Agro
Milho impulsiona bioenergia e proteína animal: modelo Food + Fuel + Feed integra produção sustentável e reduz pressão por novas áreas agrícolas
No Dia Nacional do Milho, celebrado em 24 de maio, o debate sobre o papel estratégico do cereal na matriz produtiva global ganha força no agronegócio brasileiro. Nesse contexto, a Inpasa, maior biorrefinaria de grãos da América Latina e segunda maior do mundo, reforça o avanço do modelo Food + Fuel + Feed, que integra a produção de alimentos, energia renovável e proteína animal dentro da mesma cadeia produtiva.
A proposta consolida o milho como um ativo multifuncional, capaz de atender simultaneamente à demanda por biocombustíveis e à segurança alimentar, sem a necessidade de expansão proporcional da área agrícola.
Etanol de milho e DDGS ampliam eficiência e diversificação da cadeia produtiva
Atualmente, a Inpasa produz cerca de 6,7 bilhões de litros de etanol de milho por ano. Paralelamente, gera aproximadamente 3,5 milhões de toneladas de DDGS (Distillers Dried Grains with Solubles), comercializado pela companhia como FortiPro Inpasa, utilizado na nutrição animal.
Na prática, o modelo garante que o milho destinado à produção de energia não seja perdido para a cadeia alimentar, mas sim transformado em um coproduto de alto valor nutricional para bovinos, suínos e aves.
Segundo a empresa, o sistema representa uma mudança estrutural na forma de utilização do grão no Brasil. “O milho destinado à produção de biocombustível não deixa de cumprir sua função alimentar. Ele se transforma em energia limpa para descarbonizar o transporte e retorna ao campo como uma proteína concentrada e altamente digestível para bovinos, aves e suínos”, afirma Renato Teixeira, diretor de Comunicação e Marketing da Inpasa Brasil.
Produção recorde de milho reforça base para expansão do modelo integrado
O avanço da integração entre energia e alimento ocorre em um momento de forte expansão da produção agrícola no Brasil. De acordo com o 8º Levantamento da Safra de Grãos 2025/26 da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o país deve atingir 358 milhões de toneladas de grãos, resultado histórico impulsionado principalmente pelo milho.
A produção total do cereal nas três safras está estimada em 140,2 milhões de toneladas, a segunda maior já registrada. O desempenho sustenta a expansão da demanda interna, que deve crescer 4,6%, chegando a 94,86 milhões de toneladas.
Esse avanço é fortemente influenciado pela indústria de etanol de milho, que se consolida como importante vetor de consumo doméstico. Mesmo com estoques de passagem estimados em cerca de 13 milhões de toneladas, a Conab projeta exportações elevadas, que podem alcançar 46,5 milhões de toneladas.
Integração milho-energia-pecuária reduz pressão por abertura de novas áreas
Um dos principais impactos do modelo Food + Fuel + Feed está na reorganização do uso da terra e na intensificação produtiva. Ao utilizar coprodutos como o DDGS na alimentação animal, o sistema contribui para elevar a produtividade da pecuária por hectare, reduzindo a necessidade de abertura de novas áreas agrícolas.
Esse processo favorece a recuperação de pastagens degradadas e fortalece práticas de agricultura regenerativa, ampliando a eficiência do uso da terra no Brasil.
Além disso, a integração entre etanol, ração animal e produção agrícola reduz desperdícios industriais e aumenta o aproveitamento da matéria-prima, tornando a cadeia mais eficiente e sustentável.
Etanol de milho fortalece transição energética e desenvolvimento regional
Do ponto de vista ambiental, o etanol de milho contribui para a redução das emissões de gases de efeito estufa em comparação aos combustíveis fósseis. Já os coprodutos industriais, como o DDGS, ampliam o aproveitamento do grão e reduzem perdas ao longo da cadeia produtiva.
O modelo também gera impactos econômicos relevantes nas regiões onde as biorrefinarias estão instaladas, com criação de empregos, geração de renda e fortalecimento de cadeias produtivas ligadas ao milho, à pecuária e à logística.
Milho se consolida como elo entre energia, alimento e sustentabilidade
Para a Inpasa, o milho deixou de ser apenas uma commodity agrícola para se tornar um elemento estratégico na integração entre segurança alimentar, segurança energética e desenvolvimento sustentável.
“O conceito Food + Fuel + Feed mostra que não existe oposição entre produzir alimento e produzir energia. Existe integração, eficiência e uma enorme oportunidade para o Brasil liderar uma nova economia de baixo carbono”, destaca Renato Teixeira.
