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Agro

Piracicaba recebe especialistas do Brasil e dos EUA para discutir o futuro das cadeias do agronegócio e dos biocombustíveis

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Piracicaba (SP) foi palco de um importante debate sobre os rumos do agronegócio e dos biocombustíveis. O 1º Workshop “O Futuro da Cadeia de Suprimentos do Agronegócio e dos Biocombustíveis” reuniu especialistas, pesquisadores e representantes do setor produtivo para discutir tendências, desafios e oportunidades da cadeia sucroenergética.

O encontro ocorreu no Instituto Pecege, com organização do Departamento de Engenharia de Biossistemas (LEB) da Esalq/USP, em parceria com a University of Illinois Urbana-Champaign (UIUC) e correalização do Instituto Pecege e do Parque Tecnológico de Piracicaba.

Piracicaba se consolida como polo de debate estratégico do agro

O workshop reforçou o papel de Piracicaba como um centro estratégico de diálogo entre ciência, setor produtivo e poder público. A programação destacou temas ligados aos desafios logísticos, produtivos e climáticos que impactam a cadeia sucroenergética e o agronegócio como um todo.

Ao reunir especialistas do Brasil e dos Estados Unidos, o evento ampliou o intercâmbio de conhecimento e promoveu discussões sobre o futuro das cadeias produtivas agrícolas em um cenário marcado por mudanças climáticas e transformação tecnológica.

Produtividade da cana e intensificação sustentável em foco

Durante o encontro, pesquisadores apresentaram estudos e análises sobre diferentes aspectos da produção agrícola. Entre os temas debatidos estiveram:

  • Uso de equipamentos de irrigação na cana-de-açúcar e seus impactos na produtividade;
  • Custos de implantação e gestão de sistemas de irrigação;
  • Estratégias de intensificação sustentável da produção agrícola;
  • Identificação de períodos críticos na agricultura que podem comprometer o desempenho das lavouras.
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As discussões destacaram como inovação tecnológica e planejamento produtivo podem contribuir para maior eficiência e sustentabilidade no campo.

Impactos climáticos nas cadeias agroalimentares

A presença de pesquisadores internacionais trouxe uma perspectiva global ao debate. Um dos temas abordados foi a sensibilidade das cadeias agroalimentares dos Estados Unidos a eventos climáticos extremos.

Estudos apresentados indicam que fenômenos como a seca podem gerar efeitos em cascata, afetando a produção agrícola, o comércio internacional e até a segurança alimentar em outros países, incluindo o Brasil.

Integração entre ciência e tomada de decisão no agro

Segundo o professor Humberto Spolador, da Esalq/USP e um dos palestrantes do evento, o workshop teve como principal objetivo aproximar conhecimento técnico e decisões estratégicas no setor.

De acordo com ele, a proposta foi promover uma reflexão aplicada sobre os desafios da cadeia de suprimentos do agronegócio.

“A proposta visou uma reflexão qualificada e aplicada sobre gargalos e oportunidades da cadeia de suprimentos, especialmente no setor sucroenergético, integrando ciência, agentes econômicos e políticas públicas”, destacou.

Conexão entre universidades, empresas e governo

A programação também enfatizou a importância de fortalecer a relação entre universidades e o setor privado, estimulando projetos de pesquisa aplicada capazes de gerar soluções práticas para o agronegócio.

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O evento contou ainda com a participação do secretário-executivo de Agricultura do Estado de São Paulo, Alberto Amorim, representando a Secretaria de Agricultura.

Segundo Amorim, acompanhar as transformações do setor exige investimento contínuo em conhecimento e inovação.

“O mundo muda em ritmo acelerado, e a educação continuada é o que nos permite acompanhar e até liderar essas transformações. A inovação precisa ser construída com base sólida, diálogo entre setores e capacidade de gestão da mudança”, afirmou.

Ele ressaltou que essa integração é essencial para transformar conhecimento científico em políticas públicas eficazes e soluções aplicáveis no dia a dia do produtor rural e da sociedade.

Debate reforça necessidade de soluções integradas para o agro

Mais do que um encontro acadêmico, o workshop evidenciou a necessidade de soluções integradas para enfrentar os desafios do setor agrícola e energético.

Entre os pontos destacados estão:

  • aumento da competitividade do agronegócio;
  • fortalecimento da sustentabilidade produtiva;
  • garantia de segurança energética;
  • adaptação às mudanças climáticas.

