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Parecis SuperAgro projeta crescimento e reforça papel estratégico no agronegócio

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A Parecis SuperAgro chega à edição de 2026 com expectativa de ampliar o volume de negócios e consolidar o evento entre as principais vitrines de tecnologia agrícola do País. Realizada anualmente em Campo Novo do Parecis (a cerca de 400 km de Cuiabá), em Mato Grosso, a feira reúne produtores, empresas e especialistas em uma das regiões mais produtivas do cerrado brasileiro.

Na edição anterior, em 2025, o evento movimentou mais de R$ 500 milhões em negócios, segundo dados da organização. Para este ano, a projeção é de crescimento, sustentado pela maior participação de empresas de insumos, máquinas e tecnologia, além do aumento no fluxo de visitantes qualificados.

Com mais de 180 expositores confirmados e público estimado em mais de 5 mil visitantes ao longo da programação — média diária concentrada entre produtores da região —, a feira reforça seu posicionamento como ambiente de negociação direta, apresentação de soluções e atualização técnica.

A Parecis SuperAgro ocorre em um contexto de elevada demanda por eficiência no campo. Em um cenário de custos pressionados por insumos e logística, eventos desse perfil ganham relevância ao aproximar produtores de novas tecnologias voltadas à redução de custos, aumento de produtividade e gestão mais precisa das lavouras.

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A localização também pesa. Campo Novo do Parecis está inserido em uma das principais fronteiras agrícolas do País, com forte presença de culturas como soja, milho e algodão. A região integra o chamado “chapadão” do Mato Grosso, área contínua de alta aptidão agrícola que sustenta parte relevante da produção nacional de grãos.

Ao longo de suas edições, a feira ampliou o escopo, passando de uma vitrine regional para um ponto de encontro estratégico do agronegócio. A presença crescente de empresas nacionais e multinacionais reflete esse avanço, assim como a diversificação de segmentos representados — de máquinas pesadas a soluções digitais, passando por sementes, fertilizantes e serviços financeiros.

Além do volume de negócios, a organização aposta na difusão de conhecimento técnico como diferencial. A programação inclui palestras, demonstrações de campo e debates sobre tendências do setor, com foco em inovação, sustentabilidade e gestão.

A expectativa para 2026 é de continuidade desse movimento, com incremento no número de expositores e maior diversidade de tecnologias apresentadas. A consolidação da feira acompanha a própria dinâmica do agronegócio mato-grossense, que mantém posição de liderança na produção nacional e segue atraindo investimentos.

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Fonte: Pensar Agro

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Mercado de trigo segue em alta com oferta restrita no Brasil e maior dependência de importações

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O mercado brasileiro de trigo manteve viés de alta ao longo da semana, sustentado por fundamentos como oferta doméstica restrita, dificuldade de acesso a produto de melhor qualidade e aumento da dependência do mercado externo. O ritmo de negociações seguiu pontual, refletindo o desalinhamento entre compradores e vendedores e a postura cautelosa da indústria.

De acordo com o analista e consultor de Safras & Mercado, Elcio Bento, o cenário continua marcado pela escassez de produto, especialmente nos padrões mais elevados de qualidade. Esse fator tem sido determinante para manter os preços firmes, mesmo com baixa fluidez nas negociações.

Demanda ativa no Paraná eleva preços e amplia divergência entre compradores

No Paraná, a semana foi caracterizada por uma demanda mais aquecida, embora com comportamento heterogêneo entre os agentes do mercado. Moinhos com estoques mais confortáveis operaram com indicações de preços mais baixas, enquanto compradores que necessitam recompor estoques aceitaram pagar valores mais elevados.

Segundo Bento, esse diferencial de preços explica a baixa fluidez nas negociações. Ainda assim, há uma tendência de convergência gradual nas cotações, à medida que o mercado busca equilíbrio.

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Rio Grande do Sul registra negociações pontuais e valorização por qualidade

No Rio Grande do Sul, o comportamento foi semelhante, com negociações pontuais e sustentação das cotações. O mercado segue ajustado, com vendedores mantendo posição firme e compradores atuando de forma seletiva.

A diferenciação por qualidade se intensificou no estado, ampliando o prêmio pago por lotes de melhor padrão, o que reforça o cenário de valorização para produtos com maior aptidão para panificação.

Oferta insuficiente amplia dependência de importações

A restrição de oferta também evidencia um descompasso relevante entre disponibilidade e demanda, especialmente no Paraná. O volume disponível no mercado interno é significativamente inferior à necessidade da indústria, o que reforça a dependência de importações.

Nesse contexto, a Argentina tende a ganhar protagonismo como principal fornecedora de trigo ao Brasil. No entanto, limitações relacionadas à qualidade do produto argentino podem restringir a oferta efetiva de trigo panificável.

Segundo o analista, a preocupação com o padrão do produto disponível para exportação ganha importância estratégica, pois influencia diretamente a formação de preços e a disponibilidade de suprimento no mercado interno.

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Mercado internacional reage a tensões geopolíticas e clima nos EUA

No cenário externo, o mercado de trigo foi impactado por fatores geopolíticos e climáticos. A valorização na Bolsa de Chicago (CBOT) ao longo da semana refletiu o aumento das tensões no Oriente Médio e as preocupações com as condições climáticas nas Planícies dos Estados Unidos.

O risco de interrupções logísticas e o clima adverso nas áreas produtoras mantiveram o viés de alta nas cotações internacionais.

Câmbio limita repasse de alta ao mercado interno

Apesar do cenário altista, o câmbio atuou como fator de contenção no mercado doméstico. A valorização do real, com o dólar abaixo de R$ 5,00, reduziu o custo de importação do trigo e limitou repasses mais intensos aos preços internos.

De acordo com Bento, esse movimento ajuda a equilibrar o mercado, mesmo diante de fundamentos que indicam pressão de alta. A redução no custo de internalização do produto importado tem sido um elemento importante para conter avanços mais expressivos nas cotações no Brasil.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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