Brasil
Novo sistema do PAT entra no ar com atualização obrigatória de cadastro
O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) disponibiliza à sociedade o novo sistema do Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT). A nova plataforma pode ser acessada pelo endereço: novopat.trabalho.gov.br e passa a concentrar os serviços de cadastro e atualização das informações dos participantes do programa.
Todas as empresas e profissionais atualmente inscritos no PAT deverão atualizar seus dados no novo sistema. O processo será realizado em duas etapas, de forma gradual, para garantir a migração segura das informações.
A primeira etapa ocorre entre 15 de maio e 15 de junho e será destinada exclusivamente aos profissionais nutricionistas que atuam no âmbito do PAT. Nesse período, apenas os nutricionistas prestadores de serviço vinculados ao programa poderão acessar a plataforma para realizar o cadastro.
Na segunda etapa, de 15 de junho a 15 de julho, o acesso será liberado para os demais participantes do programa. Deverão atualizar o cadastro no novo sistema as empresas beneficiárias (empregadoras), as fornecedoras de alimentação coletiva e as facilitadoras — empresas responsáveis pela emissão dos benefícios do PAT.
Segundo a assessora da coordenação do PAT, Viviane Forte, a implantação da nova plataforma busca ampliar a transparência e a rastreabilidade das informações relacionadas ao programa, permitindo maior acompanhamento das empresas e profissionais participantes, além de fortalecer a gestão, o controle e a integridade das operações realizadas no âmbito do PAT.
“A modernização do sistema busca aprimorar a gestão do Programa de Alimentação do Trabalhador, garantindo mais segurança, eficiência e atualização das informações cadastrais dos participantes”, destaca Viviane.
O MTE informa ainda que, a partir de 16 de julho, o sistema atual do PAT será desativado, tornando obrigatória a atualização cadastral no novo ambiente digital para continuidade do acesso aos serviços do programa.
Brasil
Projeto Trabalho Saudável e Seguro na Pesca Artesanal encerra ciclo de formações e fortalece pescadores e pescadoras em cinco estados
O Projeto Trabalho Saudável e Seguro na Pesca Artesanal conclui, em Belém (PA), o ciclo de cinco formações territoriais realizadas nos estados de atuação da iniciativa, consolidando uma importante estratégia de fortalecimento da categoria pesqueira artesanal por meio da informação, da formação cidadã e da produção de dados sobre saúde e segurança no trabalho.
A iniciativa, que teve como marco inicial a retomada da gestão do seguro-defeso para o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) em novembro de 2025, percorreu os estados do Amazonas, Bahia, Maranhão, Piauí e Pará, reunindo Agentes Territoriais que atuarão como multiplicadores de conhecimento junto a pescadores, pescadoras, marisqueiras, catadoras e representantes institucionais, em torno do debate sobre direitos, proteção social, saúde, segurança e organização coletiva.
A formação do Pará, realizada entre os dias 12 e 15 de maio, marcou o encerramento do percurso formativo nos cincos estados. As ações integram a estratégia de fortalecimento do seguro-defeso, benefício fundamental para trabalhadores e trabalhadoras da pesca artesanal durante o período de reprodução das espécies.
A abertura do encontro contou com vídeo enviado pelo ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, que deu as boas-vindas aos participantes e destacou a importância da qualificação e do acesso ao conhecimento. O evento contou com o presidente da Fundacentro, José Cloves; de Jomar Lima, superintendente regional do Trabalho no Pará; João Paulo Ferreira Machado, diretor de Políticas Públicas de Trabalho, Emprego e Renda do MTE; Raigner Rezende, coordenador-geral do Seguro-Desemprego do Pescador Artesanal; Solange Schaffer, coordenadora do Núcleo de Assessoramento Técnico em Saúde e Segurança do Trabalho da Superintendência do Trabalho do Pará e da Fundacentro; Vera Lima, diretora administrativa da Superintendência Regional do Pará; e Marcelo Vasconcelos, coordenador nacional do projeto.
