com seminário de boas-vindas para os compradores internacionais, abertura oficial do estande da ApexBrasil e visitas técnicas à feira.

O foco das negociações esteve concentrado em alimentos e bebidas embalados e prontos para consumo, segmento que vem ampliando sua relevância nas exportações brasileiras de maior valor agregado.

Chocolate brasileiro plant-based ganha espaço no mercado internacional

Entre as empresas participantes esteve a Only4, indústria brasileira de chocolates plant-based produzidos com apenas quatro ingredientes: massa de cacau, açúcar de coco, manteiga de cacau e óleo de coco.

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A empresa utiliza cacau especial oriundo de pequenos e médios produtores dos estados do Espírito Santo, Pará e Bahia, agregando valor à produção nacional e fortalecendo cadeias sustentáveis do agronegócio brasileiro.

Segundo Bruna Zillig, representante da marca, o apoio da ApexBrasil abriu portas importantes para a expansão internacional da empresa.

“Hoje participamos do Exporta Mais e já tivemos oportunidades em mercados como Londres e Nova Iorque. É uma alegria levar ao mundo a excelência do chocolate feito com cacau brasileiro”, destacou.

Compradores internacionais destacam potencial da indústria brasileira

A estrutura das rodadas de negócios e a diversidade da oferta brasileira foram elogiadas pelos compradores internacionais convidados pela ApexBrasil.

Shanmeet Wahan, da empresa indiana Rianshan Packs, afirmou ter se surpreendido positivamente com o modelo de reuniões individuais promovido durante o evento.

Segundo ele, a viagem ao Brasil gerou oportunidades comerciais que não seriam identificadas apenas em visitas tradicionais à feira.

Já David Sermon, comprador da norte-americana True Grade, destacou a força da indústria brasileira de proteínas e alimentos básicos.

Durante a APAS Show, ele buscou fornecedores de ovos, carne bovina, carne suína, frango, arroz, feijão e massas, ressaltando a qualidade e o profissionalismo das empresas brasileiras.

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APAS Show fortalece exportações do agronegócio brasileiro

De acordo com Pedro Netto, gerente de Agronegócio da ApexBrasil, a participação na APAS Show é estratégica para aproximar empresas brasileiras de compradores com demanda efetiva por alimentos e bebidas.

Segundo ele, o Exporta Mais Brasil tem como objetivo gerar conexões comerciais qualificadas e ampliar a inserção dos produtos brasileiros em diferentes mercados internacionais.

A iniciativa também reforça o posicionamento do Brasil como fornecedor global de alimentos, agregando valor à pauta exportadora e ampliando oportunidades para indústrias ligadas ao agronegócio nacional.

Brasil amplia presença global no setor de alimentos e bebidas

O desempenho da indústria brasileira de alimentos nas feiras internacionais demonstra o avanço do país não apenas como exportador de commodities agrícolas, mas também como fornecedor de produtos industrializados, diferenciados e com maior valor agregado.

Com demanda crescente por alimentos sustentáveis, proteínas e produtos premium, empresas brasileiras vêm encontrando espaço em mercados estratégicos da América do Norte, Europa, Ásia e Oriente Médio, fortalecendo a competitividade do agro brasileiro no cenário global.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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