Paraná
Nova estação meteorológica do Pico Marumbi vai orientar turistas e grupos de socorro
Uma estação meteorológica completa do Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar) foi instalada neste sábado (29), no topo do Pico Marumbi (Pico Olimpo), o mais alto do Parque Estadual Pico Marumbi (PEPM), em Morretes. Na base do parque, no fim de agosto, outra estação também foi instalada.
As informações dos dois equipamentos auxiliarão na compreensão do regime de chuvas e das temperaturas especificamente nesta região, e trarão informações importantes para a administração do parque, turistas, montanhistas e equipes de socorro.
“Os dados das duas estações também serão muito úteis para a aviação, para os grupos de socorro como o BPMOA, Cosmo e Bombeiros, e para pesquisas também, afinal será possível ver as diferenças entre a base e o pico, e entre esta estação na Serra do Mar e outras que já temos no Litoral paranaense”, afirma o coordenador de infraestrutura do Simepar, Luiz Fernando Grodzki.
A estação meteorológica 52 do Simepar é composta pelos seguintes equipamentos: anemômetro (registra a velocidade e direção do vento), pluviômetro (registra volumes de chuva), piranômetro (mede a radiação solar), termohigrômetro (sensor de temperatura e umidade) e barômetro (sensor de pressão). Ela é autônoma, alimentada por um painel solar e envia dados a cada 15 minutos por sinal próprio de internet.
Para que todos os equipamentos que compõem a estação chegassem até o alto da montanha, uma operação foi realizada com apoio de mais de dez integrantes do Corpo de Socorro em Montanha (Cosmo) e um helicóptero do Instituto Água e Terra (IAT), órgão que, assim como o Simepar, é vinculado à Secretaria Estadual de Desenvolvimento Sustentável (Sedest).
O voo de reconhecimento foi realizado na sexta-feira (28) a tarde, para analisar os melhores pontos da montanha para pouso. O comandante Sampaio, acompanhado do mestre de cargas, dos técnicos do Simepar e representantes do Cosmo, fez testes com o helicóptero no local e delimitou uma área segura para a descida dos equipamentos no dia seguinte.
Neste sábado (29), os técnicos do Simepar Lucas Martins dos Santos e Jorge Henrique Castanho dos Santos levaram toda a estrutura da estação até o hangar da Helisul, no aeroporto do Bacacheri. Os equipamentos foram colocados dentro do helicóptero do IAT, e a decolagem com o Comandante Sampaio e o Mestre de Cargas ocorreu pouco antes das 9h.
Com suporte da equipe do Cosmo, que já estava no alto da montanha, todo o equipamento foi descarregado e instalado em menos de três horas. O tripé da estação e a base do pluviômetro foram nivelados com barras roscadas, e foi utilizado um chumbador químico, que seca em instantes, para fixá-las nas rochas.
BASE – Esta é a segunda estação meteorológica instalada no PEPM este ano. A estação meteorológica Marumbi Base, em operação desde o fim de agosto, já registrou acumulados de chuva de 235,2 mm em setembro, de 362,6 mm em outubro, e de 202,8 mm em novembro. A temperatura média na estação foi de 17,0°C em setembro, de 18°C em outubro, e de 18,6°C em novembro. Os dados constatados da estação nas últimas 24 horas ficam disponíveis para o público no site do Simepar, com atualizações a cada 15 minutos.
As informações da nova estação estarão disponíveis em breve, após a realização dos testes em todos os sensores, e poderão auxiliar os montanhistas e visitantes no planejamento das trilhas, aumentando a segurança de todos. De acordo com os meteorologistas do Simepar, o relevo irregular das áreas montanhosas faz com que o tempo mude mais rapidamente nestas regiões.
Fonte: Governo PR
Paraná
Sinais de inverno: maio terá frentes frias, geada e temperaturas abaixo de 10°C
O outono é uma estação de transição, e no mês de maio as características de inverno começam a ficar mais presentes na atmosfera. De acordo com o Simepar (Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná), mais ocorrências de geada serão registradas, além da passagem de novas frentes frias, seguidas de massas de ar frio, que devem derrubar as temperaturas. Para monitorar as ocorrências, o serviço Alerta Geadas, ofertado pelo Simepar em parceria com o Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná), terá início na próxima segunda-feira (04).
Os modelos de previsão indicam dois cenários bem diferentes na primeira e na segunda quinzenas de maio. “Na primeira metade do mês, o tempo será mais dinâmico, com a passagem de duas frentes frias pelo Paraná. A primeira está prevista entre os dias 2 e 3 de maio. Será uma passagem rápida, com efeitos mais perceptíveis na região Leste do estado, incluindo uma leve queda nas temperaturas”, diz Marco Jusevicius, coordenador de Operações do Simepar.
Apesar do nome, o impacto de uma frente fria não significa necessariamente que vai fazer frio. Ela é uma área de transição entre uma massa de ar frio que avança sobre uma área onde já tem uma massa de ar quente. Esse choque entre as duas massas de ar faz com que o ar quente suba rapidamente, formando muitas nuvens e aumentando as instabilidades. Dessa forma, a chegada de uma frente fria significa que vai chover.