A iniciativa reforça o papel das instituições organizadoras na construção de pontes entre pesquisa, inovação e desenvolvimento econômico, contribuindo para preparar o agronegócio para os desafios do futuro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Mapa amplia promoção comercial e fortalece cooperação internacional em missão à Espanha e França

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O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) concluiu, entre os dias 20 e 24 de abril, missão oficial à Espanha e à França com avanços voltados à ampliação de mercados, ao fortalecimento de parcerias estratégicas e ao aprofundamento da agenda internacional do agro brasileiro.  

Entre os principais destaques da programação estiveram a participação brasileira na Seafood Expo Global 2026, em Barcelona, e a formalização da adesão do Brasil ao Programa de Cooperação em Pesquisa em Agricultura Sustentável (CRP), da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), em Paris. 

A comitiva foi liderada pelo secretário de Comércio e Relações Internacionais do Mapa, Luís Rua, e cumpriu agendas institucionais voltadas à promoção comercial, à cooperação técnica e ao diálogo sobre temas como sanidade, logística, energia e sustentabilidade. 

Barcelona: feira global reforça presença brasileira

Na Espanha, a delegação participou da Seafood Expo Global 2026, principal feira mundial do setor de pescados. O evento reuniu mais de 2 mil expositores de cerca de 150 países e público estimado em 35 mil visitantes, entre compradores, distribuidores e representantes da indústria. 

A presença brasileira ocorre em momento estratégico para o segmento. Desde 2023, o Brasil abriu 17 novos mercados para pescados, ampliando oportunidades comerciais e fortalecendo a inserção internacional dos produtos nacionais, além de gestões para a futura retomada das exportações do pescado brasileiro para o bloco europeu. 

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Durante a programação, o secretário Luís Rua visitou o pavilhão da Associação Brasileira das Indústrias de Pescados (Abipesca), organizado em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), onde empresas brasileiras apresentaram produtos no âmbito do projeto Brazilian Seafood. 

A agenda incluiu ainda reuniões com representantes do setor produtivo e encontro, ao lado do ministro da Pesca e Aquicultura, Édipo Araújo, com o ministro da Agricultura, Pesca e Alimentação da Espanha, Luís Planas.  

Paris: adesão à CRP e agenda com organismos internacionais

Na França, um dos principais resultados da missão foi a formalização da adesão do Brasil ao Programa de Cooperação em Pesquisa em Agricultura Sustentável (CRP), iniciativa da OCDE voltada ao desenvolvimento de projetos em sistemas alimentares, inovação e produção agrícola sustentável. 

Com a entrada no programa, o Brasil passa a participar de forma mais direta da construção de estudos e diretrizes internacionais, além de ampliar o intercâmbio técnico com outros países e fortalecer sua presença nos debates globais sobre sustentabilidade e inovação no campo. 

Ao longo de dois dias, a delegação brasileira cumpriu agenda em organismos internacionais sediados em Paris e Dijon. Participaram dos encontros o embaixador e delegado do Brasil junto às Organizações Internacionais Econômicas sediadas em Paris, Sarquis J. B. Sarquis; o ministro-conselheiro Joaquim Penna Silva; e a adida agrícola Bárbara Cordeiro. 

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A programação incluiu reuniões na OCDE, na Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA), na Organização Internacional da Vinha e do Vinho (OIV), na Agência Internacional de Energia (AIE) e no Fórum Internacional de Transportes (ITF). 

Na OCDE, em reunião com o secretário-geral adjunto, Yasushi Masaki, e com a diretora de Comércio e Agricultura, Marion Jansen, foram debatidos temas relacionados ao comércio agrícola e à incorporação das especificidades dos sistemas produtivos tropicais nas análises internacionais. Na OMSA, o encontro com a diretora-geral Emmanuelle Soubeyran tratou da harmonização de normas sanitárias e da previsibilidade do comércio de produtos de origem animal. 

Nas agendas com a AIE e o ITF, o foco esteve no cenário global e nas possibilidades de cooperação nas áreas de energia e transporte. Em Dijon, reuniões com o diretor-geral da OIV, John Barker, e com a presidente Yvette van der Merwe abordaram harmonização regulatória no setor vitivinícola e cooperação técnica. 

Em todos os compromissos, a delegação ressaltou a contribuição do Brasil para a segurança alimentar global, a segurança energética, a sustentabilidade e a inovação no setor agropecuário, com destaque para a experiência nacional em agricultura tropical. 

Informações à imprensa
[email protected]

Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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