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Atendendo a pedido das Promotorias de Justiça de Laranjeiras do Sul, Judiciário assegura fornecimento imediato de prontuários médicos requisitados a hospital

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A Vara Cível de Laranjeiras do Sul, no Centro-Sul do estado, concedeu liminar que assegura o fornecimento imediato de prontuários médicos do hospital da cidade, requisitados pelo Ministério Público do Paraná e pela autoridade policial. A decisão foi proferida no âmbito de ação civil pública ajuizada pelas Promotorias de Justiça da comarca, que pretendem utilizar os registros para fundamentar processos de persecução criminal e procedimentos extrajudiciais.

Áudio do promotor de Justiça Igor Rabel Corso
 

A ação foi movida diante da recusa sistemática da instituição hospitalar em fornecer prontuários formalmente requisitados pela Polícia Civil e pelo MPPR. O hospital justificava a negativa com base no sigilo médico previsto no Código de Ética Médica. No entanto, a falta de acesso aos documentos estava comprometendo a celeridade e a eficácia da persecução penal, especialmente em casos graves, como os de violência doméstica e crimes contra a vida.

Inicialmente, houve tentativa de resolver o impasse de forma consensual, com a instauração de procedimento administrativo. Contudo, diante da ausência de acordo, as Promotorias de Justiça decidiram ajuizar a ação civil pública. Na petição inicial, o MPPR argumentou que, nesse contexto, a requisição de prontuários configura uma transferência de sigilo, e não uma quebra. Isso significa que o dever de guarda e confidencialidade é transferido do hospital para as autoridades requisitantes, legalmente responsáveis por eventuais usos indevidos das informações. A exigência de autorização judicial prévia, por parte do hospital, representa excesso de formalismo e compromete a apuração de infrações penais, afetando a celeridade processual e a segurança pública.

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Interesse coletivo – O Juízo acolheu os argumentos do Ministério Público, destacando que o sigilo dos prontuários médicos não tem caráter absoluto e deve ser relativizado quando o interesse coletivo na persecução penal prevalece. Além disso, ressaltou-se que o Código de Ética Médica regula a relação entre médico e paciente, não se aplicando, de forma irrestrita, aos procedimentos investigativos criminais. A decisão judicial está alinhada com entendimentos já firmados pelo Tribunal de Justiça do Paraná e por outras cortes do país.

A liminar determina que o hospital forneça os prontuários médicos formalmente requisitados pelo MP ou pela autoridade policial, sem exercer qualquer juízo de valor sobre os pedidos. Em caso de descumprimento, poderá ser aplicada multa diária de R$ 500,00, limitada a R$ 10 mil, sem prejuízo de eventual responsabilização penal por crime de desobediência.

A decisão garante que o MPPR e a autoridade policial exerçam plenamente seu poder requisitório, essencial para a investigação de crimes e procedimentos extrajudiciais — especialmente aqueles que envolvem a proteção de direitos fundamentais de vítimas vulneráveis, como nos casos de violência doméstica e familiar contra a mulher (Lei Federal nº 11.340/06 – Lei Maria da Penha); crianças e adolescentes (Estatuto da Criança e do Adolescente); pessoas idosas (Estatuto do Idoso) e pessoas com deficiência (Lei Brasileira de Inclusão).

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A medida judicial reafirma a prevalência do interesse público na apuração de ilícitos sobre o sigilo individual dos prontuários, desde que o sigilo não seja absoluto.

Processo 0004629-04.2025.8.16.0104
 

Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4226

Fonte: Ministério Público PR

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Em resposta à representação do MPPR em Umuarama, Justiça Eleitoral determina regularização de propaganda de candidatos em espaços públicos

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O Ministério Público do Paraná obteve, perante a Justiça Eleitoral, decisão favorável que determina a regularização de propaganda eleitoral, realizada em espaços públicos da cidade, por diferentes partidos e agremiações. Expedida no dia 19 de setembro, pelo Juízo da 89ª Zona Eleitoral de Umuarama, a decisão acolheu pedidos feitos em representação formulada pela 4ª Promotoria de Justiça da Comarca, que identificou diversas irregularidades, especialmente relacionadas ao uso do chamado wind banner – bandeira de tecido fixada em uma haste flexível e uma base sólida – em horários e locais não permitidos.

A representação decorre de vistorias realizadas na última semana, nos dias 16 e 17 de setembro, em diferentes pontos do município de Umuarama, considerando praças, calçadas, canteiros centrais, rotatórias e outros espaços públicos. Entre as irregularidades apontadas, estão bandeiras instaladas diretamente no solo, em áreas de circulação de pedestres e próximas a semáforos, placas e faixas de pedestres. Também foi verificada a permanência de bases e suportes nos locais após as 22 horas e a concentração de bandeiras da mesma candidatura em configuração capaz de produzir efeito visual semelhante ao de outdoor.

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Correções – A decisão judicial determinou que os candidatos e respectivas agremiações devem regularizar, no prazo de 24 horas, as propagandas sob sua responsabilidade, mantendo as bandeiras nos espaços públicos somente no período entre 6 e 22 horas. Além disso, deve ser providenciada a retirada integral de tecido, haste, base e suporte até as 22 horas, sendo vedada a fixação das propagandas diretamente no solo, gramado ou calçamento.

Também foram proibidas estruturas que obstruam calçadas, rampas, pisos táteis e faixas de pedestres, prejudiquem a visibilidade de semáforos e placas ou comprometam a segurança viária. A decisão determinou ainda a retirada ou o reposicionamento de bandeiras idênticas da mesma candidatura quando sua disposição produzir efeito visual semelhante ao de outdoor.

Após o prazo de regularização, a Justiça Eleitoral determinou a realização de fiscalizações diurnas e noturnas nas principais ruas e praças de Umuarama, com a possibilidade de recolhimento dos materiais que permanecerem em situação irregular. A Polícia Militar e a Guarda Municipal também foram autorizadas a atuar em situações concretas de risco à circulação e à segurança viária.

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A decisão determinou, ainda, o encaminhamento dos autos à Procuradoria Regional Eleitoral do Paraná para análise das providências cabíveis quanto a eventual aplicação de sanções pecuniárias.

Processo 0600053-92.2026.6.16.0089

Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4264

Fonte: Ministério Público PR

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