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Paraná ajudará a coordenar fórum que ajuda refugiados, apátridas e migrantes

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O Governo do Estado, por meio da Secretaria de Justiça e Cidadania (Seju) e do Conselho Estadual dos Direitos dos Refugiados, Migrantes e Apátridas (Cerma-PR), participou nesta semana, em Brasília, da segunda reunião plenária do Fórum Nacional de Conselhos e Comitês Estaduais para Refugiados, Apátridas e Migrantes (Fonacceram). O encontro debateu a aplicação de políticas públicas e o panorama da questão migratória no Brasil. 

No encontro, o Cerma-PR foi eleito para participar da coordenação nacional do Fórum, representando os estados do Sul e do Sudeste, juntamente com os comitês do Acre, representando o Norte e Nordeste, e de Goiás, representando o Centro-Oeste. O mandato é de um ano.

Realizado no Instituto de Ciências Sociais (ICS) da Universidade de Brasília, a reunião teve a participação da Secretaria Nacional de Justiça, órgão vinculado ao Ministério da Justiça e Segurança Pública; de representantes dos ministérios do Desenvolvimento Social e dos Direitos Humanos e Cidadania; das Agências da ONU para os Refugiados (Acnur) e para as Migrações (OIM), além das representações estaduais de 15 Conselhos e Comitês sobre Migrantes, Refugiados e Apátridas.

O secretário da Justiça e Cidadania, Santin Roveda, disse que a escolha do Paraná para participar da coordenação do fórum reforça a posição do Estado como exemplo nesta área. “O Paraná aparece na vanguarda das discussões mais relevantes para o País, se colocando como referência nacional no acolhimento de migrantes e refugiados”, afirmou. “Fomos o primeiro a criar um conselho, o Cerma-PR, que já está aplicando o seu 2º Plano Estadual de atuação e ações. Também temos o Centro de Informações para Migrantes, Refugiados e Apátridas, um equipamento público inovador que atende exclusivamente esta população”.

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Para o delegado Cláudio Marques, representante da Secretaria estadual da Segurança Pública e atual presidente do Cerma-PR, ao assumir a coordenação do Foacceram, o Estado dá mais um importante passo nas questões relacionadas à proteção dos migrantes, refugiados e apátridas. “É um passo relevante e que terá reflexos na ampliação da capacidade de acolhimento não só no Paraná, mas em todos demais estados”, disse.

TEMAS – Entre os temas debatidos pelo Fórum estão as boas práticas e desafios enfrentados pelos conselhos e comitês; a participação democrática e popular na construção das políticas públicas, além da aprovação do novo regimento interno e da eleição da coordenação nacional.

Seguindo o exemplo do formato do Cerma-PR, que é composto paritariamente por representantes governamentais e da sociedade civil organizada, cada estado que participa da coordenação nacional indicará dois membros para contemplar o princípio de paridade. Pelo Paraná os indicados foram Gil Souza, representante da Casa Civil no Cerma-PR, e Márcia Ponce, secretária executiva da Cáritas Brasileira Regional Paraná, representando a sociedade civil.

Gil Souza defende ser necessário focar na problemática vivida pelo migrante em todo o País. “A troca de experiências gera empatia, a empatia gera unidade, e a unidade gera força. Tenho convicção que o Fórum Nacional dos Conselhos de Migrantes é um espaço fundamental nesse intercâmbio e de soluções nacionais para a agenda de migração”, afirmou.

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“O Fonacceram é o resultado importante de uma construção coletiva para todos nós que atuamos nos estados. Temos nos empenhado em dar visibilidade para essa questão e é importante termos um fórum nacional, que coloque o tema na pauta dos gestores federais, fortalecendo as estratégias nos Estados e nos municípios, onde, de fato, está a população migrante”, complementou Márcia.

POLÍTICAS PÚBLICAS – No Paraná, na área de atendimento à população migrante, a Secretaria da Justiça e Cidadania possui uma divisão específica dentro da Coordenação Estadual dos Direitos Humanos. O Cerma-PR, como instância de participação da sociedade civil e acompanhamento das políticas públicas na área, aprovou, em 2022, o 2º Plano Estadual para a Promoção e Defesa dos Direitos dos Migrantes, Refugiados e Apátridas.

A Seju conta também com o Centro Estadual de Informações para Migrantes, Refugiados e Apátridas (Ceim). Neste espaço (localizado no Centro de Curitiba), os migrantes têm acesso a uma série de serviços como regularização documental, cursos de português e profissionalizantes, confecção de currículos e intermediação de mão de obra, apoio na revalidação de diplomas e acesso aos serviços de saúde, educação e assistência social. O Ceim também participa da feira de serviços Paraná em Ação, levando os serviços prestados para os municípios do Interior e do Litoral.

Fonte: Governo PR

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Estado vai defender na Justiça compra de 26 robôs para agilizar combate a incêndios

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O Governo do Estado vai recorrer da decisão liminar que impede a Defesa Civil de continuar o processo de compra de até 26 robôs de combate a incêndios de grandes proporções. A defesa está amparada por um despacho do Tribunal de Contas de março deste ano que já tinha negado processo similar movido por uma empresa do Espírito Santo que não possui equipamento com as características exigidas no estudo técnico.

O processo de compra teve início com uma ata de registro de preço (e não compra efetiva) da Defesa Civil para aquisição de robôs para enfrentar incêndios em áreas industriais, portos e aeroportos. O projeto faz parte do Plano de Auxílio Mútuo (PAM), desenvolvido pela pasta para enfrentar o aumento de registro de ocorrências desse tipo. Uma empresa alemã ganhou a concorrência porque tem o melhor produtor do mercado.

Esse robô é usado por países de primeiro mundo no combate a grandes incêndios. Ele funciona acoplado a uma mangueira e tem capacidade para gerar fluxo imenso de água para combater grandes incêndios logo no início, o que ajuda também a preservar o trabalho de bombeiros militares diante de cenários muito extremos. O Estado desenvolve essa compra de maneira pioneira no Brasil.

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Nessa semana, no entanto, uma decisão liminar da 2ª Vara da Fazenda Pública de Curitiba suspendeu a licitação e já comprometeu o calendário de aquisição dos equipamentos. A Procuradoria-Geral do Estado vai entrar com um agravo contra a decisão no Tribunal de Justiça do Paraná e apresentar a documentação técnica que embasa o procedimento. 

E essa aquisição se mostra cada vez mais urgente. Nesta semana o novo relatório do Monitor de Secas da Agência Nacional de Águas apontou para a existência de estiagem em todo o Paraná, o que aumenta o risco de incêndios, principalmente diante da temporada de seca do inverno.

Fonte: Governo PR

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