Após a passagem de uma frente fria, uma massa de ar frio pode, sim, causar a redução nas temperaturas, e é o que está previsto entre os dias 7 e 8 de maio. “A segunda frente fria deve trazer o primeiro evento de frio mais abrangente do mês. Há risco de geadas mais significativas, principalmente na metade sul do estado. O período mais intenso de frio deve ocorrer entre os dias 9 e 12 de maio, com a atuação de uma massa de ar polar”, explica Marco.
Depois da segunda frente fria, a tendência para o fim do mês é de um padrão de tempo mais estável. As temperaturas devem subir gradualmente ao longo dos dias, e não há indicativo de volumes expressivos de chuva no Paraná. Com o sobe e desce das temperaturas, a expectativa é de que o mês termine com as temperaturas dentro da média histórica no Estado.
MÉDIAS – Historicamente, em maio, os maiores volumes de chuva são registrados nas cidades ao redor de Cascavel, Pinhão, Pato Branco e Borrazópolis, com volumes entre 200 mm e 225 mm. Nos outros municípios do Oeste e Sudoeste, os volumes de chuva historicamente em maio são entre 150 mm e 200 mm.
No Noroeste e no Centro-Sul, bem como no Litoral, os acumulados de chuva historicamente ficam entre 125 mm e 150 mm. Na Região Metropolitana de Curitiba, Norte e Norte Pioneiro, os volumes de chuva historicamente em maio ficam entre 100 mm e 125 mm. As cidades onde menos chove em maio, historicamente, ficam ao redor de Cambará, Jacarezinho, Cerro Azul e Doutor Ulisses, com volumes acumulados entre 75 mm e 100 mm, apenas.
As temperaturas máximas, geralmente registradas no fim da tarde, são mais baixas historicamente no mês de maio no Paraná entre Palmas e Bituruna, variando entre 18°C e 20°C. No Centro-Sul e na parte oeste da Região Metropolitana de Curitiba, as máximas ficam entre 20°C e 22°C. Na parte norte do Litoral, no Norte, Norte Pioneiro, Noroeste e na parte norte da região Oeste, as máximas historicamente variam entre 24°C e 26°C no mês.
As temperaturas ficam mais altas no Estado em cidades como Diamante do Norte, Marilena, Cambará e Jacarezinho, com valores entre 26°C e 28°C à tarde. Nas outras regiões, as máximas em média variam entre 22°C e 24°C.
Já as temperaturas mínimas, geralmente registradas durante a madrugada ou o amanhecer, também são mais baixas historicamente em maio ao redor de Palmas e Bituruna, com valores entre 8°C e 10°C. No Sudoeste, Centro-Sul, até a parte oeste da Região Metropolitana de Curitiba, as mínimas em média variam entre 10°C e 12°C. No Oeste e no Norte Pioneiro, ficam entre 12°C e 14°C. No Litoral, Norte e Noroeste, as mínimas são as mais altas em maio, em média entre 14°C e 16°C.
Por fim, as temperaturas médias, ou seja, a média de todas as temperaturas registradas no dia, são mais baixas em Curitiba e no Centro-Sul, entre 12°C e 14°C. No Sudoeste, Campos Gerais e Região Metropolitana da capital, ficam historicamente em maio entre 14°C e 16°C. Na parte leste da região Oeste (incluindo Toledo e Cascavel) até a região de Cândido de Abreu, variam historicamente em maio entre 16°C e 18°C.
No Litoral, Oeste, Noroeste, Norte e Norte Pioneiro ficam entre 18°C e 20°C. Apenas no extremo Noroeste, em cidades como Querência do Norte, Porto Rico e Diamante do Norte, as temperaturas médias são mais altas: entre 20°C e 22°C.
ALERTA GEADA – A partir de segunda-feira (4), o Simepar inicia o 32° ano do serviço Alerta Geadas, em parceria com o IDR-PR, com apoio da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento, prefeituras, cooperativas e associações de produtores. Criado originalmente para proteger cafezais recém-plantados, o Alerta Geada hoje atende diversas atividades agropecuárias (avicultura, suinocultura, horticultura e silvicultura, por exemplo) e ainda beneficia outros setores da economia, como turismo, comércio, mercado financeiro e construção civil.
“A geada é um fenômeno típico desta época do ano mais fria, principalmente nos estados do Sul do Brasil. Ela ocorre principalmente em situações de conjunção de uma massa de ar polar atuando sobre a região, céu mais aberto, sem a presença de nuvens e com a velocidade do vento muito fraca”, explica Marco.
Nestas condições, diz ainda, a superfície da terra perde calor muito rápido por radiação para a atmosfera, fazendo com que a queda de temperatura seja mais acentuada sobre a superfície. “Com isso, a umidade do ar presente nas proximidades vai fazer a transformação entre vapor e gelo, criando cristais de gelo sobre a superfície”, acrescenta.
Durante o período de operação do Alerta Geada (de maio a meados de setembro), pesquisadores do IDR-Paraná e do Simepar divulgam boletins diários com informações sobre as condições do tempo e a evolução de massas de ar polar pelo estado. Quando há previsão de massas de ar frio com potencial de causar danos, alertas são emitidos e amplamente divulgados com antecedência.
Em 2025, foram emitidos 137 boletins diários no Alerta Geadas com informações sobre as condições do tempo e a evolução de massas de ar polar, e disparados 39 alertas específicos para a possibilidade de geada com potencial de causar danos a atividades agropecuárias — 37 para as regiões mais ao Sul e apenas dois para o Norte/Noroeste do Paraná.
Fonte: Governo PR
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