Paraná
Paraná reúne representantes da região Sul em encontro que debate políticas sociais
O fortalecimento das políticas de assistência social como forma de enfrentamento às dificuldades vividas pela população e o papel das conferências regionais neste processo foram foco da reunião regional do Conselho Nacional de Assistência Social (CNAS), que acontece em Curitiba e reúne representantes do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
O objetivo é fortalecer conexões e compartilhar boas práticas. O encontro, que começou quarta e prossegue nesta quinta-feira (27), discute temas comuns aos três estados que serão levados à Conferência Nacional de Assistência Social, a ser realizada em novembro. No Paraná, por exemplo, o programa Nossa Gente atende cerca de 30 mil famílias com transferência de recursos, programas de capacitação profissional, auxílio com aquisição de caixas d’água e inclusão habitacional.
De abril a julho são realizadas as conferências que abordam questões bem locais e regionais. As propostas serão levadas à conferências estaduais, que ocorrem de agosto a outubro e encaminham as propostas para a nacional. No Paraná, a estadual acontece em Cascavel de 03 a 05 de outubro.
“As conferências são etapas das mais importantes para o aperfeiçoamento e a construção de políticas de assistência social cada vez mais fortes, que consigam atender a população da melhor maneira possível”, afirmou o secretário do Desenvolvimento Social e Família, Rogério Carboni.
O Estado é uma das referências nacionais na política da assistência social ao cofinanciar 263 municípios de forma continuada. Somente em 2022, o valor destinado a essa modalidade foi de R$ 29,84 milhões. “Esses recursos garantem que os serviços sejam executados da melhor forma possível. Neste montante estão englobados os serviços de acolhimento, abordagem social, casas de passagens regionalizadas, acolhimento de mulheres em situação de violência e outros essenciais para a população”, destacou Carboni.
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A coordenadora de Regulação da Secretaria Nacional da Assistência Social, Raquel Martins, definiu o fortalecimento da política para esta área como essencial para os dias atuais. “É importante debater alternativas de aprofundamento das conexões entre conselhos estaduais para que se forme uma rede de proteção aos mais vulneráveis e para que tenhamos soluções conjuntas para problemas complexos”, afirmou.
Para o vice-presidente do Conselho Estadual da Assistência Social do Rio Grande do Sul, Gustavo Segabinazzi Saldanha, os três estados desta região possuem características semelhantes e o diálogo e a troca de experiências são ferramentas o fortalecimento da assistência social. “Temos que trocar as experiências e reforçar a participação na política do Sistema Único de Assistência Social. É importante que os conselhos estaduais reforcem o diálogo, para que possamos dar força ao papel do setor social nos estados”, afirmou.
Solange Bueno, representante do CNAS no segmento fórum nacional dos usuários do SUAS, disse que as discussões regionalizadas permitem colher o olhar dos usuários, dos trabalhadores e dos gestores da assistência social. “Essa pluralidade de opiniões é essencial para o debate”, destacou. “As etapas regionais são importantes para a organização da conferência nacional, que é um momento fundamental para a assistência social. A participação da sociedade garante a convergência de interesses de todos os segmentos”.
Fonte: Governo PR
Paraná
Ministério Público do Paraná participa de audiência pública promovida pelo Supremo Tribunal Federal em Brasília para debater aspectos da Lei Antifacção
O Ministério Público do Paraná participou nesta semana, em Brasília (DF), de audiência pública promovida pelo Supremo Tribunal Federal (STF) para discutir aspectos da Lei 15.358/2026, a chamada “Lei Antifacção”. Nos dias 24 e 25 de agosto, 17 expositores, entre autoridades, especialistas, integrantes do sistema de Justiça e representantes da sociedade civil, participaram dos debates com contribuições que serão consideradas pelo STF no julgamento de Ações Diretas de Inconstitucionalidade que questionam a Lei. O MPPR esteve representado no primeiro dia de exposições pelo Procurador de Justiça Rodrigo Régnier Chemim Guimarães, coordenador-geral do Centro de Apoio Operacional das Promotorias Criminais, do Júri e de Execuções Penais e coordenador da Coordenadoria de Recursos Criminais do MPPR.
Convocada pelo ministro Alexandre de Moraes, a audiência pública busca ouvir diferentes posições sobre os efeitos da legislação no combate ao crime organizado e na preservação de direitos e garantias constitucionais.
Constitucionalidade – Em sua fala, Chemim defendeu a constitucionalidade de dois dispositivos questionados nas ações: a causa de aumento de pena de 2/3 ao dobro para as lideranças de facções criminosas e a vedação do livramento condicional nesses casos.
Um dos principais argumentos apresentados foi o de que as novas regras não produzem a chamada “perpetuidade branca”, apontada nas ações como possível consequência da legislação. Segundo o Procurador de Justiça, a progressão de regime para líderes de facções permanece possível, sendo aplicável o percentual de 75% da pena, e não de 85%, como sustentado nas ações. Além disso, o cálculo do tempo necessário à progressão deve considerar as hipóteses de remição da pena por trabalho, estudo e leitura, que são cumuláveis e, em premissas conservadoras apresentadas na audiência, podem alcançar 214 dias de remição por ano.
Chemim demonstrou que, mesmo em cenários de penas elevadas, a conjugação entre progressão e remição permite que o condenado alcance o requisito temporal dentro do limite máximo de 40 anos de cumprimento da pena estabelecido pelo Código Penal. Em um dos exemplos apresentados, para uma pena de 60 anos, os 75% exigidos para a progressão correspondem a 45 anos de pena cumprida, marco que, consideradas as possibilidades de remição, poderia ser alcançado com aproximadamente 28 anos e 4 meses de efetiva custódia. “Não há impossibilidade matemática. Não há ‘perpetuidade branca’. O que há é um cálculo equivocado feito sem as variáveis que a própria lei preservou”, afirmou.
Em relação à vedação do livramento condicional, o Procurador de Justiça sustentou que o instituto não constitui garantia constitucional e que sua restrição já é prevista pelo ordenamento jurídico em outras hipóteses. Ressaltou ainda que a função ressocializadora da pena permanece preservada, uma vez que a progressão de regime não foi eliminada. Assim, diferentemente de um regime integralmente fechado, o condenado mantém mecanismos concretos para avançar no cumprimento da pena.
Ao comentar dados constantes de pesquisa Datafolha realizada a pedido do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, Chemim lembrou que, para 42,2 milhões de brasileiros, as organizações criminosas chegam a impor regras de convivência, afetando a rotina diária de expressiva parcela da população. “Trata-se da liberdade de ir e vir cotidianamente suprimida por particulares armados, que ocupam espaços nos quais a proteção estatal se mostra insuficiente. Essa realidade exige respostas normativas mais rigorosas e eficazes, especialmente em relação às lideranças das facções criminosas”.
Destacando a importância da preservação dos direitos das vítimas, o Procurador de Justiça completou: “Se há um ‘direito à esperança’ a ser preservado, ele também deve ser reconhecido às vítimas cotidianas dessas organizações: a esperança de viverem livres do medo, da coerção e do domínio territorial exercido pelo crime”.
As contribuições apresentadas ao longo dos dois dias serão consideradas no julgamento das Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADIs 7952, 7956, 7957 e 7958) que questionam a Lei 15.358/2026, que instituiu o Marco Legal do Combate ao Crime Organizado. Relatadas pelo ministro Alexandre de Moraes, as ações discutem, entre outros pontos, regras sobre prisão, execução penal, comunicação entre advogados e presos e perda de bens.
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(41) 3250-4264
Fonte: Ministério Público PR
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