Neste Dia Nacional do Milho, o setor reforça que o futuro do agronegócio está diretamente ligado à inteligência produtiva, com foco em maior eficiência, menor impacto ambiental e ampliação do valor agregado em toda a cadeia.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
ApexBrasil conecta compradores internacionais à APAS Show 2026 e amplia oportunidades para alimentos brasileiros
A participação da ApexBrasil na APAS Show 2026 reforçou o protagonismo do agronegócio e da indústria brasileira de alimentos no mercado internacional. A iniciativa levou 34 compradores estrangeiros para rodadas de negócios com 103 empresas brasileiras do setor de alimentos e bebidas, criando oportunidades comerciais e ampliando a presença dos produtos nacionais no exterior.
A ação integrou o programa Exporta Mais Brasil e foi realizada entre os dias 18 e 21 de maio, em São Paulo, paralelamente à APAS Show 2026, considerada a maior feira de alimentos, bebidas e varejo supermercadista das Américas.
Exporta Mais Brasil aproxima empresas nacionais de compradores globais
As reuniões ocorreram no Hotel Radisson Paulista e reuniram empresas brasileiras com diferentes níveis de maturidade exportadora, desde marcas já consolidadas no comércio internacional até negócios em fase inicial de internacionalização.
Além das rodadas comerciais, a programação contou com seminário de boas-vindas para os compradores internacionais, abertura oficial do estande da ApexBrasil e visitas técnicas à feira.
O foco das negociações esteve concentrado em alimentos e bebidas embalados e prontos para consumo, segmento que vem ampliando sua relevância nas exportações brasileiras de maior valor agregado.
Chocolate brasileiro plant-based ganha espaço no mercado internacional
Entre as empresas participantes esteve a Only4, indústria brasileira de chocolates plant-based produzidos com apenas quatro ingredientes: massa de cacau, açúcar de coco, manteiga de cacau e óleo de coco.
A empresa utiliza cacau especial oriundo de pequenos e médios produtores dos estados do Espírito Santo, Pará e Bahia, agregando valor à produção nacional e fortalecendo cadeias sustentáveis do agronegócio brasileiro.
Segundo Bruna Zillig, representante da marca, o apoio da ApexBrasil abriu portas importantes para a expansão internacional da empresa.
“Hoje participamos do Exporta Mais e já tivemos oportunidades em mercados como Londres e Nova Iorque. É uma alegria levar ao mundo a excelência do chocolate feito com cacau brasileiro”, destacou.
Compradores internacionais destacam potencial da indústria brasileira
A estrutura das rodadas de negócios e a diversidade da oferta brasileira foram elogiadas pelos compradores internacionais convidados pela ApexBrasil.
Shanmeet Wahan, da empresa indiana Rianshan Packs, afirmou ter se surpreendido positivamente com o modelo de reuniões individuais promovido durante o evento.
Segundo ele, a viagem ao Brasil gerou oportunidades comerciais que não seriam identificadas apenas em visitas tradicionais à feira.
Já David Sermon, comprador da norte-americana True Grade, destacou a força da indústria brasileira de proteínas e alimentos básicos.
Durante a APAS Show, ele buscou fornecedores de ovos, carne bovina, carne suína, frango, arroz, feijão e massas, ressaltando a qualidade e o profissionalismo das empresas brasileiras.
APAS Show fortalece exportações do agronegócio brasileiro
De acordo com Pedro Netto, gerente de Agronegócio da ApexBrasil, a participação na APAS Show é estratégica para aproximar empresas brasileiras de compradores com demanda efetiva por alimentos e bebidas.
Segundo ele, o Exporta Mais Brasil tem como objetivo gerar conexões comerciais qualificadas e ampliar a inserção dos produtos brasileiros em diferentes mercados internacionais.
A iniciativa também reforça o posicionamento do Brasil como fornecedor global de alimentos, agregando valor à pauta exportadora e ampliando oportunidades para indústrias ligadas ao agronegócio nacional.
Brasil amplia presença global no setor de alimentos e bebidas
O desempenho da indústria brasileira de alimentos nas feiras internacionais demonstra o avanço do país não apenas como exportador de commodities agrícolas, mas também como fornecedor de produtos industrializados, diferenciados e com maior valor agregado.
Com demanda crescente por alimentos sustentáveis, proteínas e produtos premium, empresas brasileiras vêm encontrando espaço em mercados estratégicos da América do Norte, Europa, Ásia e Oriente Médio, fortalecendo a competitividade do agro brasileiro no cenário global.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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