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Nova gestão do Separtec visa fortalecimento dos ecossistemas de ciência e inovação

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O Governo do Paraná nomeou novos gestores para o Sistema Estadual de Ambientes Promotores de Inovação (Separtec), instância que promove a aproximação entre universidades, instituições de pesquisa e setor produtivo de iniciativas de ciência, tecnologia e inovação (CTI). A advogada Erika Juliana Dmitruk foi designada como secretária executiva e o administrador José Maurino de Oliveira Martins passa a responder pela Coordenação de Relações Institucionais. A resolução foi publicada no Diário Oficial do Estado desta terça-feira (14).

Servidores públicos de carreira do Estado, ambos os profissionais acumulam larga experiência na implementação de políticas públicas do setor, inclusive com participação direta na elaboração da Política Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação do Paraná (Pecti-PR). Eles assumem o desafio de impulsionar ainda mais os ecossistemas paranaenses de CTI, um dos mais robustos do Brasil, com um ambiente regulatório que tem atraído investimentos crescentes em pesquisa e desenvolvimento (P&D).

Para o secretário estadual da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Paraná, Aldo Nelson Bona, a nomeação dos novos gestores reforça o compromisso do governo com a qualificação técnica do sistema. “O Separtec é um instrumento central para transformar conhecimento científico em soluções aplicadas à sociedade e a nova gestão tem o respaldo técnico necessário para dar continuidade a esse trabalho e para ampliar a integração entre os diferentes ambientes de inovação em todo o Estado”, afirma.

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Doutora em Serviço Social e Política Social, Erika Dmitruk destaca a importância do Separtec para o desenvolvimento econômico e social. “Ferramenta de desenvolvimento econômico baseada em ciência e tecnologia, o Separtec tem como vocação fortalecer os ambientes promotores de inovação, ou seja, os espaços, redes e infraestruturas que agregam arranjos institucionais e culturais, mobilizando empreendedores e pesquisadores na atração de investimentos para potencializar o desenvolvimento da sociedade do conhecimento”, explica.

GOVERNANÇA – Vinculado à Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti), o Separtec atua no credenciamento dos ambientes de inovação paranaenses, a fim de assegurar a esses espaços o acesso a políticas e recursos públicos para o desenvolvimento de projetos e pesquisas. Atualmente, são 489 ambientes credenciados em 64 municípios, incluindo 36 parques tecnológicos e 128 ambientes de incubação. A governança do sistema conta ainda com a participação das secretarias da Fazenda (Sefa) e da Inovação e Inteligência Artificial (Seia).

Com mestrado em Desenvolvimento Econômico, Maurino Oliveira ressalta o papel da articulação institucional para o fortalecimento dos ecossistemas de inovação. “As políticas de ciência e tecnologia associadas ao desenvolvimento socioeconômico contribuem para que os ambientes promotores de inovação se consolidem como instrumentos de geração de emprego, trabalho e renda”, destaca. “A competitividade empresarial depende diretamente desse alinhamento, com os ambientes de inovação se consolidando como instrumentos de produtividade e mercado”.

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EXPERIÊNCIA – Professora desde 2010 da Universidade Estadual de Londrina (UEL), Erika Dmitruk estava atuando como assessora da Seti, com passagem pela coordenação da Unidade Executiva do Fundo Paraná (UEF). Ela trabalhou na implementação do Marco Legal da Ciência, Tecnologia e Inovação do Paraná com uma trajetória profissional que alia direito público, gestão estratégica e inovação. Já Maurino Oliveira, com experiência em gestão pública, mercado de trabalho e políticas de emprego, atuava até então como secretário executivo do Separtec.

Fonte: Governo PR

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A pedido do Ministério Público do Paraná, Judiciário decreta prisão preventiva de guardas municipais de Paranaguá denunciados por tortura e abuso de autoridade

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O Tribunal de Justiça do Paraná determinou a prisão preventiva de dois guardas municipais de Paranaguá, no Litoral do estado, denunciados pelo Ministério Público do Paraná pela prática dos crimes de tortura e abuso de autoridade. A decisão atende a um recurso apresentado pela 3ª Promotoria de Justiça da comarca, após o Juízo de primeiro grau haver indeferido inicialmente o pedido de prisão preventiva.

De acordo com a denúncia, os fatos ocorreram na madrugada de 5 de setembro de 2025, quando dois agentes abordaram um homem no Centro Histórico da cidade sob o falso pretexto de cumprimento de mandado de prisão – ele teria sido indicado como possível autor do furto de uma bicicleta, o que não foi comprovado. A vítima foi subjugada com o uso de algemas, colocada na viatura oficial e conduzida até um local ermo e de difícil acesso na localidade conhecida como Sidrão, na Ilha dos Valadares. Ao chegarem no local, os guardas retiraram as algemas e passaram a agredir a vítima violentamente, em sessão de tortura que resultou em lesões corporais de natureza grave, incapacitando-o para ocupações habituais por mais de 30 dias em decorrência das extensas queimaduras de segundo grau.

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Fraudes – A ação penal também abrange um terceiro guarda municipal que, após os atos de tortura e diante da iminente repercussão do caso, teria instruído e auxiliado os outros dois a forjarem uma versão oficial dissimulada. Os agentes envolvidos formalizaram um boletim de ocorrência com informações inverídicas, no qual alegavam que haviam abordado a vítima apenas para resguardá-la contra populares ou vigilantes privados, com o objetivo claro de encobrir as agressões e afastar a responsabilização criminal. Esse terceiro agente e os outros dois guardas que praticaram os atos de violência também foram denunciados por abuso de autoridade. Diante da extrema gravidade dos atos, o MPPR ingressou com ação cautelar e recurso em sentido estrito junto ao Tribunal de Justiça, argumentando que os investigados atuaram sistematicamente para subverter a instrução criminal, ocultar provas e combinar versões.

A liminar foi concedida pela 1ª Câmara Criminal do TJPR, determinando a suspensão da decisão de primeiro grau e a expedição dos mandados de prisão cautelar. No mérito da denúncia, o Ministério Público requer a condenação dos envolvidos, a decretação da perda do cargo público dos agentes e a fixação de valor mínimo de R$ 30 mil para a reparação dos danos sofridos pela vítima.

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Notícia anterior:

25/02/2026 – Em Paranaguá, Gaeco cumpre mandados de busca e apreensão em endereços ligados a dois guardas municipais suspeitos de atearem fogo em uma pessoa

Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4249

Fonte: Ministério Público PR

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