Paraná
Paraná enviará 37 propostas à conferência nacional sobre crianças e adolescentes
Mais de 500 pessoas participaram da XI Conferência Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente, realizada em Foz do Iguaçu e encerrada nesta quinta-feira (22). Durante três dias, foram discutidos temas relacionados aos efeitos psicológicos, sociais, comportamentais e econômicos da pandemia da Covid-19 em crianças e adolescentes, e os desafios de possíveis soluções.
Os participantes elaboraram 37 propostas de políticas públicas relacionadas ao tema e que serão levadas à Conferência Nacional, em novembro. As propostas debatidas na etapa estadual foram oriundas das conferências municipais.
Também foram eleitos os representantes da delegação do Paraná na Conferência Nacional. Serão 39 representantes da sociedade civil organizada e governamentais e 13 crianças e adolescentes. Liah Vitoria Alves de Oliveira, 10 anos, delegada eleita para a Nacional, avaliou que trata-se de um momento muito marcante em sua vida.
“Eu achei muito legal poder participar de uma coisa que é de adulto. O que eu levo no meu coração foi uma frase que me falaram aqui, que eu não deixe ninguém definir o meu caminho. E eu estou ansiosa para a conferência nacional, porque quero falar que os adultos olhem mais para nós, que ouçam as crianças e adolescentes”, disse ela.
Em palestras, mesas-redondas e grupos de trabalho, os participantes discutiram questões como a promoção e garantia dos direitos humanos de crianças e adolescentes no contexto pandêmico e pós-pandemia; enfrentamento das violações e vulnerabilidades resultantes da pandemia da Covid 19; ampliação e consolidação da participação de crianças e adolescentes nos espaços de discussão e deliberação de políticas públicas de promoção, proteção e defesa dos seus direitos, durante e pós-pandemia.
Também foi abordada a garantia de recursos para as políticas públicas voltadas para as crianças e adolescentes durante e pós-pandemia da Covid-19.
A XI Conferência marca a retomada da discussão dos temas da área, já que os eventos foram suspensos no período pandêmico. “É fundamental discutirmos temas que impactam diretamente na vida das crianças e adolescentes. A pandemia deixou marcas e estamos aqui para ouvi-los, para atender as suas demandas. A conferência foi um belo evento que, tenho certeza, ficará marcado na vida de cada um”, destacou o secretário do Desenvolvimento Social e Família, Rogério Carboni.
Segundo o presidente do Conselho Estadual dos Direitos da Criança e Adolescente (Cedca), Adriano Roberto dos Santos, reunir pessoas em defesa dos direitos das crianças e adolescentes é uma forma de valorizar o espaço de fala desse público. “A conferência mostra. mais uma vez, que as crianças e adolescentes são prioridade absoluta. Este é o espaço de fala de cada um deles, tê-los aqui é a cereja do bolo”, celebrou.
DIVERSIDADE – A XI Conferência foi marcada por uma intensa participação da sociedade civil organizada e do poder público. Para a juíza Noeli Salete Tavares Reback, coordenadora do Conselho de Supervisão e da Coordenadoria dos Juízos da Infância e da Juventude, essa diversidade é essencial para a elaboração de políticas públicas fortes.
“Essa diversidade de assuntos e público do atendimento em rede são relevantes. Lidar com temas que envolvem criança e adolescentes não pode ser de forma isolada, por isso, conferências como essa, com plenárias nos municípios, depois estadual e nacional, apresentarão resultados e melhorias nas políticas públicas que envolvem esse segmento populacional”, ressaltou.
O presidente do Cedca, Adriano dos Santos, ressaltou também a qualidade das discussões durante os três dias. “Os temas abordados e as propostas que aqui nasceram foram riquíssimas e tenho certeza que muitas crianças e adolescentes serão beneficiadas com elas”, finalizou.
Fonte: Governo PR
Paraná
Governo do Estado retoma obras de restauro da sede histórica do MAC Paraná
O Governo do Paraná retomou nesta segunda-feira (18) as obras de restauro da sede histórica do Museu de Arte Contemporânea do Paraná (MAC-PR), localizada na Rua Desembargador Westphalen, no Centro de Curitiba. O investimento estadual é de R$ 8.358.023,42, com prazo contratual de execução de 18 meses. O edifício passará por uma ampla requalificação estrutural e museológica, voltada à preservação do patrimônio histórico e à ampliação da capacidade de funcionamento do museu.
O complexo, compreendido pelo prédio histórico e dois anexos, terá 1.735,00 metros quadrados de área construída. Serão 13 salas no térreo e 12 salas no pavimento superior, com destaque para o grande salão central com pé-direito duplo, destinado à realização de exposições de maior escala e ações programáticas do museu. No térreo, está prevista a instalação de um café, enquanto os demais pavimentos serão destinados a áreas administrativas e ao acervo documental.
