Brasil
Paisagens Cariocas entre a Montanha e o Mar: a beleza natural e o desenho urbano do Rio de Janeiro reconhecidos pela UNESCO
Reconhecido na Lista do Patrimônio Mundial da UNESCO em 2012, o bem “Rio de Janeiro: Paisagens Cariocas entre a Montanha e o Mar” celebra a forma única como a intervenção humana moldou e se integrou a uma das geografias naturais mais espetaculares do planeta.
O reconhecimento da cidade carioca premiou a relação entre a natureza e a cultura urbana. O território engloba desde os picos mais altos do Parque Nacional da Tijuca até as águas da Baía de Guanabara, passando por jardins históricos, morros e a famosa orla da cidade.
Reconhecimento
A UNESCO concedeu o título de Patrimônio Mundial ao Rio de Janeiro na categoria de Paisagem Cultural marcando a primeira vez que uma grande cidade urbana recebeu esse reconhecimento internacional.
O modo de vida do carioca, a música, a literatura e o desenvolvimento da cidade foram inspirados pela interação diária com os elementos naturais, como as montanhas cobertas pela Mata Atlântica, a baía, o oceano e os grandes parques projetados que emolduram a capital fluminense.
O que fazer
Entre as principais atrações que compõem o sítio do Patrimônio Mundial estão:
• Cristo Redentor: localizado dentro do Parque Nacional da Tijuca, o monumento de braços abertos sobre a cidade oferece uma das vistas panorâmicas mais famosas do mundo.
• Pão de Açúcar: acessado pelo histórico bondinho, o complexo dos morros do Pão de Açúcar e da Urca proporciona um visual inesquecível da entrada da Baía de Guanabara.
• Parque Nacional da Tijuca: uma das maiores florestas urbanas do mundo, ideal para caminhadas, trilhas, banhos de cachoeira e contemplação de espécies da Mata Atlântica.
• Jardim Botânico do Rio de Janeiro: abriga acervo científico e paisagístico, com destaque para as palmeiras-imperiais e o Lago das Vitórias-Régias.
• Calçadão de Copacabana: famosa orla com mosaico em formato de ondas, ponto de encontro para esportes, caminhadas e convivência ao ar livre.
Quando visitar
O Rio de Janeiro é um destino para o ano todo, mas alguns eventos tornam a viagem ainda mais marcante:
• Carnaval: uma das maiores manifestações culturais do planeta, com os desfiles das escolas de samba na Sapucaí e centenas de blocos de rua por toda a cidade.
• Réveillon: celebração de Ano Novo reconhecida internacionalmente, reunindo milhões de pessoas na Praia de Copacabana para a tradicional queima de fogos e shows na areia.
Como chegar
O Rio de Janeiro conta com dois aeroportos principais: o Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro/Galeão – Tom Jobim (GIG) e o Aeroporto Santos Dumont (SDU), este localizado no centro da cidade.
Para quem viaja de carro ou ônibus intermunicipal, os principais acessos à capital fluminense são feitos pelas rodovias BR-116 e BR-040.
Patrimônio Mundial
A Lista do Patrimônio Mundial reúne locais reconhecidos pela UNESCO por sua importância cultural, natural ou histórica para a humanidade. Os bens inscritos são considerados de Valor Universal Excepcional e passam a integrar uma relação internacional de patrimônios cuja preservação é de interesse mundial.
O Brasil possui atualmente 26 bens inscritos na lista, distribuídos entre as categorias Cultural, Natural e Mista.
Por Bárbara Magalhães
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo
Fonte: Ministério do Turismo
Brasil
Fórum debate atuação dos hospitais filantrópicos no SUS e desafios para os próximos anos
Com presença em 1.145 municípios e mais de 164 mil leitos, a rede de hospitais filantrópicos ocupa posição estratégica na organização e na oferta de serviços do Sistema Único de Saúde (SUS), especialmente em áreas de média e alta complexidade. O tema foi destacado pelo secretário-executivo do Ministério da Saúde, Adriano Massuda, durante a abertura do II Fórum em Saúde da Associação dos Hospitais Filantrópicos Privados (Ahfip), em São Paulo, na quarta-feira (19).
Atualmente, o país conta com 1.525 hospitais filantrópicos, o que garante capilaridade territorial, descentralização e regionalização da assistência para responde ao imperativo constitucional do direito à saúde. Ao todo, são 164.832 leitos hospitalares na rede filantrópica, dos quais 120.936 estão destinados ao SUS. Essas instituições representam a principal estrutura hospitalar disponível em diversos municípios do interior, evitando que pacientes precisem se deslocar para grandes centros urbanos em busca de atendimento.
