Connect with us


Agro

Na AgriZone, Fávaro destaca liderança sustentável do Brasil

Publicado em

O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, concedeu entrevista ao Canal Rural no estúdio da emissora instalado na AgriZone, espaço do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e da Embrapa montado em Belém durante a COP30. Ele esteve acompanhado pela presidente da Embrapa, Silvia Massruhá, e pelo governador do Pará, Helder Barbalho, estado anfitrião da conferência. Ao longo da conversa, Fávaro reforçou o papel central da agricultura sustentável na agenda climática.

Segundo o ministro, a criação da AgriZone dentro da sede da Embrapa Amazônia Oriental oferece ao mundo a oportunidade de conhecer de perto a agricultura tropical brasileira e suas tecnologias. Ele destacou que esta é a primeira vez que um país leva para uma COP demonstrações reais de práticas agropecuárias dentro de um centro de pesquisa.

“Belém nos dá a oportunidade de mostrar o mundo real. Inovamos ao trazer para dentro da conferência as tecnologias que mostram como o Brasil produz com sustentabilidade. Isso só foi possível pela parceria com a Embrapa, pelo apoio do Governo do Pará e pelos patrocinadores que ajudaram a construir este espaço”, afirmou.

Leia mais:  Bahia deve ampliar produção agrícola em 2026 com crescimento em 16 culturas, aponta IBGE

Fávaro também ressaltou que o Brasil combina produtividade, ciência e preservação ambiental. Ele destacou que a trajetória da agropecuária brasileira nas últimas cinco décadas se baseia na pesquisa, no desenvolvimento tecnológico e no uso eficiente e responsável do solo, sempre com o Código Florestal como referência.

Ao tratar das políticas para o futuro da agricultura brasileira, o ministro destacou o Caminho Verde Brasil, programa que recupera áreas degradadas e evita a expansão sobre novas fronteiras. Segundo ele, mais de R$ 50 bilhões já foram disponibilizados para apoiar produtores que optam por restaurar terras antropizadas. “Mostramos de forma clara os resultados do Caminho Verde Brasil. É o futuro que queremos, áreas degradadas voltando a ser terras de excelência”, disse.

Fávaro comentou ainda o lançamento do projeto RAIZ, desenvolvido pela FAO e inspirado na experiência brasileira. A iniciativa busca captar recursos internacionais para apoiar a recuperação de áreas degradadas em diversos países. “A FAO captou a mensagem brasileira e reconheceu o potencial global dessa estratégia. É o Brasil dando exemplo de produção sustentável”, afirmou.

Leia mais:  Mercado da Soja em 2026: Clima, Logística e Preços Impactam Produção e Comercialização

O governador Helder Barbalho destacou o papel estratégico do Pará como sede da COP30 e ressaltou que o agro brasileiro demonstra ao mundo ser possível conciliar produção e preservação. Já a presidente da Embrapa, Silvia Massruhá, chamou atenção para o grande interesse internacional pelas tecnologias apresentadas e lembrou que a instituição é referência mundial em agricultura tropical.

Ao encerrar a entrevista, Fávaro reiterou que o Brasil apresenta resultados concretos que comprovam sua capacidade de unir produção e conservação ambiental. “Mostramos ao mundo como é possível produzir mantendo o meio ambiente como ativo fundamental”, concluiu.

Informação à imprensa
[email protected]

Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

Comentários Facebook

Agro

Safra de algodão em Mato Grosso deve cair 16% em 2025/26 com redução da área plantada

Published

on

A safra 2025/26 de algodão em Mato Grosso deve registrar queda na área cultivada e na produção total, segundo nova estimativa divulgada pelo Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea). O recuo reflete o cenário de margens mais apertadas e aumento dos custos de produção enfrentados pelos cotonicultores.

De acordo com o levantamento semanal do instituto, a área destinada ao algodão foi projetada em 1,38 milhão de hectares, representando redução de 3,33% frente à estimativa anterior e queda de 11,11% na comparação com a safra 2024/25.

Custos elevados pressionam rentabilidade da cotonicultura

Segundo o Imea, a retração da área está diretamente relacionada à redução da rentabilidade da cultura nos últimos ciclos.

O relatório aponta que os custos de produção mais elevados vêm pressionando as margens do produtor, levando parte dos cotonicultores a reavaliar o uso das áreas agrícolas.

Diante desse cenário, muitos produtores optaram por concentrar o plantio de algodão em talhões mais produtivos e direcionar outras áreas para culturas de segunda safra, consideradas mais competitivas no atual momento de mercado.

Leia mais:  Bahia deve ampliar produção agrícola em 2026 com crescimento em 16 culturas, aponta IBGE

A estratégia busca reduzir riscos financeiros e preservar a rentabilidade das propriedades rurais em meio às oscilações do mercado agrícola.

Clima favorável impulsiona produtividade do algodão

Apesar da redução na área plantada, a produtividade das lavouras apresentou revisão positiva na nova projeção.

O rendimento médio foi estimado em 297,69 arrobas por hectare, avanço de 2,34% em relação à previsão anterior.

Segundo o Imea, as condições climáticas favoráveis registradas ao longo do ciclo têm contribuído para um melhor desenvolvimento vegetativo das lavouras, beneficiando o potencial produtivo do algodão em Mato Grosso.

As chuvas regulares e o bom ambiente climático em importantes regiões produtoras ajudaram a sustentar o desempenho das plantações, amenizando parte das perdas provocadas pela redução da área cultivada.

Produção de algodão em caroço deve recuar mais de 16%

Mesmo com a melhora na produtividade, a produção total de algodão em caroço em Mato Grosso foi estimada em 6,14 milhões de toneladas para a safra 2025/26.

O volume representa queda de 16,04% em comparação com a temporada passada, refletindo principalmente a retração da área plantada.

Leia mais:  Vice-presidente Alckmin e ministro Fávaro alinham avanços tarifários com setores de castanhas, café e carnes

Maior produtor nacional da fibra, Mato Grosso segue desempenhando papel estratégico no abastecimento da indústria têxtil e nas exportações brasileiras de algodão. No entanto, o setor acompanha com atenção a evolução dos custos de produção, do mercado internacional e das condições climáticas para os próximos meses.

Analistas avaliam que o comportamento das cotações da pluma, do dólar e da demanda externa será decisivo para definir o ritmo dos investimentos na próxima temporada.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Comentários Facebook
Continuar lendo

Mais Lidas da Semana

Copyright © 2019 - Agência InfocoWeb - 66 9.99774262