Connect with us


Brasil

Agenda pela Ciência apresenta iniciativas estruturantes para parlamentares destinarem emendas

Publicado em

O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) avança, em 2026, na consolidação da Agenda pela Ciência. O instrumento é estruturado para orientar a destinação de emendas parlamentares a projetos estratégicos de ciência, tecnologia e inovação. Organizada em seis eixos prioritários, ela busca alinhar o apoio do Congresso Nacional a iniciativas com capacidade de gerar impacto econômico, social e científico de longo prazo. 

Apresentada a deputados federais em 2025, durante reunião da Comissão de Ciência e Tecnologia (CCT), a Agenda pela Ciência entra agora em uma nova fase. “Passamos pela consolidação e capilarização junto ao Congresso Nacional. O próximo passo do MCTI é aprofundar o diálogo com os parlamentares, as bancadas e as comissões para apresentar de forma organizada os eixos prioritários”, afirma o chefe da Assessoria Especial de Assuntos Parlamentares e Federativos (Aspar) do MCTI, Luiz Rodrigues.  

O foco do ministério passa a ser ampliar o alcance e o entendimento da proposta junto ao Legislativo. Nesse processo, o MCTI atua internamente para garantir que os projetos apresentados aos deputados e senadores estejam alinhados às prioridades nacionais e tenham condições efetivas de execução. “Do ponto de vista interno, nós estamos alinhando as áreas finalísticas do ministério, as unidades vinculadas e os instrumentos de execução para garantir que os projetos apresentados estejam tecnicamente maduros, com capacidade de execução e de aderência às prioridades nacionais.” 

A lógica que orienta a Agenda pela Ciência, segundo Rodrigues, é transformar as emendas parlamentares em instrumentos de planejamento e investimento estratégico. “Nossa ideia central é dar previsibilidade, transparência e escala ao uso de emendas, transformando esse recurso em investimento estratégico para a ciência, tecnologia e inovação, e não apenas para ações pontuais.” 

Leia mais:  Nova portaria traz eficiência para aprovação de projetos arquitetônicos de UBS e CAPS

Projetos estruturantes e áreas prioritárias

A Agenda pela Ciência foi concebida como uma lista de prioridades, permitindo que o apoio parlamentar seja direcionado a projetos com maior potencial de impacto sistêmico. “A Agenda pela Ciência foi pensada justamente para isso, para oferecer um cardápio estruturado de prioridades, todas estratégicas. Ainda assim, alguns conjuntos de projetos se destacam pelo potencial de impacto sistêmico”, explica o chefe da Aspar. 

Entre eles, Luiz Rodrigues destaca o fortalecimento do Sistema Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação, com investimentos diretos em pesquisa científica, infraestrutura e integração institucional.  

Outro eixo considerado central é o de tecnologias digitais, que abarca áreas decisivas para a soberania tecnológica do País. “Envolve computação de alto desempenho, inteligência artificial, semicondutores e formação de profissionais. Aí é um campo que o investimento agora define a posição que o Brasil vai ter no futuro no cenário global”, afirma Rodrigues. 

O Programa Espacial Brasileiro também figura entre as prioridades estruturantes, com projetos de grande relevância estratégica, com projetos como Missão Amazônia, Consolidação da Indústria Espacial. 

A agenda contempla ainda iniciativas de tecnologia social, educação científica e popularização da ciência, com impacto direto na vida da população. Os projetos de tecnologia social, educação científica e popularização da ciência levam conhecimento diretamente para a vida das pessoas. 

Leia mais:  Ministério da Saúde anuncia construção de maternidades e policlínicas com R$ 499 milhões do Novo PAC. Seis estados serão beneficiados

De acordo com Rodrigues, o diferencial desses projetos está na combinação de resultados econômicos, sociais e estratégicos. “Em resumo, são projetos que combinam impacto econômico, social e estratégico, que se beneficiam muito do apoio parlamentar quando ele é devidamente estruturado.” 

O apoio parlamentar à Agenda pela Ciência 

Quando um parlamentar manifesta interesse em destinar emendas a projetos do MCTI por meio da Agenda pela Ciência, o fluxo é organizado para garantir segurança técnica e eficiência na execução. Após isso, a demanda é analisada e encaminhada às áreas técnicas responsáveis. 

