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Unidade de pesquisa do MCTI lança agenda estratégica para preservação do Pantanal

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O Instituto de Pesquisa do Pantanal (INPP) apresentou, na segunda-feira (2), em Cuiabá (MT), a Agenda de Ciência, Tecnologia e Inovação para o Pantanal. O documento elaborado pela unidade de pesquisa vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) traz estratégias para a preservação da biodiversidade e o desenvolvimento regional sustentável. A agenda foi idealizada para a mitigação dos riscos ao bioma e a desastres ambientais.

A apresentação da agenda ocorreu no Dia Mundial das Áreas Úmidas (2 de fevereiro) que, em 2026, tem como tema Áreas Úmidas e Conhecimento Tradicional: Celebrando o Patrimônio Cultural. O objetivo é destacar a importância da integração entre ciência, saberes tradicionais e políticas públicas para a proteção desses ecossistemas estratégicos para a biodiversidade, o clima e o bem-estar humano.

O INPP investe em pesquisas e estudos para um melhor mapeamento do bioma e formas estratégicas de preservação do Pantanal e propõe, por meio da agenda, uma análise prospectiva do território, organizada em quatro dimensões: estado presente; estado de transição; estado futuro; e estado de ação. O planejamento vai até 2035.  

O diretor do INPP, Leandro Battirola, ressaltou a importância da preservação do Pantanal para a segurança hídrica, a redução de impacto de eventos climáticos extremos e a segurança alimentar. Ele também mencionou o papel do bioma na preservação de outros ecossistemas. 

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O evento marcou o Dia Mundial das Áreas Úmidas e o aniversário da assinatura da Convenção de Ramsar, em 1971, tratado ambiental mais antigo dedicado à conservação e ao uso sustentável desses ecossistemas. O Brasil aderiu ao tratado em 1993, com ratificação em 1996, e tem áreas reconhecidas como sítios Ramsar no Pantanal, incluindo o Parque Nacional do Pantanal de Mato Grosso.

Acesse a Agenda de Ciência, Tecnologia e Inovação.

 

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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​Fórum internacional debate ações e ferramentas de proteção para mulheres viajantes

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A segurança continua sendo o fator preponderante na escolha de destinos para mulheres que viajam sozinhas: seis em cada dez brasileiras já desistiram de uma viagem por receio de violência ou assédio. O cenário desafiador norteou os debates do painel “Segurança Turística da Mulher”, realizado nesta quarta-feira (3), durante o Fórum Internacional de Mulheres no Turismo, em João Pessoa (PB). O encontro focou na consolidação de ferramentas de proteção e no papel do Guia para Mulheres que Viajam Sozinhas — desenvolvido em parceria com a UNESCO — para reverter esses indicadores.

​A publicação foi estruturada a partir de uma pesquisa nacional inédita com 2.712 brasileiras, conduzida pela jornalista e consultora Anelise Zanoni. “O Guia é um avanço e mostra que existe um caminho importante para garantir que a liberdade de viajar seja exercida plenamente por todas as mulheres”, afirmou a especialista.

​O levantamento detalhou que o sentimento de proteção supera critérios tradicionais de consumo, como o preço, na escolha de um destino. O estudo mapeou que os eixos de maior vulnerabilidade ocorrem justamente nos deslocamentos de chegada e partida, como em terminais e transportes por aplicativo, servindo de alerta para a urgência de qualificação no atendimento dessas redes.

​Segundo a especialista, os dados reais não servem para desanimar as viajantes, mas para subsidiar o poder público e o trade na criação de destinos preparados. O guia orienta diretamente hotéis, bares e receptivos a adotarem protocolos claros de suporte. “Isso mostra a importância de destinos preparados, profissionais capacitados e canais acessíveis para acolher e orientar quem precisa de ajuda”, afirmou.

​Mais de 80% das mulheres consideram indispensável que os estabelecimentos saibam acolher e orientar a turista, transformando a estrutura do setor privado em uma rede de proteção ativa. Zanoni lembrou que a publicação também estimula o fim do silêncio, já que 64,8% das vítimas de incidentes relataram não ter buscado ajuda por falta de canais confiáveis.

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​A primeira-dama da Paraíba, Camila Mariz, defendeu que a discussão seja tratada como uma pauta transversal, interligando inteligência, mobilidade urbana e o setor de hospedagem.

​Segundo ela, pesquisas baseadas em evidências dão visibilidade a demandas que antes ficavam invisíveis. “O desafio do poder público, marchando junto com a iniciativa privada, é construir um ambiente onde a mulher exerça sua autonomia com tranquilidade, sem precisar se manter em estado de alerta constante durante os seus momentos de lazer ou de trabalho”, afirmou.

​A especialista em gestão estratégica, risco e operações, Coronel Jousilene de Sales Tavares, destacou que a sensação de segurança é um dos fatores mais determinantes para que as mulheres decidam viajar e aproveitar plenamente os destinos turísticos. Segundo ela, a construção de ambientes mais seguros depende de planejamento, análise de dados e atuação integrada entre segurança pública, setor turístico, comércio e poder público.

​Ao apresentar experiências desenvolvidas na Paraíba, a coronel explicou que o uso de inteligência e monitoramento tem permitido identificar padrões de ocorrências, áreas mais vulneráveis e horários de maior risco. Essas informações orientam ações preventivas e ajudam a direcionar investimentos em tecnologia e policiamento para os locais mais sensíveis.

​Jousilene também chamou a atenção para a importância da denúncia e do fortalecimento dos canais de acolhimento. Segundo ela, o enfrentamento da violência contra a mulher exige resposta das forças de segurança, mudança cultural e capacitação permanente dos profissionais envolvidos no atendimento ao público.

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​A painelista destacou ainda que grandes eventos representam uma oportunidade para testar e aperfeiçoar estratégias de proteção às mulheres. Como exemplo, citou o trabalho desenvolvido durante o Maior São João do Mundo, em Campina Grande, que reúne milhares de visitantes e conta com monitoramento por câmeras, inteligência integrada e ações voltadas à prevenção de ocorrências em áreas de maior circulação.

​Versão internacional

​O lançamento das versões em inglês e espanhol da publicação foi uma das entregas anunciadas durante o debate. A medida amplia o alcance internacional da iniciativa e reforça o posicionamento do Brasil na construção de políticas voltadas à segurança, à informação e à autonomia das mulheres no turismo.

​As versões do guia podem ser acessadas neste link.

​Programação

​A programação desta quarta-feira (3) incluiu os painéis “Turismo, Futebol e a Copa do Mundo Feminina Brasil 2027”, que discutiu os impactos do Mundial para os destinos brasileiros; e “Ultrapassando Barreiras: Liderança Feminina e Direitos das Mulheres no Turismo”, que reuniu empresárias e lideranças nacionais para debater a presença feminina nos espaços de decisão do setor.

​Na quinta-feira (4), a agenda será encerrada com o painel “Diversidade e Inclusão Turística da Mulher”, dedicado a temas como afroturismo, turismo indígena e turismo voltado ao público 60+, ampliando o debate sobre representatividade e pertencimento nos destinos brasileiros.

​As inscrições podem ser feitas por meio deste formulário eletrônico.

Por Natália Moraes e Isadora Lionço
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

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