Paraná
Paraná em Ação faz 7,2 mil atendimentos em Tapejara e chega a 50 mil em 2026
Entre os dias 14 e 16 de maio, a Secretaria de Estado da Justiça e Cidadania (Seju) e parceiros levaram serviços públicos essenciais à população de Tapejara, no Noroeste do Paraná. Foram 7.290 atendimentos em três dias, com emissão de documentos, assistência social, orientação jurídica e atividades culturais, tudo de graça e em um único espaço.
A edição de Tapejara do programa Paraná em Ação foi realizada entre a quinta e o sábado da semana passada, de 14 a 16 de maio, no Country Clube, à Rua 7 de Setembro, 1.175. Promovida pela Seju em parceria com órgãos estaduais, federais e a Prefeitura Municipal, a iniciativa levou ao Noroeste mais de 30 tipos diferentes de serviços públicos, reunidos em um único local, sem nenhum custo para os cidadãos.
Ao longo dos três dias de evento, foram contabilizados 7.290 atendimentos no total. A Polícia Civil do Paraná (PCPR), por meio do projeto PCPR na Comunidade, foi responsável por 590 atendimentos, enquanto o Detran-PR realizou 777 serviços — entre habilitação, licenciamento e regularização de veículos. Já a Proteção Social Especial prestou 778 atendimentos, e o CRAS — Centro de Referência de Assistência Social — contabilizou 331 acolhimentos à população em situação de vulnerabilidade social.
Na área de documentação, foram emitidas 913 carteiras de identidade pelo Instituto de Identificação do Paraná. A Agência do Trabalhador efetuou 133 encaminhamentos para vagas de emprego, e o programa Nota Paraná registrou 95 atendimentos. Também estiveram presentes a Defensoria Pública do Estado (DPE-PR), a Cohapar, o Conselho Tutelar, a Copel, o SAMAE e equipes de saúde, além dos Centros do Imigrante da Seju.
Um dos destaques da programação foi a palestra promovida pela Seju por meio da Socioeducação, que reuniu 420 estudantes para debater os direitos e deveres previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). A atividade teve como foco desfazer o mito da impunidade de adolescentes em conflito com a lei, esclarecendo como funciona o sistema socioeducativo no Paraná.
“Quando o Estado se aproxima da população, a vida das pessoas muda de verdade. Nosso compromisso é exatamente esse: tirar os direitos do papel e fazer com que eles cheguem a quem mais precisa de forma rápida, gratuita e humanizada”, afirma Luis Guilherme de Castro, secretário de Estado da Justiça e Cidadania.
A edição contou ainda com programação cultural e de lazer: apresentações musicais e de dança animaram o espaço ao longo dos três dias, enquanto atividades de recreação infantil mantiveram as crianças entretidas durante o atendimento das famílias. Houve também demonstração de artesanato local e distribuição de materiais educativos e brindes para os participantes.
50 MIL ATENDIMENTOS – Com a conclusão da edição de Tapejara, o Paraná em Ação acumula, em 2026, mais de 50 mil atendimentos em seis edições realizadas — Foz do Iguaçu, Matelândia, Cascavel, Coronel Vivida, Colombo e agora Tapejara. A edição de Colombo, ocorrida entre 23 e 25 de abril, havia sido a mais expressiva do ano, com 10.705 serviços prestados em três dias, um novo recorde do programa.
O coordenador do programa pela Seju, Ricardo Albanus de Lima, reforçou o significado do evento para a população local. “O Paraná em Ação reúne em um só local todos os serviços públicos da prefeitura e do Governo do Estado para sanar os problemas da população. É esse o grande objetivo: oferecer garantias de direitos por meio de serviços gratuitos”, ressaltou.
O programa, instituído pela Lei Estadual nº 16.583/2010 e coordenado pela Seju, avança rapidamente em direção à marca histórica de 1 milhão de atendimentos acumulados desde 2019, consolidando o Paraná como referência nacional em políticas públicas de acesso a serviços e promoção da cidadania.
Fonte: Governo PR
Paraná
A pedido do Ministério Público do Paraná, Judiciário decreta prisão preventiva de guardas municipais de Paranaguá denunciados por tortura e abuso de autoridade
O Tribunal de Justiça do Paraná determinou a prisão preventiva de dois guardas municipais de Paranaguá, no Litoral do estado, denunciados pelo Ministério Público do Paraná pela prática dos crimes de tortura e abuso de autoridade. A decisão atende a um recurso apresentado pela 3ª Promotoria de Justiça da comarca, após o Juízo de primeiro grau haver indeferido inicialmente o pedido de prisão preventiva.
De acordo com a denúncia, os fatos ocorreram na madrugada de 5 de setembro de 2025, quando dois agentes abordaram um homem no Centro Histórico da cidade sob o falso pretexto de cumprimento de mandado de prisão – ele teria sido indicado como possível autor do furto de uma bicicleta, o que não foi comprovado. A vítima foi subjugada com o uso de algemas, colocada na viatura oficial e conduzida até um local ermo e de difícil acesso na localidade conhecida como Sidrão, na Ilha dos Valadares. Ao chegarem no local, os guardas retiraram as algemas e passaram a agredir a vítima violentamente, em sessão de tortura que resultou em lesões corporais de natureza grave, incapacitando-o para ocupações habituais por mais de 30 dias em decorrência das extensas queimaduras de segundo grau.
Fraudes – A ação penal também abrange um terceiro guarda municipal que, após os atos de tortura e diante da iminente repercussão do caso, teria instruído e auxiliado os outros dois a forjarem uma versão oficial dissimulada. Os agentes envolvidos formalizaram um boletim de ocorrência com informações inverídicas, no qual alegavam que haviam abordado a vítima apenas para resguardá-la contra populares ou vigilantes privados, com o objetivo claro de encobrir as agressões e afastar a responsabilização criminal. Esse terceiro agente e os outros dois guardas que praticaram os atos de violência também foram denunciados por abuso de autoridade. Diante da extrema gravidade dos atos, o MPPR ingressou com ação cautelar e recurso em sentido estrito junto ao Tribunal de Justiça, argumentando que os investigados atuaram sistematicamente para subverter a instrução criminal, ocultar provas e combinar versões.
A liminar foi concedida pela 1ª Câmara Criminal do TJPR, determinando a suspensão da decisão de primeiro grau e a expedição dos mandados de prisão cautelar. No mérito da denúncia, o Ministério Público requer a condenação dos envolvidos, a decretação da perda do cargo público dos agentes e a fixação de valor mínimo de R$ 30 mil para a reparação dos danos sofridos pela vítima.
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Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4249
Fonte: Ministério Público PR
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