Ao comentar a mensagem do ministro, João Paulo Ferreira Machado ressaltou a importância da formação e da troca de conhecimentos. Segundo ele, a qualificação fortalece os trabalhadores e amplia a capacidade de atuação das comunidades pesqueiras na defesa de seus direitos. “Conhecimento é algo que só nos faz bem. A atividade de você de disseminar o conhecimento trará para os pescadores artesanais um reconhecimento novo da sua identidade, da sua característica naquela comunidade. O pescador entender o quanto é impactante e o quanto ele pode mudar nas pequenas coisas, nos pequenos detalhes, na sua atividade que traga uma situação de maior segurança no processo e de evitar o adoecimento”, ressaltou João Paulo.
Já o coordenador nacional do Projeto, Marcelo Vasconcelos, explicou o trabalho da Fundacentro junto com o MTE. “O agente territorial não é fiscal do trabalho, não é servidor Ministério do Trabalho, ele é um bolsista da Fundacentro, que é uma instituição de ciência e tecnologia, que auxilia no processo de entrevista do seguro-defeso”.
“O governo federal entendeu a necessidade de trazer mais visibilidade ao pescador e a pescadora artesanal, pois sabemos por quanto tempo eles ficaram e ainda estão invisibilizados e o nosso papel aqui é trazer essa visibilidade social. E essa visibilidade só se dá através do trabalho coletivo, e todos aqui estão colaborando nessa construção social”, enfatizou Vasconcelos.
A programação do Curso Básico de Agentes Territoriais na Pesca Artesanal: Formação Cidadã em Saúde e Segurança no Trabalho do Pescador e Pescadora Artesanal aborda temas como cartografia social, diversidade social, equilíbrio ambiental, prevenção de acidentes, políticas públicas, pesquisa aplicada e documentação em campo, reforçando o papel dos agentes territoriais como multiplicadores de conhecimento dentro das comunidades pesqueiras.
No segundo dia da programação, a oficina sobre políticas públicas voltadas às comunidades pesqueiras abordou o funcionamento do seguro-defeso, seus critérios de acesso e sua importância como mecanismo de proteção social para trabalhadores.
As formações também reforçaram a importância da produção de dados sobre as condições de trabalho na pesca artesanal. A partir das entrevistas e pesquisas de campo realizadas pelos agentes territoriais, o projeto contribui para ampliar o diagnóstico sobre riscos ocupacionais, inseguranças e vulnerabilidades enfrentadas diariamente pelos trabalhadores e trabalhadoras da atividade.
As formações integram também a estratégia articulada ao processo de garantia do seguro-defeso, benefício fundamental para milhares de trabalhadores e trabalhadoras durante os períodos de reprodução das espécies. Mais do que assegurar o acesso ao benefício, o projeto busca garantir que pescadores e pescadoras tenham acesso à informação qualificada sobre seus direitos, riscos ocupacionais, saúde do trabalhador e mecanismos de proteção social.
Nesse contexto, a formação se torna instrumento de prevenção, enfrentamento e empoderamento social. Ao fortalecer o acesso à informação, o projeto contribui para que a categoria amplie sua capacidade de organização, reivindicação de direitos e participação nas políticas públicas voltadas aos povos das águas.
Além disso, a iniciativa também fortalece a produção de dados e diagnósticos sobre as reais condições de trabalho na pesca artesanal, setor historicamente invisibilizado nas estatísticas oficiais sobre saúde e segurança do trabalho. A partir das pesquisas de campo, entrevistas e registros realizados pelos próprios agentes territoriais, o projeto contribui para revelar os riscos, inseguranças e vulnerabilidades enfrentados diariamente por pescadores e pescadoras artesanais em diferentes regiões do país.
Desenvolvido pela Fundacentro em parceria com o Ministério do Trabalho e Emprego, o Projeto Trabalho Saudável e Seguro na Pesca Artesanal vem consolidando uma atuação voltada à promoção da saúde, da segurança, da cidadania e da dignidade no trabalho da pesca artesanal em diferentes regiões do país.
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