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Paraná promove rodada técnica com municípios para utilização de recursos da Lei Paulo Gustavo

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O Circula MinC foi marcado por muito diálogo em Foz do Iguaçu. O evento, promovido pelo Ministério da Cultura em parceria com a Secretaria de Estado da Cultura do Paraná, teve como objetivo central prestar suporte técnico e capacitação para gestores e gestoras municipais sobre a aplicação dos recursos da Lei Paulo Gustavo (LPG). O Paraná foi o estado que mais mobilizou municípios para o Circula MinC: foram cerca de 700 pessoas de todas as regiões do Estado participando presencial e ativamente do encontro.

O primeiro dia teve o lançamento do Observatório da Cultura e palestras sobre os sistemas da LPG, e o segundo ficou marcado pela continuidade da parte técnica e a realização da 2ª Reunião Ordinária do Conselho Estadual de Cultura (CONSEC), ampliada para que todos os presentes pudessem conhecer as conselheiras e os conselheiros recentemente empossados.

“Essa foi uma oportunidade inédita para gestores e gestoras municipais de cultura de conhecerem pessoalmente os nossos conselheiros e conselheiras indicados e eleitos”, destacou a secretária de Cultura do Estado, Luciana Casagrande Pereira.

O CONSEC é um órgão colegiado integrante da estrutura organizacional básica da Secretaria de Estado da Cultura. É composto paritariamente por 36 representantes da sociedade civil e do poder público e tem por finalidade a participação da sociedade na formulação das políticas públicas de cultura do Paraná. A reunião ordinária dessa terça-feira teve um minuto de silêncio pelo falecimento do ex-conselheiro Hélcio Kovalescki e pela tragédia que deixou duas pessoas mortas na Escola Estadual Helena Kolody, em Cambé.

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Ao final, o CONSEC também firmou uma Carta do Paraná, que ainda passará por redação final. O documento foi redigido a partir de questões levantadas coletivamente em encontros promovidos pela Secretaria da Cultura ao longo de junho com grupos segmentados de municípios, em reuniões divididas por faixas habitacionais. A Carta pactua recomendações relacionadas à aplicação de recursos provenientes da Lei Paulo Gustavo nos municípios. As prefeituras terão R$ 105 milhões e o Estado outros R$ 98 milhões para editais culturais. 

“A ideia é nortear e sugerir estratégias de ação aos gestores municipais”, afirmou André Avelino, diretor de Apoio, Fomento e Incentivo à Cultura da SEEC.

GESTÃO TÉCNICA – A última pauta do encontro foi uma oficina promovida entre a equipe jurídica da SEEC e gestores municipais, direcionada a oferecer informações específicas sobre a construção de editais com os recursos da Lei Paulo Gustavo. A assessoria jurídica da Secretaria da Cultura apresentou um roteiro básico para auxiliar os municípios paranaenses no processo de produção dos novos editais de incentivo à cultura, incluindo propostas e ideias de editais.

Uma última rodada de perguntas e respostas foi aberta ao final do evento. No total, foram mais de 200 perguntas realizadas em dois dias de Circula MinC no Paraná, número que explicita a importância do encontro para que a aplicação da LPG na cultura do Estado seja efetiva e bem-sucedida.

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Para Leonardo Barroso, gestor municipal de cultura de Irati e membro do Conselho Estadual de Cultura, o Circula MinC foi valioso para esclarecer dúvidas e orientar o trabalho de captação e destinação de recursos da Lei Paulo Gustavo dentro da realidade de cada município, cada qual com suas particularidades. “A partir de agora a gente tem uma caminhada mais segura no sentido de saber onde devemos recorrer a informações importantes e uma maior confiança para executar esse processo com mais tranquilidade”, afirmou.

ARCS – O trabalho intenso de apoio do Estado aos municípios no que tange à Lei Paulo Gustavo no Paraná segue mesmo depois desse grande encontro em Foz do Iguaçu. Até o dia 11 de julho, data limite para o envio de Planos de Ação e solicitação de recursos junto ao Ministério da Cultura, os Agentes Regionais de Cultura (ARCs) estão totalmente disponíveis para prestar suporte técnico a todas as macrorregiões. A descentralização do atendimento da SEEC aos municípios promete ampliar o alcance das políticas culturais e deve ser significante no sucesso da LPG no Paraná.