A secretária da Cultura, Luciana Casagrande Pereira, destaca que a retomada da obra representa o cumprimento de um compromisso assumido pela atual gestão com a preservação do patrimônio cultural paranaense. “A recuperação da sede histórica do MAC Paraná foi uma missão complexa, mas, mais do que tudo, um compromisso que assumimos com a comunidade cultural e com a população paranaense. Retomar esta obra significa devolver à cidade e ao Estado um espaço fundamental para a arte contemporânea, para a memória e para a circulação cultural”, afirma.
O engenheiro civil da Secretaria de Estado das Cidades, Luiz Antônio Xavier da Silveira, ressalta o esforço entre os órgãos estaduais para viabilizar a retomada. “Com esforço conjunto entre diversos setores do Estado conseguimos retomar esta obra, que vamos entregar em 18 meses plenamente restaurada com responsabilidade e técnica”, afirma.
Por se tratar de um bem tombado pelo Estado, a obra exige uma série de procedimentos técnicos específicos voltados à preservação das características arquitetônicas originais do imóvel. Intervenções em patrimônios históricos demandam diagnósticos, soluções e acompanhamento especializado, bem como o uso de técnicas compatíveis com a estrutura existente e adequações cuidadosas às exigências contemporâneas de acessibilidade, segurança, climatização e infraestrutura museológica.
PATRIMÔNIO TOMBADO – A sede do MAC Paraná ocupa um edifício emblemático da arquitetura pública paranaense. Construído em alvenaria de tijolos em estilo neoclássico, com dois pavimentos e cobertura em telhas francesas de barro, o imóvel começou a ser erguido em 1916 para sediar a Diretoria de Saúde do Estado, inaugurado em 1918.
Ao longo das décadas, o prédio abrigou diferentes órgãos públicos estaduais até passar por restauração, em 1973, para receber o Museu de Arte Contemporânea do Paraná, o Museu da Imagem e do Som e o Conselho Estadual de Cultura. O edifício foi tombado como patrimônio cultural paranaense em 6 de março de 1978.
MAC AMPLIADO – Além da recuperação física da edificação, o projeto busca adaptar o espaço às necessidades atuais de funcionamento de um museu de arte contemporânea, conciliando preservação histórica e modernização técnica.
Durante o período em que o edifício histórico da Rua Desembargador Westphalen permaneceu fechado para restauro, o MAC Paraná manteve sua programação ativa e ampliou sua presença institucional em diferentes espaços culturais. O museu realizou exposições contínuas de acervo e de artistas da cena contemporânea paranaense, brasileira e internacional nas salas 08 e 09 do Museu Oscar Niemeyer, espaços que permanecerão sob gestão do MAC mesmo após a reabertura da sede histórica.
Outro espaço incorporado neste período foi a Sede Adalice Araújo, localizada no hall da Secretaria de Estado da Cultura, dedicada a exposições, projetos curatoriais e ações de difusão da arte contemporânea, e que também seguirá vinculada ao museu.
A expansão institucional do MAC Paraná também avança para outras regiões do Estado. Entre maio e junho de 2026, serão inaugurados os Museus Satélites MAC Cascavel e MAC Maringá, iniciativas que integram a política de descentralização de equipamentos culturais e circulação de acervos promovida pela Secretaria de Estado da Cultura. Os novos espaços ampliarão o acesso público à produção artística contemporânea e permitirão a realização de exposições, ações educativas e programações culturais fora da Capital.
Há ainda previsão de implantação de uma nova sede do MAC na futura Fábrica de Ideias, complexo cultural e de inovação que será instalado na antiga fábrica da Ambev, no bairro Rebouças, em Curitiba. O projeto do Governo do Paraná prevê a criação de um grande hub voltado à tecnologia, economia criativa, cultura e pesquisa, reunindo espaços expositivos, laboratórios, auditório, áreas de convivência e iniciativas ligadas à arte e inovação.
HISTÓRICO – A sede do MAC Paraná foi fechada em 2018 para restauro. As obras chegaram a ser iniciadas no ano seguinte, mas foram suspensas após judicialização do processo licitatório. Em 2022, a Justiça autorizou a retomada dos trabalhos pela empresa inicialmente contratada. No entanto, questões técnicas e econômicas decorrentes do longo período de paralisação — marcado também pelos impactos da pandemia — inviabilizaram a continuidade imediata do contrato.
Diante do impasse, o Estado instaurou um Procedimento Administrativo de Apuração de Responsabilidade (PAAR) e iniciou os trâmites para uma nova licitação. A empresa, por sua vez, recorreu judicialmente, solicitando a retomada do contrato original. Com o objetivo de dar uma solução definitiva ao caso, as secretarias envolvidas, em conjunto com a Procuradoria-Geral do Estado, conduziram um processo de conciliação técnica e jurídica, que resultou na assinatura do novo acordo.
Fonte: Governo PR
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