Connect with us


Paraná

Atendendo a pedido das Promotorias de Justiça de Laranjeiras do Sul, Judiciário assegura fornecimento imediato de prontuários médicos requisitados a hospital

Publicado em

A Vara Cível de Laranjeiras do Sul, no Centro-Sul do estado, concedeu liminar que assegura o fornecimento imediato de prontuários médicos do hospital da cidade, requisitados pelo Ministério Público do Paraná e pela autoridade policial. A decisão foi proferida no âmbito de ação civil pública ajuizada pelas Promotorias de Justiça da comarca, que pretendem utilizar os registros para fundamentar processos de persecução criminal e procedimentos extrajudiciais.

Áudio do promotor de Justiça Igor Rabel Corso
 

A ação foi movida diante da recusa sistemática da instituição hospitalar em fornecer prontuários formalmente requisitados pela Polícia Civil e pelo MPPR. O hospital justificava a negativa com base no sigilo médico previsto no Código de Ética Médica. No entanto, a falta de acesso aos documentos estava comprometendo a celeridade e a eficácia da persecução penal, especialmente em casos graves, como os de violência doméstica e crimes contra a vida.

Inicialmente, houve tentativa de resolver o impasse de forma consensual, com a instauração de procedimento administrativo. Contudo, diante da ausência de acordo, as Promotorias de Justiça decidiram ajuizar a ação civil pública. Na petição inicial, o MPPR argumentou que, nesse contexto, a requisição de prontuários configura uma transferência de sigilo, e não uma quebra. Isso significa que o dever de guarda e confidencialidade é transferido do hospital para as autoridades requisitantes, legalmente responsáveis por eventuais usos indevidos das informações. A exigência de autorização judicial prévia, por parte do hospital, representa excesso de formalismo e compromete a apuração de infrações penais, afetando a celeridade processual e a segurança pública.

Leia mais:  Universidades do Centro-Oeste e do Norte do Paraná oferecem 73 vagas para professores

Interesse coletivo – O Juízo acolheu os argumentos do Ministério Público, destacando que o sigilo dos prontuários médicos não tem caráter absoluto e deve ser relativizado quando o interesse coletivo na persecução penal prevalece. Além disso, ressaltou-se que o Código de Ética Médica regula a relação entre médico e paciente, não se aplicando, de forma irrestrita, aos procedimentos investigativos criminais. A decisão judicial está alinhada com entendimentos já firmados pelo Tribunal de Justiça do Paraná e por outras cortes do país.

A liminar determina que o hospital forneça os prontuários médicos formalmente requisitados pelo MP ou pela autoridade policial, sem exercer qualquer juízo de valor sobre os pedidos. Em caso de descumprimento, poderá ser aplicada multa diária de R$ 500,00, limitada a R$ 10 mil, sem prejuízo de eventual responsabilização penal por crime de desobediência.

A decisão garante que o MPPR e a autoridade policial exerçam plenamente seu poder requisitório, essencial para a investigação de crimes e procedimentos extrajudiciais — especialmente aqueles que envolvem a proteção de direitos fundamentais de vítimas vulneráveis, como nos casos de violência doméstica e familiar contra a mulher (Lei Federal nº 11.340/06 – Lei Maria da Penha); crianças e adolescentes (Estatuto da Criança e do Adolescente); pessoas idosas (Estatuto do Idoso) e pessoas com deficiência (Lei Brasileira de Inclusão).

Leia mais:  A partir de recomendação administrativa emitida pelo Ministério Público do Paraná, município de Fazenda Rio Grande ganha unidade própria do Procon

A medida judicial reafirma a prevalência do interesse público na apuração de ilícitos sobre o sigilo individual dos prontuários, desde que o sigilo não seja absoluto.

Processo 0004629-04.2025.8.16.0104
 

Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4226

Fonte: Ministério Público PR

Comentários Facebook

Paraná

Copel realiza mutirão de regularização de cabos de telecom em Cambé e em Arapongas 

Published

on

A Copel, em parceria com a prefeitura e as operadoras de internet e telefonia, promove nesta segunda-feira, dia 22 de junho, um mutirão de regularização de cabeamento de telecomunicações em situação irregular na região do Jardim Ana Rosa, em Cambé, Norte do Paraná. Já na terça-feira (23), o mutirão será realizado em Arapongas. 

De acordo com o gerente de Compartilhamento de Estruturas da companhia, Fabrício Salmazo, “a Copel notificou 19 operadoras de telecomunicações e dados que atuam em Cambé a participar do mutirão. A escolha do local foi definida em conjunto com a prefeitura”.  

As intervenções contemplam 58 postes na Avenida Antônio Raminelli, ao longo de oito quarteirões, do trecho da PR-445 até a Rua Antônio Mantovani, rotatória do Ginásio de Esportes. O trabalho será executado das 9h às 16h e conta com o apoio da prefeitura na organização do trânsito. A atividade será efetuada somente com boas condições climáticas. 

De janeiro a maio deste ano, em mutirões semelhantes em Cambé, foram removidas mais de uma tonelada de cabos em desacordo com as normas de instalação e segurança, em atividades realizadas na área central e no Jardim Novo Bandeirantes. 

Leia mais:  PR-445 terá detonação de rochas entre distritos de Londrina na próxima sexta-feira

A Copel ressalta que a manutenção da fiação telefônica e de internet dentro das normas de instalação e de padrões de segurança é de responsabilidade das operadoras de telecomunicações, conforme determinam normas legais que regem o tema, em resoluções conjuntas da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), relativas ao compartilhamento de postes. 

Cabe às distribuidoras de energia elétrica fiscalizar a correção dessas instalações e notificar as empresas responsáveis, em caso de desacordo, para que os serviços de recomposição do cabeamento nos postes sejam feitos dentro dessas normas. 

A Copel alerta que, por segurança, a população nunca deve encostar em fios soltos. Situações de instalações em desacordo ou que ofereçam riscos às pessoas devem ser comunicadas à Copel via telefone 0800 51 00 116. 

ARAPONGAS – Uma equipe da Copel vai fazer fiscalização de cabos de telefonia e internet na terça-feira (23), na Avenida Maracanã, em Arapongas. Todas as 13 operadoras que atuam na via foram notificadas. Os fios que estiverem em desacordo com as normas técnicas e de segurança serão removidos. O serviço, das 9h às 16h, conta com o apoio da prefeitura, por meio da Guarda Municipal, da Polícia Rodoviária Federal (PRF), por se tratar do trecho urbano da BR-369, e da Defesa Civil Municipal. A atividade será iniciada a partir do trecho com a Rua Pica Pau Velho e seguirá sentido centro da cidade.

Leia mais:  A partir de recomendação administrativa emitida pelo Ministério Público do Paraná, município de Fazenda Rio Grande ganha unidade própria do Procon

Fonte: Governo PR

Comentários Facebook
Continuar lendo

Mais Lidas da Semana

Copyright © 2019 - Agência InfocoWeb - 66 9.99774262