Para mais informações sobre a atuação dos ARCs, os gestores ou representantes municipais da Cultura podem entrar em contato com a Unidade de Apoio aos Municípios da SEEC por meio do telefone/WhatsApp (41) 3321-4713 ou e-mail [email protected].

Fonte: Governo PR

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PGJ defende cooperação internacional permanente para enfrentar o crime organizado transnacional

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O Procurador-Geral de Justiça do Paraná, Francisco Zanicotti, participou nesta quinta-feira, 23 de julho, da Conferenza di Consenso – Para Além das Fronteiras do Crime: A Experiência de Brasil e Itália por uma Aliança de Valores contra as Máfias Transnacionais, realizada na sede do Ministério Público do Estado de São Paulo. O encontro reuniu autoridades brasileiras e italianas para discutir estratégias conjuntas de prevenção e repressão às organizações criminosas que atuam além das fronteiras nacionais.

O PGJ integrou a mesa de abertura do evento ao lado do ex-Ministro do Supremo Tribunal Federal, ex-Ministro das Relações Exteriores e ex-Juiz da Corte Internacional de Justiça Francisco Rezek; do Ministro da Justiça Wellington César Lima e Silva; do Procurador-Geral de Justiça do Estado de São Paulo, Sérgio de Oliveira e Costa; do Procurador-Geral de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, Antônio José Campos Moreira; do responsável pelos Programas de Justiça e Segurança do Ministério das Relações Exteriores e da Cooperação Internacional da Itália e Diretor-djunto do El Paccto 2.0, Giovanni Tartaglia Polcini; da Vice-Secretária-Geral e Secretária Técnico-Científica da Organização Internacional Ítalo-Latino-Americana (IILA), Tatiana Ribeiro Viana; e do Promotor de Justiça do Ministério Público do Estado de São Paulo e Conselheiro da Escola de Segurança Multidimensional da Universidade de São Paulo (ESEM-USP), Lincoln Gakiya.

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Posição estratégica – Em sua apresentação, Zanicotti destacou as profundas transformações do crime organizado nos últimos anos e a necessidade de as instituições evoluírem na mesma velocidade para enfrentá-lo. Segundo ele, as facções criminosas ampliaram sua atuação internacional, operam em rede, movimentam recursos em diferentes países, exploram brechas regulatórias, utilizam tecnologias cada vez mais sofisticadas e buscam infiltrar-se na economia formal e nas estruturas públicas.

O PGJ também chamou atenção para a posição estratégica do Paraná nesse cenário. Com a tríplice fronteira e o Porto de Paranaguá — principal porto graneleiro da América Latina —, o Estado ocupa posição sensível nas rotas utilizadas pelo crime organizado, o que exige investimentos permanentes em inteligência, tecnologia e integração entre as instituições.

Modelo permanente e descapitalização – Durante a conferência, Zanicotti defendeu que a cooperação internacional deixe de ocorrer apenas de forma pontual e passe a constituir um modelo permanente de atuação, baseado no compartilhamento de inteligência, na interoperabilidade entre bases de dados, em investigações financeiras coordenadas e na recuperação internacional de ativos ilícitos. Para ele, acordos de cooperação somente produzem resultados quando se traduzem em ações contínuas entre as instituições.

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Outro ponto enfatizado foi a necessidade de concentrar esforços não apenas na responsabilização dos integrantes das organizações criminosas, mas também na descapitalização dessas estruturas. O Procurador-Geral defendeu estratégias voltadas ao rastreamento do fluxo financeiro do crime, ao confisco de bens e ao combate à infiltração das facções na economia legal, além da atuação integrada entre Ministério Público, Poder Judiciário, forças policiais, órgãos de inteligência e administrações tributárias.

Investimentos – Ao apresentar iniciativas desenvolvidas pelo Ministério Público do Paraná, Zanicotti destacou os investimentos em inteligência artificial, ciência de dados, integração de bases de informações e fortalecimento das investigações patrimoniais. Também citou operações conduzidas pelo Gaeco e o trabalho desenvolvido em cooperação com outros órgãos públicos no combate às organizações criminosas e na recuperação de ativos.

Encerrando sua participação, o Procurador-Geral afirmou que o avanço das organizações criminosas exige respostas igualmente articuladas, fortalecendo a cooperação institucional com parceiros nacionais e internacionais. Segundo ele, a proteção da sociedade, da economia legal e do Estado de Direito depende de uma atuação integrada, permanente e baseada no compartilhamento de conhecimento e de inteligência.

Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4226

Fonte: Ministério Público PR

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