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PCPR reforça importância de denunciar violência contra a mulher

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A Polícia Civil do Paraná (PCPR) orienta a população a redobrar a atenção e buscar ajuda diante de casos de violência contra a mulher durante o período de festas e maior circulação de pessoas.

De acordo com a delegada El Santos de Freitas Cavalcanti, esta época do ano costuma registrar aumento de confraternizações e, consequentemente, maior consumo de bebida alcoólica, fator que pode intensificar conflitos e gerar episódios de agressão.

A PCPR destaca que as instituições de segurança reforçam o efetivo para atendimento à população no Litoral e na Costa Noroeste, mas a participação da sociedade é considerada essencial para a prevenção e repressão aos crimes. “A orientação é para que qualquer situação de violência, ameaça ou agressão seja comunicada imediatamente”, diz a delegada.

O QUE FAZER – Nos casos de flagrante, o indicado é acionar a Polícia Militar pelo telefone 190. Também é possível fazer denúncias anônimas pelo Disque-Denúncia 181 ou acionar a Guarda Municipal pelo 153. A Delegacia da Mulher de Curitiba permanece aberta 24 horas por dia, todos os dias da semana, incluindo feriados, e pode ser procurada tanto por vítimas quanto por terceiros que tenham conhecimento de alguma ocorrência.

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Quando não houver situação de flagrante, a vítima pode registrar o boletim de ocorrência pela internet, o que possibilita o início das medidas legais mesmo fora do momento da agressão. Já nos casos urgentes, o atendimento presencial ou o contato com as forças policiais deve ser feito imediatamente, garantindo que o autor seja localizado e responsabilizado.

Caso deseje, no momento do registro do boletim de ocorrência, a vítima pode solicitar medidas protetivas. Em caso de descumprimento, ela deve acionar imediatamente as forças de segurança para que o agressor seja responsabilizado.

“Durante o período festivo pode acontecer o crescimento de registros envolvendo lesão corporal, vias de fato, ameaça e crimes contra a honra. Por isso, o reforço das ações de orientação e denúncia busca ampliar a proteção às mulheres e incentivar que a população não hesite em procurar ajuda”, explica.

A PCPR reforça que qualquer ato de violência deve ser comunicado. A denúncia é o principal passo para garantir assistência, interromper abusos e fortalecer o combate à violência contra a mulher no Estado.

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Fonte: Governo PR

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A pedido do Ministério Público do Paraná, Judiciário suspende Taj Diesel Fest, evento automotivo previsto para começar nesta sexta-feira (4) em Rebouças

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Em Rebouças, no Sudeste do estado, o Judiciário determinou a imediata suspensão da Taj Diesel Fest, evento automotivo que estava previsto para começar nesta sexta-feira, 4 de setembro. A decisão judicial, da Vara Cível da comarca, atende a pedido feito pelo Ministério Público do Paraná por meio da Promotoria de Justiça de Rebouças, que identificou diversas irregularidades na organização do pretendido evento, com a possibilidade de graves riscos ao público. O festival estava programado para ocorrer nos dias 4 a 7 de setembro, na localidade de Barreiro, zona rural do município.

Áudio do Promotor de Justiça Antônio Cézar Quevedo Filho

Irregularidades – O pedido de suspensão decorre de vistoria realizada pela Polícia Militar, que constatou 21 irregularidades estruturais, sanitárias e documentais no local. Entre as falhas apontadas, estão a insuficiência e a inadequação dos banheiros, a ausência de comprovação da contratação de equipe de segurança suficiente para o porte do evento, a falta de manifestação do Conselho Tutelar e a deficiência no isolamento físico de diversos lagos e piscina, possibilitando risco de afogamento.

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Segundo apurado, o espaço possui apenas um acesso simultâneo de entrada e saída, o que compromete a evacuação em caso de emergência, além de apresentar insuficiência de rotas de fuga e risco de inundações. A publicidade do evento também indicava que ele se estenderia durante as madrugadas, enquanto que os pedidos de autorizações encaminhados às autoridades sinalizavam que as atividades iriam das 8 às 24 horas.

Infância exposta – A gravidade da situação foi ainda acentuada pela publicidade do evento, que anunciava entrada liberada e gratuita para crianças até 12 anos e a entrada de adolescentes no local, bem como a exposição do público infantojuvenil a um ambiente com circulação de caminhonetes e tratores que realizariam manobras arriscadas, ausência de cercas nos corpos d’água e consumo de bebidas alcoólicas. As provas coletadas também apontaram que os organizadores veicularam publicidade enganosa nas redes sociais, afirmando que o evento estaria “100% regularizado”, fato desmentido pela própria Polícia Militar, que só realizou vistoria posteriormente. Além disso, o croqui do espaço do evento, utilizado para pedir autorização aos órgãos públicos, não correspondia às características reais do espaço.

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O Judiciário determinou a paralisação do evento e a remoção das propagandas enganosas em 48 horas, além da interdição física e preventiva do local pela Polícia Militar. Foi fixada multa de R$ 500 mil por dia em caso de realização do festival, além de multa de R$ 10 mil a cada nova publicação em redes sociais ou rádios descumprindo a ordem judicial. A Prefeitura Municipal de Rebouças e a Polícia Civil, ao tomarem ciência das divergências entre a documentação apresentada pelos organizadores do evento e as características do local, anularam os alvarás concedidos.

Processo 0001725-57.2026.8.16.0142

Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4264

Fonte: Ministério Público PR

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