“Hoje, com o SUS, esses hospitais cresceram o seu papel. Mais de 40% da produção hospitalar é realizada pelas instituições filantrópicas e, para procedimentos de alta complexidade, como cirurgias cardíacas e transplantes, esses hospitais chegam a representar 70% da produção de saúde brasileira”, comparou Massuda.
A rede se destaca ainda como referência em áreas de média e alta complexidade, contribuindo com oncologia, cardiologia, transplantes, terapia intensiva, urgência e emergência, assistência materno-infantil e formação de profissionais de saúde. A Ahfip reúne hospitais de excelência e alta complexidade tecnológica, como Sírio-Libanês, BP, HCor, Oswaldo Cruz, A.C.Camargo e Moinhos de Vento, que atuam nas áreas de ensino, pesquisa e assistência à saúde.
Parceria estratégica
A dimensão e a capilaridade da rede também ampliam a importância de uma atuação coordenada entre o poder público e as instituições filantrópicas. Nesse contexto, o Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS (Proadi-SUS), que articula o Ministério da Saúde a hospitais de excelência filantrópicos, passa pelo planejamento de seu 7º triênio.
Segundo Massuda, a próxima etapa deve ser orientada por cinco dimensões essenciais: acesso, equidade, resolutividade/integralidade, resiliência e sustentabilidade. A proposta é priorizar populações vulneráveis, territórios de difícil acesso e projetos mais robustos e estruturantes, reduzindo a pulverização de iniciativas.
“O objetivo é reduzir a pulverização dos projetos”, destacou o secretário-executivo. A proposta é concentrar as iniciativas de acordo com a vocação técnica de cada instituição e alinhá-las às prioridades nacionais, como atenção básica, transformação digital e saúde climática.
Para o secretário-executivo, a agenda estratégica do governo deve estar associada à expertise de cada hospital. “Um projeto de atenção ao câncer com o hospital do coração não faz muito sentido”, afirmou. Na avaliação do secretário-executivo, iniciativas voltadas à saúde cardiovascular, por exemplo, devem ser desenvolvidas por instituições com reconhecida expertise na área, como o Hospital do Coração (HCor), enquanto projetos de atenção ao câncer podem ser direcionados a referências como o A.C.Camargo Câncer Center.
Novos instrumentos
Além do Proadi-SUS, o Ministério da Saúde vem organizando a regulamentação de novos instrumentos de cooperação entre o poder público e o setor filantrópico. Entre eles está o Componente de Créditos Financeiros, que permite a hospitais privados e filantrópicos converterem débitos com a União em atendimentos gratuitos ao SUS, por meio do Certificado de Valor de Crédito Financeiro (CVCF).
Somente entre as instituições sem fins lucrativos, já foram acumulados mais de R$ 470 milhões em créditos financeiros, dos R$ 640 milhões totais gerados pelo mecanismo.
O Componente Cirúrgico dessa política proporcionou, em 2025, a realização de 14,9 milhões de cirurgias eletivas, um crescimento de 43% em relação a 2022. Nos cinco primeiros meses de 2026, já haviam sido realizadas 6,2 milhões de cirurgias, 8% a mais do que no mesmo período do ano anterior.
Sistema resiliente
A discussão sobre a parceria com a rede filantrópica está inserida em um debate mais amplo sobre os caminhos do SUS diante das transformações demográficas, epidemiológicas, tecnológicas, climáticas e econômicas. Durante o fórum, Massuda apresentou dados sobre a trajetória do sistema ao longo de seus 35 anos, destacando avanços como a redução da mortalidade infantil, o aumento de cerca de 9,5 anos na expectativa de vida entre 1991 e 2024, a erradicação da poliomielite e a consolidação de capacidades reconhecidas internacionalmente, como o maior sistema público de transplantes de órgãos e tecidos do mundo e um dos maiores programas de imunização.
Ao mesmo tempo, o secretário-executivo apontou desafios estruturais que precisam ser enfrentados para garantir a sustentabilidade e a capacidade de resposta do sistema, entre eles o subfinanciamento, as desigualdades regionais na oferta de serviços e tecnologias, a fragmentação do cuidado e as tensões na relação entre os setores público e privado.
Segundo o Ministério da Saúde, a próxima fase do SUS será marcada por transformações profundas, como o envelhecimento populacional, a mudança no perfil epidemiológico, os impactos das mudanças climáticas, a transformação digital e o avanço de tecnologias e terapias de alto custo. Nesse cenário, a construção de um sistema mais resiliente, integrado e sustentável depende da capacidade de articular diferentes atores e competências em torno das necessidades da população.
Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde
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