“A partir daí, a gente faz o enquadramento da demanda dentro dos eixos da agenda e articulamos com a área técnica responsável, seja uma secretaria finalística, seja uma unidade vinculada a uma instituição executora”, explica Rodrigues. 

Esse processo permite avaliar todos os aspectos necessários para a execução adequada da emenda. Permite que os técnicos verifiquem a viabilidade técnica, a adequação orçamentária e o melhor instrumento para a execução, garantindo segurança, eficiência e transparência na execução dessa emenda. O objetivo, segundo o chefe da Aspar, é facilitar o trabalho do parlamentar e assegurar resultados concretos para o País.  

 

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

Comentários Facebook

Brasil

Operação Brasil Contra o Crime Organizado prende 76 pessoas e provoca prejuízo superior a R$ 45 milhões às facções

Published

on

Brasília, 22/5/2026 – A Operação Brasil Contra o Crime Organizado, coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), por meio da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), divulgou, nesta sexta-feira (22), o balanço operacional consolidado das atividades realizadas entre 17 e 22 de maio nas regiões de fronteira e divisas do País. O prejuízo estimado ao crime organizado ultrapassa R$ 45,7 milhões.

As ações foram coordenadas pela Diretoria de Operações Integradas e de Inteligência (Diopi), por meio da Coordenação-Geral de Fronteiras e Amazônia (CGFRON), e ocorreram de forma integrada nas 27 unidades da Federação. A iniciativa ampliou significativamente o alcance da operação em relação a 2025, quando as atividades foram realizadas em sete estados.

Balanço parcial da semana

• 76 prisões e apreensões, sendo 51 prisões em flagrante, 19 por mandado judicial e 6 apreensões de adolescentes;
• cumprimento de 8 mandados de busca e apreensão;
• instauração de 12 inquéritos e conclusão de 2;
• realização de 32 operações com resultado de inteligência;
• realização de 70 bloqueios, barreiras e blitz policiais.

Leia mais:  Nova portaria traz eficiência para aprovação de projetos arquitetônicos de UBS e CAPS

As operações também impactaram a logística do crime organizado, principalmente no tráfico de drogas, armas e contrabando. Entre os materiais apreendidos no período, estão:

• 8,3 toneladas de maconha;
• mais de 613 kg de cocaína e pasta base;
• 373 kg de skunk;
• 2 metralhadoras, 3 fuzis, 14 espingardas, 4 pistolas e 3 revólveres;
• mais de 89 mil munições;
• cigarros contrabandeados, agrotóxicos ilegais e veículos utilizados pelas organizações criminosas.

Brasil Contra o Crime Organizado
Operação Brasil Contra o Crime Organizado prende 76 pessoas e provoca prejuízo superior a R$ 45 milhões às facções. foto: Divulgação

Os resultados consolidados entre 11 e 22 de maio demonstram o impacto da atuação integrada das forças de segurança pública em todo o Brasil, com prejuízo superior a R$ 213 milhões ao crime organizado. Até o momento, as ações contabilizam 242 prisões, mais de 60 toneladas de drogas apreendidas, armamentos de grosso calibre — incluindo fuzis e metralhadoras — e mais de 89 mil munições retiradas de circulação.

Segundo o diretor de Operações Integradas e de Inteligência da Senasp, Anchieta Nery, a ampliação nacional da operação fortalece o enfrentamento qualificado às organizações criminosas. “A expansão da operação para todas as unidades federativas representa um avanço importante na integração das forças de segurança pública. Estamos ampliando o compartilhamento de inteligência, fortalecendo a atuação nas fronteiras e atingindo diretamente a estrutura financeira e logística das facções criminosas em todo o território nacional”, afirmou.

Leia mais:  Justiça suspende decisão do TCE-MG e garante teto nacional dos exames da CNH do Brasil

Além das medidas repressivas, a operação também intensificou a presença do Estado em áreas estratégicas de fronteira e divisas, com fiscalizações, visitas preventivas e abordagens policiais. Durante a semana, mais de 2,4 mil pessoas e mais de mil veículos foram abordados pelas equipes policiais.

A Operação Brasil Contra o Crime Organizado integra a estratégia nacional do Governo Federal voltada ao enfrentamento qualificado das organizações criminosas, ao combate aos crimes transfronteiriços e à descapitalização financeira das facções.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

Comentários Facebook
Continuar lendo

Mais Lidas da Semana

Copyright © 2019 - Agência InfocoWeb - 66 9.99774262